Instituto vence Franca e definição do título da Sulamericana fica para o terceiro jogo

14/12/2018

O Franca entrou em quadra na expectativa de conquistar a Liga Sulamericana. Após a vitória na sexta-feira passada, diante do seu torcedor, o time brasileiro precisava "apenas" vencer o Instituto para ficar com o título internacional já no segundo da decisão.

 

Pois bem, no segundo jogo da decisão, o primeiro com mando de quadra dos hermanos, a equipe paulista não se comportou bem e acabou batida pelos donos da casa, que empataram a série decisiva, forçando a realização da terceira e decisiva partida, que será disputada nessa sexta (14), novamente em Córdoba.

 

Com dificuldades defensivas, Franca viu o adversário tomar conta das ações ainda nos primeiros minutos, o que dificultou a missão da equipe, que sentiu demais a ausência de Elinho. Desguarnecido na defesa e sem seu principal organizador, o time brasileiro não funcionou coletivamente e dependeu do brilho individual de Didi para incomodar, ainda que de maneira discreta, os hermanos.

 

Nem o desempenho do jovem, responsável por vinte pontos, foi capaz de colocar os brasileiros nos trilhos (FIBA Américas) 

 

Completo e com o apoio do seu torcedor, o Instituto atuou dentro do seu sistema de jogo. Movimentando a bola com velocidade, procurava sempre um companheiro melhor posicionado, independentemente de quem fosse e de onde estava posicionado. A distribuição no volume de jogo, entre peças e setores de quadra, foi fundamental para os argentinos manterem o controle da partida, confirmando a vitória sem grandes sustos.

 

O JOGO

 

O Franca até anotou os primeiros pontos da partida, com Cipolini, mas apresentou muitas dificuldades no início do confronto. Sem a mesma intensidade apresentada ao longo de toda a competição e sem Elinho, lesionado, os brasileiros não viram a cor da bola no primeiro quarto. Com uma marcação forte, o Instituto neutralizou o ataque francano e construiu o resultado com muita facilidade, na base da troca de passes, que contou boa distribuição de Garcia Moralez, imposição de Clancy e suporte de González, 22 a 10.

 

Mas assim que começou o segundo período, Franca retomou o padrão de jogo. Liderado pelos jovens formados na base do clube, o time brasileiro tirou a troca de passes dos hermanos, tendo a possibilidade atuar na transição. Além de auxiliar nas saídas em velocidade, Didi apresentou precisão ímpar nos arremessos de três pontos. Com quatro tiro certeiro em cinco tentativas, o jovem deu a liderança à equipe visitante ao final do primeiro tempo, vencido por 35 a 34.

 

Crescimento de produção de Scala, cestinha da partida com 21 pontos, foi determinante para o triunfo dos mandantes (FIBA Américas) 

 

Na volta do intervalo, Franca chegou a aumentar a diferença após boa sequência de Alexey, que anotou cinco pontos consecutivos. Só que a parcial foi dominada pelos donos da casa. Explorando o bloqueios feito pelos homens de garrafão na movimentação sem a posse de bola, o Instituto anotou seis bolas do perímetro, sendo três de Scala, duas de Piñero e uma de Moralez. Com dificuldades para conter o ímpeto do adversário, os brasileiros conseguiram, ao menos, evitar que os mandantes desgarrassem, indo para o último quarto com seis pontos de desvantagem, 60 a 54.

 

Os primeiros minutos da última etapa foram de apreensão para o time francano. Desatento, cometeu inúmeras faltas, estourando, rapidamente, o limite coletivo. Ainda assim, a equipe não se abateu e, com muita inteligência, explorou a velocidade de seus laterais para infiltrar e chegar ao empate após tentativas bem sucedidas de David Jackson e Didi. Mas os desperdícios de posse de bola, somado às faltas cometidas pela defesa brasileira, fizeram com que os hermanos, com excelente aproveitamento na linha do lance livre, abrisse vantagem suficiente para não tomar sustos e sacramentar a vitória, por 79 a 68.

 

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