Brasil é dominado pelo Canadá e terá que buscar a classificação fora de casa

Não foi nessa segunda-feira (03) que o Brasil sacramentou sua classificação para a Copa do Mundo da China 2019. Jogando em São Paulo, a seleção brasileira jogou muito aquém do esperado e foi dominada pelo Canadá, que venceu o confronto direto por 94 a 67 e carimbou seu passaporte ao Mundial com duas rodadas de antecedência.


Os canadenses foram melhores desde o início da partida. Com intensidade defensiva, anulou a movimentação ofensiva brasileira, que já estava desfalcada de nomes importantes, tanto por conta da janela e das lesões de armadores que atuam no Novo Basquete Brasil e vinham aparecendo como opção no banco de reservas da seleção.


Sem criação, o Brasil abusou da individualidade para enfrentar a sólida defesa adversária, que permitiu aos visitantes sair em velocidade e explorar a superioridade numérica em vários momentos da partida. Mesmo quando a recomposição brasileira era mais rápida, tirando o contragolpe do rival, o Canadá sabia trabalhar no cinco contra cinco, dividindo muito bem o volume de jogo entre peças e setores de quadra.


Wiltjer deitou e rolou na defesa brasileira, anotando vinte e cinco pontos e guiando o Canadá ao triunfo (FIBA)

Com a derrota, o Brasil terá de buscar a classificação fora de casa. Na última janela das eliminatórias, enfrentará Ilhas Virgens e República Dominicana longe de seus domínios e precisará de uma vitórias para ir à China, já que mesmo que termine em quarto no Grupo F não poderá ser alcançado pelo quarto colocado do Grupo E.

O JOGO

Mesmo atuando fora de casa e sem suas principais estrelas, o Canadá começou a partida mais a vontade. Agressivo na defesa, sobretudo dentro do garrafão, conseguiu neutralizar a dupla de pivôs brasileira. Na frente, contou com a mão certeira de Wiltjer no perímetro para assumir o controle de jogo.


Mas não demorou muito para o Brasil reagir. Liderado por Scott Machado, a seleção brasileira passou a machucar os visitantes, que só foram parando os donos da casa com falta. Acima do limite coletivo, precisou diminuir a intensidade, condição bem aproveitada por Vitor Benite e Augusto Lima, que deram a liderança para a seleção ao final do primeiro quarto, 20 a 18.


O momento de superioridade brasileira durou pouco. Disperso, o Brasil acumulou erros na troca de passes, dando o contragolpe para o Canadá. Com velocidade e superioridade numérica, a seleção canadense espaçou a quadra e pontuou nas bolas de segurança de Notice e de Wiltjer, que levou ampla vantagem sobre a defesa brasileira por conta de sua mobilidade e altura, colocando a diferença em quinze pontos à favor dos visitantes.


Somente nos minutos finais do primeiro tempo que os mandantes conseguiram apresentar um equilíbrio maior nos dois lados da quadra. Ainda que de maneira discreta, a seleção brasileira sustentou dois ataques do adversário e contou com a verticalidade de Scott Machado e o auxílio de Benite para reduzir o prejuízo parcial, 45 a 34.


Depois de um primeiro tempo equilibrado, Brasil se perdeu em quadra e foi presa fácil para o Canadá (FIBA) 

O Brasil bem que tentou reduzir a desvantagem no começo do segundo tempo. Mais agressivo na disputa pelos rebotes, principalmente com Leo Meindl, a seleção teve mais volume de jogo e chegou a descontar com Leandrinho, batendo para dentro. Mas, a desorganização defensiva, que deu liberdade total para Scrubb, não apenas evitou que a reação se concretizasse, como também fez com que a diferença subisse para a casa dos vinte pontos.


A sequência mexeu ainda mais com a confiança da equipe. Por mais que Petrovic tenha trocado praticamente todo o quinteto, mantendo em quadra apenas Leandrinho, a seleção brasileira seguia desconectada nos dois lados da quadra. Individualista no ataque, pouco produzia e na defesa, sofria com as infiltrações de Notice, que deu números finais ao terceiro período, 76 a 52.


No último quarto o Brasil não teve forças para buscar a virada. Repetindo os erros das duas parciais anteriores, não teve a segurança defensiva necessária e tampouco o jogo coletivo para almejar a improvável reação, sendo extremamente dependente de Marquinhos, autor de doze pontos no período, novamente vencido pelos visitantes, que foram superiores durante toda a partida, 94 a 67.


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