Com chuva de bola de três pontos, Bauru derrota o Botafogo e conquista primeira vitória no NBB

26/10/2018

O Bauru Basket enfim conquistou sua primeira vitória no Novo Basquete Brasil. Depois de derrota para o Pinheiros, na estreia da competição, e para o Vasco da Gama, no começo da semana, o Dragão fez valer o mando de quadra e derrotou o Botafogo, por 82 a 63, na terceira partida da equipe no NBB11.

 

No duelo diante da equipe carioca, os paulistas demonstraram mais consistência. Marcando com mais agressividade, neutralizou o volume ofensivo do adversário e teve o contragolpe à sua disposição. Aproveitando bem as saídas em velocidade, espaçou bem a quadra, tomando as melhores decisões nas construções ofensivas.

 

Com 21 assistências e aproveitamento altíssimo no perímetro (15/23 - 65%), o time bauruense transformou um duelo equilibrado, em uma partida tranquila, em que ditou o ritmo de jogo a partir do intervalo.

 

Enzo foi o atleta que mais converteu arremesso de fora, com quatro acerto em cinco tentativas (Victor Lira/Bauru Basket) 

 

Fazendo sua estreia na competição após a suspensão de duas partida pela briga que se envolveu quando atuava pelo Franca, Jefferson foi um dos responsáveis pela chuva de bolas de três pontos.

 

"Para mim é muito importante estar de volta, ainda mais que o time precisava dessa vitória. Então, estou mais contente ainda de jogar bem e ajudar meus companheiros. Com os desfalques do Larry, do Alex, do Jaú, cada um está tentando dar um pouquinho mais de si, para suprir essas ausências."

 

O triunfo sobre os alvinegros vem em bom hora, já que tira um peso das costas da equipe em um momento delicado. Não bastasse os desfalques mencionados por Jefferson, Bauru recebe o Franca, no próximo sábado, para mais um clássico paulista. Nessa temporada, os rivais já se enfrentaram cinco vezes, com três triunfos do Dragão, mas com vitória francana dentro do Panela de Pressão, que culminou com a classificação da equipe de Helinho à decisão do Paulista.

 

Mas, para Demétrius, mais do que vencer e chegar um pouco mais aliviado no clássico, na vitória sobre o Botafogo, Bauru demonstrou regularidade, algo que, recentemente, vem sendo o calcanhar de aquiles da equipe.

 

"A questão não é nem de não ter vencido na competição, mas sim em relação à nossa postura nos dois primeiros jogos. Hoje a equipe soube ter foco durante praticamente todo jogo, coisa que não estávamos tendo nos últimos jogos e isso estava pesando. O desafio, para sábado, é manter essa postura. Claro que a vitória vai me deixar feliz, obviamente, mas o importante é a maneira que temos de entrar em quadra, lutar do começo ao final da partida."

 

A regularidade também foi usada pelo ala Cauê Borges, para explicar a derrota alvinegra fora de casa. Para o jogador botafoguense, a equipe não pode diminuir a intensidade diante de um adversário qualificado, em um campeonato tão equilibrado quanto o NBB.

 

"Nós conseguimos seguir o plano de jogo no primeiro tempo mas esquecemos completamente o que fazer no segundo tempo, enquanto a equipe de Bauru voltou muito mais atenta. Sabemos que o NBB é um campeonato equilibrado e que não podemos dar essas bobeiras. Sempre entramos em quadra para ganhar mas pelo menos conseguimos uma vitória (diante do Franca) e não temos muito o que lamentar."

 

De olho na recuperação após o revés dessa noite, o Fogão terá alguns dias de treinamento antes do próximo jogo, terça, diante do Paulistano, em casa.

 

O JOGO

 

Vindo de uma derrota expressiva sobre Franca, o Botafogo iniciou a partida mais à vontade. Protegendo muito bem o garrafão do jogo interno do adversário, distribuiu três tocos em cima de Jefferson. Seguro na defesa, assumiu o controle do jogo justamente na área pintada, em duas bolas de segurança de Ansaloni.

 

Aos poucos, Bauru foi se encontrando. Com mais velocidade na recomposição defensiva e atenção à troca de passes, encaixou boa sequência defensiva. No contragolpe, aproveitou a velocidade de Gustavo e os arremessos de Enzo Ruiz para tomar a dianteira. No minuto final, Maique aproveitou rebote ofensivo e enterrou para decretar o empate parcial, 17 a 17.

 

As equipes voltaram para o segundo período com formações completamente alternativas, que contavam com muitos atletas do banco e de alta estatura, o que direcionou o duelo para o garrafão. Só que o confronto no setor ficou extremamente congestionado e o placar pouco se alterou durante os primeiros minutos, obrigando os dois treinadores a mudarem o esquema de jogo, trazendo os titulares de volta à quadra.

 

A mudança foi mais benéfica aos donos da casa. Com uma sequência de quatro arremessos precisos do perímetro, sendo dois deles de Cauê e um de Enzo, o Dragão colocou a vantagem próxima dos dez pontos. Sem o mesmo poderio externo, o Botafogo reduziu o prejuízo parcial através das infiltrações de Cauê Borges e dos arremessos de média distância de Arthur, indo para o intervalo perdendo por apenas quatro pontos, 34 a 30.

 

Gui Santos veio bem do banco e ajudou nos dois lados da quadra, conseguindo roubadas de bola e anotando sete pontos (Victor Lira/Bauru Basket) 

 

A superioridade bauruense ficou mais clara no começo do segundo tempo. Bem posicionado na defesa, neutralizou o volume ofensivo do rival, aproveitando a velocidade na puxada do contragolpe e a boa troca de passes, para abrir quinze pontos de vantagem, em boa sequência de Gustavo, Gui Santos e Jefferson William.

 

O Botafogo bem que tentou responder e equilibrar a parcial. Concentrando o volume de jogo, Jamaal explorou os bloqueios realizados por Ansaloni, Murilo e Arthur, para se livrar da marcação e causar desequilíbrio defensivo nos donos da casa. Mas mesmo com o crescimento de produção do time carioca, Bauru manteve a folga no marcador, em enterrada de Jefferson e arremesso longo de Lucas Mariano, 62 a 46.

 

No começo do último período, o Dragão praticamente liquidou a fatura. Mantendo a intensidade defensiva, aproveitou as duas roubadas de bola, conquistadas por Cauê e Enzo, para colocar a diferença acima dos vinte pontos, com destaque para o trabalho de Lucas Mariano e Marcão próximos à cesta.

 

Com o final da partida se aproximando, os adversários afrouxaram um pouquinho a marcação e foi possível ver mais jogadas individuais, em progressão, com certa troca de cestas entre as equipes, sobretudo entre Enzo e Cauê Borges. Na última volta do ponteiro do relógio, os comandantes deram oportunidade para jogadores que possuem menos tempo de quadra, 82 a 63.

 

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