Na força do elenco, Bauru supera Basquete Cearense e chega a terceira vitória consecutiva

O Bauru Basket venceu a terceira partida consecutiva no Novo Basquete Brasil. Depois de superar o Vasco da Gama e o Botafogo, em turnê pelo Rio de Janeiro, o Dragão derrotou o Basquete Cearense, dessa vez dentro de casa, por 82 a 71, em partida válida pela décima sexta rodada da competição.


Mas o triunfo sobre o Carcará, em sua primeira partida ao lado do seu torcedor em 2019, poderia ter sido mais tranquilo. Durante grande parte do duelo, os mandantes tiveram lucidez para extrair o melhor de cada peça do seu elenco, que vai mostrando que foi, sim, bem montado. Com boa organização por parte dos armadores, que distribuíram sozinhos treze assistências, ditou o ritmo das ações no primeiro tempo.


No entanto, o time voltou a ter uma pequena oscilação no início da etapa complementar que permitiu que o adversário, mesmo desfalcado de nomes importantes, como o pivô Kurtz, voltasse ao jogo, chegando, inclusive à virada. A sequência positiva dos visitantes acordou a equipe da casa, que voltou a se concentrar, garantir os rebotes defensivos e sacramentar a vitória.


Para Demétrius, técnico do Bauru Basket, essas oscilações são frutos da falta de entrosamento da equipe, que sequer atuou completa na temporada. Para ele, nesse momento, saber lidar com essas pequenas adversidades dentro das partidas, tem sido fundamental para a recuperação dentro do campeonato.


"O resultado foi fundamental mas a maneira como ganhamos também vai nos fortalecendo, porque estamos tomando decisões sobre pressão, como hoje que estávamos na frente e tivemos de reagir dentro da partida, forjando um caráter, ganhando casca."


O comandante bauruense ainda comentou sobre as variações táticas que tem feito nos últimos jogos, em especial a presença, em determinados momentos dos confrontos, de uma formação com dois armadores, configuração que lhe agrada e que procura utilizar desde que chegou no Dragão.


"Eu gosto de jogar com dois armadores, porque eu acho que dá mais confiança no ataque, mais movimentação, mas são opções que o jogo vai nos dando. Espero ter a sabedoria de colocar essa formação na hora certa, como foi nos últimos jogos."


Quem vem retomando seu espaço com essa variação tática é Cauê Verzola. Depois de perder tempo de quadra com a chegada de Fúlvio e os primeiros testes feitos por Demétrius na reta final do Campeonato Paulista, o armador foi fundamental nos últimos compromissos da equipe, em especial sobre o Cearense, quando deixou a quadra com onze pontos (100% arremessos de quadra) e sete assistências, determinantes para fazer o jogo coletivo da equipe fluir.


Ao final do duelo, Cauê se mostrou satisfeito com seu desempenho individual, mas valorizou o triunfo, que segundo ele, é resultado de trabalho árduo da equipe em busca de dias melhores.


“Muito feliz em ter conseguido esses números, mas o que importa é ajudar a equipe. A gente vem trabalhando duro para isso e sabemos a corrida que temos para melhorarmos. Mas são esses momentos que vão nos dando o gás que precisamos e fazem a diferença."


Com boa organização, Dragão envolveu todas suas peças, pontuando acima dos dez pontos com cinco atletas diferentes (Victor Lira/Bauru Basket)


O Carcará, assim como o Bauru, segue dando sinais claros de evolução. Mesmo sofrendo com a ausência de um estadual forte e com as inúmeras lesões que prejudicaram o planejamento do técnico Danyel Russo, a equipe começa a ganhar forma.


Apesar das duas derrotas consecutivas no interior paulista, também sucumbiu diante do Franca, o jovem ala Paulo mostrou lucidez para avaliar o desempenho e as aspirações da equipe dentro da competição.


"Foram derrotas muito difíceis de digerir porque sabemos que poderíamos ganhar. Mas a derrota de hoje também mostra a força de nossa equipe. Não tivemos bons jogos no estadual, estamos nos conhecendo melhor agora, mas estamos crescendo e vamos brigar por uma melhor colocação para chegar nos playoffs com força total."


Se apegando nas boas exibições que vem fazendo, os times voltam às atenções para os próximos jogos. O Cearense entra em quadra antes, já nessa quarta-feira, diante do Mogi das Cruzes, no Alto Tietê. Já o Bauru tem uma semana para aperfeiçoar os ajustes táticos antes de receber o Brasília, na próxima terça-feira.


O JOGO

O horário tardio e o calor que pairava na cidade Sem Limites parecem ter mexido com o Bauru Basket e Basquete Cearense no início da partida. Com dificuldade de trocar passes, os adversários cometeram um erro atrás do outro, não oferecendo perigo algum aos sistemas defensivos nos primeiros minutos. Somente a partir da metade da parcial, que as equipes se encontraram. Enquanto os mandantes concentraram o volume ofensivo nos arremessos longos de Jefferson William e Enzo Ruiz, os visitantes se mantinham-se na cola do rival através das infiltrações de Cobb e auxílio de Paulo, 16 a 15.


O equilíbrio, no entanto, ficou de lado no começo do segundo período. Com uma marcação extramente agressiva, o Dragão estancou a produção do Carcará, tendo quadra para contragolpear. Na velocidade de Larry e, posteriormente, na cadência de Cauê, os paulistas selecionaram muito bem os arremessos, distribuídos entre as bolas de fora de Basílio e Lucão, e as jogadas de segurança, anotadas por todo o quinteto. Nos minutos finais do primeiro tempo, Rashaun e Paulo conseguiram desafogar o ataque dos visitantes, diminuindo a vantagem dos donos da casa, que foram para os vestiários vencendo por 45 a 32.


Discreto no primeiro tempo, Cobb brilhou na segunda etapa, terminando o duelo como cestinha, com 20 pontos (Victor Lira/Bauru Basket)

A vantagem construída pelo Bauru ao longo da primeira etapa, foi embora rapidamente. Marcando a linha de passe, o Basquete Cearense conseguiu proteger seu miolo de garrafão das jogadas de miss-match do adversário. Na frente teve inteligência para extrair os pontos fortes de cada peça, em especial a velocidade da dupla formada por Rashaun e Paulo, reequilibrando as ações. Após tempo técnico pedido por Demétrius, a equipe da casa voltou a pontuar e parecia lidar bem com a pressão do rival, mas as precipitações ofensivas fizeram com que o time sofresse a virada no minuto final, em ponte aérea de Cobb para Paulo, 56 a 55.


A proximidade no marcador deixou os minutos iniciais do último quarto extramente acirrado. Dois dos principais nomes de cada equipe concentraram o volume ofensivo, em uma troca franca de pontos que resultava na alternância dos adversários na liderança do marcador. Mas, no decorrer da parcial, o Dragão prevaleceu. Dominando os rebotes defensivos e cuidando bem da posse de bola, trabalho coletivamente em busca de espaço, que gerou muitas faltas. Com bom aproveitamento de Larry e Enzo na linha do lance livre e bolas certeiras de Cauê e Jefferson, os mandantes abriram frente e confirmaram a vitória, por 82 a 71.


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