De virada, Brasília desbanca o Bauru e deixa a lanterna do NBB

23/01/2019

O Brasília colocou fim a um jejum de quatro partidas sem vencer no Novo Basquete Brasil, derrotando ninguém menos que o Bauru Basket, um dos favoritos ao título nacional. Com a derrota sobre o Dragão de virada, por 76 a 75, ultrapassou o Joinville e deixou a lanterna da competição.

 

O triunfo dessa terça-feira (22) é apenas mais um indício da evolução da equipe candanga. Montado às vésperas da competição, vem se conhecendo e ganhando forma a cada dia. Contra os paulistas, não foi diferente. Depois de um primeiro tempo discreto, acertou o posicionamento dentro de quadra, anulando as principais jogadas do adversário na defesa e movimentando a bola com inteligência no ataque, com Graham comandando as ações da equipe.

 

Cestinha dessa edição do Novo Basquete Brasil, com média de 20,50 pontos por partida, bagunçou a defesa bauruense, variando o arsenal ofensivo entre arremessos de três pontos e passes precisos para seus companheiros, se saindo muito bem das dobras defensivas dos mandantes.

 

Confirmado para o Jogo das Estrelas, Graham terminou como cestinha do confronto, com 24 pontos (Victor Lira/Bauru Basket) 

 

Auxiliar técnico do Bauru Basket até o início da temporada, Germano comemorou o triunfo dessa noite, diante do ex-clube, pedindo paciência e tempo de trabalho para que sua nova equipe siga evoluindo, especialmente agora, que os playoffs se aproximam.

 

"Esse time merece uma sequência. Todos sabem da dificuldade da montagem do elenco, da nossa preparação, em um campeonato como o NBB, que não se pode errar. Mesmo com tudo isso, estamos com a cabeça boa, trabalhando, porque quando formos mais consistentes, defendermos bem, como foi hoje, teremos condições de ganhar."

 

A vitória que impulsiona o Brasília, segura o Bauru Basket. Vindo de três resultados positivos, tinha, diante dos candangos, a oportunidade de se consolidar na sexta colocação, dando sequência à evolução da equipe. Mas, o apagão no começo do segundo tempo, somado a falta de inspiração ofensiva, custaram caro ao Dragão, como bem lembra Demétrius.

 

"Nossa volta do terceiro quarto, mais uma vez foi péssima. Nós alertamos no vestiário, mas não adiantou, acabou nos custando o jogo. Não tivemos o foco necessário para atuar contra uma equipe que não estava bem posicionada. Agora temos a obrigação de ganhar um jogo grande fora, não para devolver essa derrota, até porque essa derrota não vai ser revertida, mas para dar uma sequência no campeonato."

 

Agora os times terão mais de uma semana para treinar antes de voltar às quadras. Na outra quinta-feira (31/01), o Brasília recebe o Corinthians. O Bauru terá uns dias a mais de preparação, já que só volta a atuar no próximo dia 02, contra o Franca, no Pedrocão.

 

O JOGO

 

Bauru e Brasília demoraram para se encontrar em quadra mas, depois, fizeram um primeiro quarto de altíssimo nível. Com velocidade, encontraram espaços na defesa adversária, em uma trocação franca de cestas. Enquanto o Dragão tirava proveito da artilharia pesada de Enzo Ruiz e companhia no perímetro, os candangos respondiam no trabalho interno de Andrézão, que levou ampla vantagem sobre Marcão. Após a entrada de Lucão, os donos da casa protegeram melhor o garrafão, conseguindo abrir vantagem no marcador após duas bolas de segurança de Jefferson, 28 a 23.

 

No começo do segundo período os times voltaram a oscilar. Justiça seja feita, os adversários mostraram muita disposição e algumas variações interessantes, mas não conseguiram concluir as jogadas, o que resultou em baixa pontuação durante os cinco primeiros minutos da parcial. Aos poucos, os times foram se reencontrando. A começar pelos paulistas. Sem espaço no perímetro, encontrou refúgio nas infiltrações de Larry e nos ganchos curtos de Marcão, aumentando a vantagem no marcador. Nos minutos finais do primeiro tempo, os visitantes saíram em velocidade e deixaram Graham em boas condições para reequilibrar o quarto, diminuindo o prejuízo da equipe do Distrito Federal, 43 a 36.

 

Dragão converteu apenas sete arremessos de quadra em todo segundo tempo (Victor Lira/Bauru Basket) 

 

A vantagem e o domínio bauruense, no entanto, foi-se embora no começo da etapa complementar. Sem paciência para trabalhar a posse de bola, acumulou desperdícios que permitiram ao rival sair na transição. Com velocidade, mas sem perder a organização, Brasília selecionou bem as jogadas, pontuando com quatro dos seus cinco atletas em quadra e chegando a ter mais de 80% de aproveitamento nos arremessos, em uma sequência avassaladora de 13 a 04, que lhe colocou na liderança. Os donos da casa demoraram para se recuperar do apagão, mas conseguiram retomar a dianteira. Depois de alguns minutos pontuando apenas na linha do lance livre, encaixou duas defesas que lhe deram confiança para trabalhar no outro lado da quadra, chegando a virada após bola longa de Cauê, 59 a 58.

 

A tensão esteve presente do começo ao final do último período. O time candango iniciou melhor a parcial. Dobrando a marcação sobre os pivôs dos donos da casa, conseguiu neutralizar o trabalho interno de Bauru e abrir pequena vantagem no marcador, mais uma vez com Zach Graham. O equilíbrio e a proximidade do final da partida intensificaram a briga pelos espaços, fazendo com que os contatos, naturalmente, se tornassem mais frequentes. A arbitragem, até então maleável, tornou-se rigorosa, desagradando as duas equipes. À frente no marcador, os visitantes pareciam caminhar para uma vitória tranquila, mas os excessos cometidos na defesa colocaram o Dragão na linha do lance livre. Para sorte do Brasília, os mandantes erraram inúmeros lances livres, inclusive no apagar das luzes, com Lucão desperdiçando o lance derradeiro, 76 a 75.

 

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