Com maior distribuição ofensiva, Bauru vence o Minas e segue vivo na Sulamericana

18/10/2018

O Bauru Basket enfim colocou um ponto final na série negativa. Depois de sete derrotas nos últimos oito jogos, sendo três delas consecutivas, o Dragão apresentou sinais de melhora e venceu o Minas, por 75 a 70, na segunda rodada do Grupo C da Liga Sulamericana.

 

A vitória sobre o minastenistas representa muito mais do que a retomada das vitórias. Pressionado pela derrota para o Quimsa e pelo formato da competição, o time paulista precisava do triunfo para seguir com chances de classificação à próxima fase da Liga Sulamericana.

 

Apesar de ainda apresentar oscilações consideráveis no decorrer da partida, o Bauru ditou o ritmo do começo ao fim do jogo, escorando mais uma vez o volume ofensivo em Lucas Mariano. Mas, dessa vez, outros atletas dividiram a responsabilidade com o pivô, dando mais variações ofensivas ao time e dificultando o trabalho defensivo do Minas.

 

Além de Lucão, Larry, Jefferson e Enzo pontuaram acima dos dez pontos (Victor Lira/Bauru Basket)

 

Por falar em trabalho defensivo, o Dragão ofereceu mais resistência defensiva do que nas últimas partidas e muito disso em função da melhora no posicionamento de Jefferson e da escolha de Demétrius por Cauê Verzola. Assumindo a condição de reserva imediato de Larry, condição antes ocupada por Fúlvio, Cauê não comprometeu a rotação defensiva da equipe, evidentemente mais lenta com o experiente armador que chegou no decorrer do Campeonato Paulista.

 

Por meio da assessoria de imprensa do Bauru Basket, o pivô Lucas Mariano comentou sobre o desempenho da equipe diante do Minas e da necessidade de mais um resultado positivo para a classificação.

 

"Conseguimos uma vitória muito importante e o time está de parabéns. Estávamos em uma maré ruim, as bolas não estavam entrando, mas agora vencemos e temos que aproveitar isso. Amanhã vamos com a mesma garra para conseguir essa vaga para a próxima fase."

 

Com a vitória, Bauru depende, praticamente, apenas das próprias forças para avançar na Liga Sulamericana. Em caso de triunfo amanhã, às 23:00, sobre os donos da casa, o Fastbreak, o Dragão carimbará passaporte para o quadrangular semifinal.

 

A classificação só não viria se na partida preliminar, o Minas superasse o Quimsa por exatamente cinco pontos, o que geraria um empate triplo, com o time paulista levando desvantagem sobre mineiros e argentinos no saldo de cestas.

 

Sendo assim, somente um triunfo por cinco ou mais pontos, garante o clube minastenista na próxima fase. Em caso de vitória por menos pontos, a equipe precisará esperar o desenrolar do Grupo D para almejar o posto de melhor terceiro colocado geral.

 

O JOGO

 

Bauru e Minas começaram a partida imprimindo muita velocidade. Mas, sem muita organização ofensiva, movimentaram pouco o marcador, não aproveitando as desatenções defensivas em jogadas de pick-and-roll. Passado o equilíbrio inicial, o time paulista se impôs. Movimentando a posse de bola com mais velocidade, pontuou com quatro dos cinco jogadores no perímetro, abrindo dez pontos de vantagem.

 

Mas após a entrada de jogadores da rotação e a saída de Lucas Mariano, o Dragão desandou. Sem uma referência ofensiva no garrafão, dada a fase ruim de Jefferson e inconstância de Marcão e Renato nesse início de temporada, o time ficou travado e cometeu inúmeras faltas de ataque em sequência, perdendo volume de jogo. Em duas jogadas na área pintada, Lucas e Paranhos descontaram para o Minas, 21 a 15.

 

No começo do segundo quarto o panorama se manteve. Diante da boa marcação mineira e da falta de confiança de seus jogadores, que não partiam em direção à cesta, Bauru seguiu inoperante ofensivamente. Cada vez mais à vontade dentro de quadra, Lucas organizou bem o ataque do Minas, que conseguiu assumir a liderança em uma ligação direta que terminou com enterrada de Coleman, sozinho na quadra de ataque.

 

Para retomar o domínio da partida, Demétrius apostou em Gui Santos e Lucas Mariano. E não demorou muito para ver que a mexida deu resultado. Compondo a primeira linha defensiva ao lado de Larry e Gustavo, Gui Santos ajudou a pressionar a articulação minastenista, evitando arremessos livres. Na frente, Lucas Mariano assumiu o protagonismo e recolocou o Bauru em vantagem ao final do primeiro tempo, 38 a 32.

 

Com 18 pontos, Lucas Mariano foi mais uma vez o cestinha da partida (Victor Lira/Bauru Basket) 

 

No começo do segundo tempo, o Dragão conseguiu colocar em prática tudo aquilo que se cobra de um time forte. Com concentração e agressividade, retomou a consistência defensiva, perdida há alguns jogos. Assim, podê atuar no contragolpe, com Cauê organizando as transições, Larry machucando a defesa em suas infiltrações, assim como Enzo, preciso nas bolas de três pontos. Em uma corrida de 13 a 04, abriu quinze pontos de vantagem.

 

Mas após o pedido de tempo de Flávio Espiga, o Minas renasceu. Com boa organização de Gegê, que usou e abusou do pick-and-roll e da grande visão de jogo, servindo seus companheiros na progressão, os atuais campeões mineiros cortaram toda a vantagem construída pelo Bauru, entrando no último período perdendo por apenas três pontos, 58 a 55.

 

No começo do último quarto, o Minas explorou a fragilidade Fúlvio na defesa para buscar o empate ainda no primeiro minuto da parcial, em arremesso de fora de Gegê. Com a saída de Fúlvio para a entrada de Basílio, o Dragão melhorou a rotação defensiva, estancando o volume de jogo do rival.

 

Na contra-ofensiva, Larry chamou a responsabilidade. Explorando os bloqueios realizados por Lucas Mariano, o alienígena pontuou e também serviu o pivô, devolvendo a tranquilidade ao Bauru, que abriu dez pontos de vantagem após duas faltas técnicas cometidas pelo adversário. Com a partida se aproximando do final e a vitória praticamente assegurada, os treinadores concentraram as atenções no saldo de cestas. Em dois arremessos do perímetro, Coleman diminuiu a diferença no placar, 75 a 70.

 

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