Em duelo de baixo nível técnico, São José faz grande quarto período e derrota Bauru

11/11/2018

Não foi dessa vez que o Bauru Basket venceu a segunda partida consecutiva no Novo Basquete Brasil. Atuando mais uma vez em casa, o time voltou a sentir falta de seus jogadores lesionados, esbarrando nas suas próprias limitações e no brio do São José, que foi buscar a vitória, por 75 a 63, após passar grande parte do embate em desvantagem.

 

Apesar de ficar à frente do marcador durante a maior parte do confronto, o Dragão esteve longe dos seus melhores dias. Sem muita inspiração ofensiva, sustentava a vantagem no brilho individual de jogadores como Fúlvio, Lucas Mariano e Renato e através de sua defesa, que mostrava certa segurança. 

 

Com mais dificuldade ainda para trabalhar coletivamente, a Águia mantinha-se viva na partida graças às jogadas individuais dos seus atletas. Agressivos em direção à cesta, só foram parados com falta e, na linha do lance livre, tiveram desempenho consistente para não deixar os mandantes dispararem e montar uma recuperação no último quarto.

 

Com 14 pontos, Márcio Dornelles terminou como cestinha joseense (Arthur Marega Filho/São José Basketball)

 

A virada despertou a ira da torcida bauruense. Até então paciente, por conta dos desfalques da equipe, manifestou o descontentamento com mais uma derrota, a sexta em nove jogos do time na competição (aproveitamento de apenas 33%).

 

Sem entrar no mérito dos protestos dos torcedores, Demétrius creditou o revés não apenas aos desfalques mas também à baixa produção ofensiva da equipe, que não teve a dinâmica e o equilíbrio de outras ocasiões.

 

"Hoje perdemos porque não tivemos um bom aproveitamento nos arremessos, nosso ataque travou em alguns momentos e perdemos o domínio da partida. O São José se aproveitou disso, virou no melhor momento deles e não conseguimos nos recuperar. É ter paciência e consertar os erros."

 

Do outro lado, Márcio Dornelles, em entrevista à Locomotiva Esportiva, enalteceu o triunfo conquistado na casa do Dragão, principalmente pelo espírito de luta da equipe, que foi buscar um resultado que estava mais próximo dos mandantes.

 

"O jogo vai se desenhando tempo a tempo, minuto a minuto. Hoje conseguimos segurar o Bauru dentro de casa. A equipe de Bauru sente as ausência e sabemos que quando esses jogadores voltaram, vai ser diferente. Então, temos que aproveitar, curtir esse momento. Porque foi uma vitória muito importante para a sequência do nosso campeonato."

 

Na parte de baixo da tabela de classificação, terão compromissos complicados na próxima rodada. Na terça, o Bauru desafia a equipe do Joinville, fora de casa. Na quarta, a Águia recebe o Flamengo.

 

O JOGO

 

O começo da partida serviu como uma espécie de aviso do que viria pela frente. Demonstrando certa ansiedade, os adversários tomaram decisões equivocadas na construção das jogadas, esbarrando nas suas próprias limitações. Uma das poucas, para não dizer única, exceção, foi Sahdi, autor de cinco pontos, provenientes de arremesso da zona morta e de bandeja após roubo de bola na quadra de ataque.

 

Com uma modificação tática, Bauru deu sinais de melhora. Ao trazer Marcão para quadra, no lugar de Renato, Demétrius encaixou a defesa bauruense na área pintada, criando condições para o time sair em velocidade. O repertório ficou ainda maior com a entrada de Fúlvio. Cuidando bem da bola, mostrou-se recuperado da lesão, distribuindo quatro assistências fundamentais para o Dragão fechar o primeiro quarto em vantagem, 16 a 12.

 

O início do segundo período foi um repeteco do primeiro. Com pouca movimentação dos atletas sem a bola, os times pouco criaram. A partir da metade da parcial, o São José começou a reagir. Usando muito bem os bloqueios, envolveu os mandantes, criando situações de miss match que colocaram Shadi e Pedro para jogar no um contra um com jogadores mais baixos. 

 

Repetindo a fórmula que funcionou no quarto anterior, Dema recolocou Marcão ao lado de Lucas Mariano. Ofensivamente, o pivô funcionou, mas a dupla não teve a mesma sintonia na defesa e a Águia seguiu pontuando, até consumar a virada, em rebote ofensivo de Douglas Nunes, na última ação do primeiro tempo, 28 a 29.

 

Depois de um primeiro tempo discreto, Renato brilhou na segunda etapa mas não pôde evitar revés bauruense (Victor Lira/Bauru Basket) 

 

O equilíbrio seguiu presente na etapa complementar. Depois de dois minutos de muitas precipitações de lado a lado, o Bauru direcionou as ações para o garrafão e levou sucesso. Abrindo bem a quadra, os mandantes trocaram passes em velocidade, explorando o trabalho de high-low entre Lucas Mariano e Renato. Combinando para vinte pontos somente no terceiro quarto, aumentaram a vantagem do time para oito pontos.

 

Intensificando a marcação sobre os pivôs dos donos da casa, a Águia conseguiu recuperar cinco bolas. Na puxada para o contragolpe, contou com boa aparição de Johnson e Pastor, que pontuaram dentro e fora da área pintada, para encostar no marcador novamente, 48 a 45.

 

Logo na primeira movimentação ofensiva do último período, Enzo converteu arremesso da zona morta e ainda sofreu falta, anotando quatro pontos de uma vez só. Mas essa seria a última vez que o torcedor bauruense teria motivos para comemorar. Liderado por Schneider, que anotou nove pontos consecutivos, o São José rapidamente empatou o jogo, jogando a pressão para os donos da casa.

 

Desgastado e sem um líder em quadra, o Dragão deixou o jogo coletivo de lado e persistiu nos arremessos longos, muitos deles forçados, sem a presença de um pivô para, ao menos, brigar pelo rebote. Com mais tranquilidade e leitura de jogo, o time joseense rodou a bola até criar condições para Márcio e Douglas Nunes resolverem a partida, 75 a 63.

 

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