Com grande jogo coletivo, Botafogo quebra o tabu e vence o clássico diante do Vasco da Gama

01/12/2018

O Botafogo viveu um sábado pra lá de especial. Depois de duas derrotas para um dos seus maiores rivais na temporada de estreia do Novo Basquete Brasil, a equipe finalmente conseguiu superar o Vasco da Gama, por 97 a 79, em partida realizada na casa do adversário.

 

O triunfo ganha um sabor ainda mais especial pela forma com que o resultado foi construído. Depois de um primeiro quarto bastante equilibrado, o time assimilou as instruções de Léo Figueiró e comandou as ações, abrindo larga vantagem ainda no segundo período, quando venceu a parcial por 24 a 9.

 

Os pilares dessa corrida impiedosa foram a defesa agressiva e o trabalho coletivo na contra-ofensiva, marcas registradas do Fogão nesse começo de temporada. Anulando as principais peças dos donos da casa, teve confiança e leitura de jogo para trabalhar bem a posse de bola, escolhendo sempre um companheiro melhor posicionado para concluir as jogadas.

 

Assim, com nada mais nada menos, que 27 assistências e todos os atletas do quinteto titular pontuando e combinando para 88 pontos do time, os visitantes administraram muito bem a vantagem construída no segundo quarto, evitando qualquer tentativa de reaproximação dos cruz-maltinos.

 

Com a vitória, o Botafogo chega ao sexto triunfo em dez partidas e ultrapassa o Mogi das Cruzes, assumindo o quinto lugar, próximo de ingressar no G4, já que Paulistano e Pinheiros, terceiro e quarto colocados, possuem apenas uma vitória a mais.

 

Já o Vasco caiu para a nona colocação, com campanha oposta a do rival, ficando, nesse momento, de fora do grupo que estaria classificado para a disputa da Copa Super 8, que será disputada nas semanas do Natal e do Ano Novo.

 

O JOGO

 

O clássico alvinegro começou em altíssimo nível. Com grande aproveitamento nos arremessos de três pontos, de Duda e Gemerson, o Vasco da Gama se sobressaiu nos dois primeiros minutos de partida. Mas, aos poucos, o Botafogo foi se encontrando. Defendendo de maneira agressiva, levou o adversário ao erro e aproveitou a saída em velocidade de Cauê Borges para assumir o controle de jogo. Sentindo o bom momento do adversário, Bial parou o jogo e reorganizou sua equipe, que passou a defender melhor e, na individualidade de Okorie, fechou o primeiro quarto em vantagem, 24 a 20.

 

O duelo, até então equilibrado, deu lugar ao domínio botafoguense. Imprimindo forte ritmo defensivo, o Fogão estancou a produção ofensiva do rival. A segurança defensiva permitiu que o time ganhasse confiança para atacar. Com boa movimentação ofensiva, equilibrou bem as ações, variando o volume de jogo interno e externo, que contou com grande participação da dupla formada por Mogi e Ansaloni. Tamanha superioridade fez com que os pupilos de Léo Figueiró retomasse as rédeas da partida e fossem para os vestiários vencendo por 44 a 33.

 

Vasco não conseguiu trabalhar coletivamente para romper a defesa alvinegra (Rafael Ribeiro) 

 

Quem esperava um início de segundo tempo imponente por parte dos mandantes, se enganou. Embora tenha convertido os dois primeiros ataques, o time local acumulou erros na troca de passes e viu a diferença aumentar ainda mais. Cuidando bem da posse de bola e envolvendo todas as peças de seu quinteto titular, bem como de alguns suplentes que entraram no decorrer do período, os visitantes rapidamente colocaram a vantagem na casa dos vinte pontos. Liderado por Okorie e Rafael, desafogou o volume ofensivo, mas a cada boa investida da dupla, Cauê e Arthur respondiam prontamente, mantendo a boa margem de segurança construída no decorrer da parcial, 75 a 57.

 

O cenário do começo do último período não se modificou. Concentrando praticamente todas as ações ofensivas, Okorie bem que tentou colocar o Vasco de volta à partida. Responsável por cinco pontos consecutivos e assistência na medida para Vithinho, participou dos primeiros oito pontos dos donos da casa. Só que a equipe não conseguia segurar o volume de jogo do adversário, que manteve a diferença no trabalho de Mogi e Ansaloni próximo à cesta. Com o tempo passando e a desvantagem mantida, os mandantes foram perdendo as esperanças e o Botafogo aproveitou a queda de intensidade do rival para rodar a bola e garantir o triunfo no clássico, por 97 a 79.

 

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