Franca é dominado pelo Libertad e agora depende do Olímpia para seguir vivo na Sulamericana

16/11/2018

O Franca não repetiu o mesmo nível de exibição e sofreu uma dura derrota, por 93 a 86, para o Libertad Sunchales, que pode colocar fim no sonho da equipe de conquistar a Liga Sulamericana e, de quebra, conquistar passaporte para a Liga das Américas.

 

Ainda que não seja sua principal virtude, Franca sofreu com a ausência de David Jackson. Sem o ala norte-americano, o time não teve o mesmo equilíbrio na marcação alta, deixando inúmeros espaços no perímetro, setor de quadra que os argentinos tiveram altíssimo aproveitamento no primeiro tempo, período de domínio total dos portenhos.

 

Cestinha da partida com 21 pontos, Cuello ainda contribuiu na armação ao distribuir 4 assistências (FIBA Américas) 

 

Após o intervalo, a equipe brasileira acertou o posicionamento e rapidamente cortou a diferença no marcador, mas o acúmulo de faltas pessoais comprometeu a reação francana, que não pôde fazer frente à maior consistência do rival, se limitando a reduzir a desvantagem de olho em um eventual tríplice empate, que viria com a vitória do Olímpia sobre o Quimsa e daria a vaga aos brasileiros.

 

O JOGO

 

O confronto entre Libertad e Franca começou em altíssimo nível. Com boa movimentação de posse de bola e agressividade para capturar importantes rebotes ofensivos, com Cuello e Kelley, os argentinos se impuseram nos primeiros minutos. Mas, os brasileiros foram, pouco a pouco, reagindo.

 

Devido a defesa alta do adversário, Franca teve espaço para bater para dentro e emplacou três enterradas consecutivas, com Cipolini, Lucas Dias e Jimmy. O próprio Jimmy, inclusive, chegou a anotar arremesso da zona morta, equilibrando as ações. Só que eram os hermanos que estavam com a mão quente no perímetro e com mais duas bolas de fora, de Cuello e Zago, fecharam o primeiro quarto com ampla vantagem, 28 a 19.

 

No começo do segundo período, a equipe brasileira chegou a encostar no marcador após duas jogadas individuais de Hettsheimeir dentro do garrafão. Mas a reação parou por aí. Cometendo inúmeros erros na troca de passes, Franca viu o adversário aproveitar a superioridade numérica no contragolpe e abrir quinze pontos de vantagem, em arremessos de Cuello e Cangelosi.

 

Após a entrada de André Góes, o time brasileiro controlou melhor a posse de bola, tendo mais segurança e agressividade para infiltrar, desafogando a produção ofensiva da equipe. Só que a cada boa trama francana, Copello aparecia para jogar um balde de água fria e manter a vantagem em quinze pontos, 55 a 40.

 

Discreto na primeira etapa, Elinho terminou o duelo flertando com um duplo-duplo, 13 pontos e 9 assistências (FIBA Américas) 

 

Mas a partida, que parecia perdida, mudou completamente de figura no segundo tempo. Com muita mais intensidade, Franca subiu a marcação, pressionando a saída de bola do adversário, que saiu de sua zona de conforto e perdeu volume ofensivo. Na frente, os brasileiros contaram com grande participação de Elinho, que distribuiu assistências e anotou dois tiros de fora, para virar o jogo ainda na metade da parcial, após a exclusão de Cangelosi, punido com falta antidesportiva seguida de técnica.

 

E quando se esperava que os hermanos demonstrariam abatimento, eles aplicaram um grande sequência, que viria a ser decisiva, para garantir a vitória. Realizando as trocas defensivas com velocidade, estancou a produção francana por mais de três minutos, para voltar a abrir frente após os arremessos de Figueredo e bandeja de Saglietti, 75 a 69.

 

Diante do momento decisivo da partida e da proximidade no marcador, os adversários vieram para o último período com a proposta de atuar mais próximo da cesta. Com um quinteto mais alto, o Libertad dobrou a marcação em cima de Hettsheimeir e explorou as situações de miss-match para voltar a abrir dez pontos de vantagem.

 

Ciente de que a virada, àquela altura, era impossível, Helinho promoveu algumas mudanças visando um eventual tríplice empate, que depende ainda da vitória do Olímpia sobre o Quimsa. Após a entrada de André, o time passou a machucar a defesa adversária e começou a cortar a diferença. Por mais que Cuello e Zago tenha conseguido, durante alguns minutos, sustentar a diferença, Hettsheimeir e Elinho voltaram a pontuar, dando sobrevida aos paulistas, 93 a 86.

 

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