No retorno de Hettsheimeir, Franca mostra consistência e bate o Quimsa

14/11/2018

O Franca estrou muito bem na segunda fase da Liga Sulamericana. Na abertura do Grupo E, bateu a forte equipe do Quimsa, com autoridade, por 93 a 76, dando passo importantíssimo na luta por uma vaga na final da competição.

 

No duelo dos dois melhores times da chave, pelo menos em questões técnicas, o esquadrão brasileiro dominou por completo. Agressivo na marcação, anulou o cérebro dos hermanos, o armador De Los Santos, minando a troca de passes que, rotineiramente, abre espaço para a aparição dos alas pontuadores do time argentino.

 

Armador, que vinha com média superior a oito assistências por jogo, ficou restrito a apenas três passes certeiros (FIBA Américas) 

 

Assim, aproveitou a saída em velocidade de seus atletas mais verticais, David Jackson e Didi, para imprimir forte ritmo na transição, machucando a defesa adversária com a boa seleção de arremessos e grande distribuição no volume de jogo. Todos os atletas que atuaram mais de um minuto anotaram, pelo menos, cinco pontos, o que dificultou a reação do rival na etapa complementar.

 

Administrando bem a vantagem construída no primeiro tempo, Franca confirmou a vitória sem maiores sustos, tendo, inclusive, a preocupação de manter a gordura no marcador para um eventual tríplice empate, já que o saldo de cestas é o primeiro critério de desempate em caso de igualdade.

 

Apesar dessa preocupação, Franca garantir amanhã mesmo a classificação para a final da competição. Para isso, precisa superar os donos da casa (Olímpia) e torcer para que, no primeiro confronto da noite, o Quimsa derrote o Libertad.

 

O JOGO

 

Antes mesmo da bola subir já estava claro que os adversários vinham com duas propostas muito distintas. Com um quinteto mais leve, Franca abriu a quadra e passou a tomar conta do jogo com os arremessos de fora de Lucas Dias, Elinho e David Jackson. Levando a vantagem no confronto com Cipolini, Francis tentava manter o Quimsa na cola do marcador.

 

Mas, com o passar do tempo, os brasileiros foram desgarrando. Além do arsenal no perímetro, que foi reforçado com a boa prestação de André Góes, Franca ainda encontrou espaços no garrafão, abrindo vantagem através das infiltrações de David Jackson e das bolas de segurança de Cipolini, atento ao rebote ofensivo, 25 a 18.

 

No começo do segundo quarto os times passaram por um momento de seca. Enquanto os comandados de Helinho pecavam na conclusão das jogadas, os hermanos encontravam dificuldade para movimentar a posse de bola. E foi, mais uma vez, na agressividade de dois pratas de casa, que o Franca voltou a produzir.

 

Tirando proveito de sua velocidade, Alexey conseguiu romper a defesa adversária com infiltrações que culminaram em duas bandejas e também em assistências para Didi, preciso na linha de três. Além dele, Hettsheimeir também emplacou outra bola de fora, fazendo com que os brasileiros fossem para o intervalo com grande vantagem, 45 a 30.

 

Suplentes das duas equipes entraram muito bem na partida, dando outras alternativas aos treinadores (FIBA Américas) 

 

O Quimsa voltou com outra postura para o segundo tempo. Agressivo, anulou a movimentação francana, principalmente em cima de Cipolini, que vinha se destacando nos bloqueios ofensivos. Com a defesa consistente, conseguiu sair no contragolpe e rodar a bola com velocidade, explorando a superioridade numérica para ir cortando a desvantagem no marcador através das infiltrações de Brussino.

 

Sentindo a ausência de David Jackson, que deixou a quadra para se recuperar após uma lesão no tornozelo, Franca perdeu a dinâmica mas viu Didi assumir a liderança técnica do time para desafogar a produção ofensiva. Mas, defensivamente o time francano ainda cedia inúmeros rebotes ofensivos a Francis, que seguiu pontuando na área pintada, 63 a 53.

 

O time argentino seguiu melhor no começo do último quarto. Até então discreto, Schattman teve liberdade e não perdoou. Com belo aproveitamento nos arremessos de três pontos, o ala cortou, por duas vezes, a diferença para apenas seis pontos de diferença. Mas a resposta francana foi imediata.

 

Recuperado da torção que sofreu no período anterior, David Jackson concentrou o volume de jogo e bagunçou a defesa dos hermanos. Com dribles rápidos, criou espaço para si e para os demais companheiros, devolvendo a tranquilidade para Franca, que abriu frente e sacramentou a vitória por 93 a 76.

 

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