Com ótimo terceiro quarto, Pinheiros vence Clássico dos Jardins

O Pinheiros vive uma fase mágica. Mesmo atuando fora de casa, o time levou a melhor sobre o Paulistano no Clássico dos Jardins, derrotando seu arquirrival por 91 a 85 e conquistando a nona vitória consecutiva no Novo Basquete Brasil, recorde da equipe na história da competição.


Não faltaram ingredientes que apimentassem o derby paulista e nacional. Qualidade técnica, sequências positivas, equilíbrio, oscilações, tensão e emoção foram alguns desses elementos que fizeram jus à expectativa criada para a partida.


O elemento de desequilíbrio, dessa vez, foi o aspecto coletivo. Se no primeiro turno, o Paulistano ditou o ritmo das ações justamente na força do seu elenco, dessa vez foi o Pinheiros quem tirou o melhor de cada peça do seu grupo, especialmente na volta do intervalo, quando o time rodou a bola com velocidade, pontuando com sete jogadores diferentes, anotando 35 pontos no período.


Apenas três jogadores, dentre eles Betinho, anotaram ao menos dez pontos. Mas outros quatro fizeram nove pontos, comprovando a distribuição no volume de jogo do Pinheiros (Reprodução/NBB)

O Paulistano, que comandava a partida e já vinha dando sinais de desgaste físico, sentiu o golpe. Intenso, mas sem organização, não conseguiu lidar com o momento de adversidade, deixando o confronto escapar de suas mãos. Nem mesmo o grande desempenho no último quarto, quando o time, de fato, melhorou a postura nos dois lados da quadra, fizeram o time reequilibrar o duelo.


Com a vitória no Clássico dos Jardins, o Pinheiros não apenas devolve a derrota sofrida no primeiro turno, mas também volta a pressionar o líder Franca, que essa semana está totalmente concentrada na disputa da Liga das Américas. No sábado, os pupilos de César Guidetti recebem o Botafogo.


A derrota para o arquirrival foi o menor dos problemas para o CAP. Brigando rodada a rodada por uma vaga ao G4, terá que encontrar uma maneira de lidar melhor com os momentos adversos, quando se encontra em desvantagem no marcador, para seguir vivo na luta para retomar a quarta colocação, que caiu no colo do Flamengo. Ao menos o time terá tempo para assimilar tudo isso, já que só volta às quadras na próxima quarta, diante do Minas, em Belo Horizonte.


O JOGO

Paulistano e Pinheiros começaram a partida mostrando porquê são duas das principais forças do basquete nacional. Com pivôs modernos, espaçaram a quadra, aplicando alta intensidade na construção ofensiva, em dois minutos de trocação intensa de cestas. Aos poucos, os mandantes foram se impondo. Atuando mais próximo da cesta, conseguiu rebotes ofensivos, abrindo vantagem em pontos de segunda chance, com Leo Meindl e Eddy puxando a produção ofensiva da equipe. Sem a mesma velocidade na troca de passes, os visitantes conseguiram se manter próximos no marcador graças às jogadas de pick-and-roll de Renato Carbonari, 22 a 16.


O confronto caiu drasticamente de rendimento no segundo período. Sem paciência para trabalhar coletivamente, os rivais forçaram muitas jogadas individuais, acumulando erros nos arremessos e faltas de ataque. Com o passar do tempo, os times voltaram a trabalhar coletivamente, mas a insistência nas bolas de fora, fizeram com que o aproveitamento seguisse baixo. Somente nos minutos finais do primeiro tempo que as equipes se reencontraram. Seguro na defesa, o Pinheiros soube criar situações de miss-match, chegando ao empate com Ware ativo próximo à cesta. Mas nem deu tempo dos visitantes comemorarem. Com agressividade, Leo Meindl encontrou espaços na defesa adversária, devolvendo a liderança aos donos de casa, 39 a 34.


A partida mudou completamente de figura na etapa complementar. Mais agressivo na defesa, os visitantes sufocaram os atuais campeões nacionais e conseguiram, enfim, atuar na transição. Com Bennett e Isaac puxando os contragolpes e Ware e Renato auxiliando na conclusão das jogadas rápidas, o Pinheiros assumiu, ainda nos primeiros minutos do período, o controle das ações. Demonstrando sinais claros de fadiga, em função de sua participação na Liga das Américas, o Paulistano tentou de tudo, inclusive modificar o sistema defensivo para zona, mas a estratégia não funcionou. Muito pelo contrário. A mudança cedeu ainda mais espaço ao rival, especialmente no perímetro, onde Betinho deitou e rolou, colocando a diferença na casa dos dígitos duplos, 69 a 58.


A situação, que não era da mais fáceis, ficou ainda mais delicada para o CAP no começo do últmo quarto. Em menos de um minuto, o time perdeu Du Sommer, excluído após falta técnica, e viu o rival abrir dezessete pontos de vantagem, com seis pontos consecutivos de Dawkins. Sem outra alternativa, Régis Marrelli apostou em uma formação atlética, trazendo Eddy e Leo Meindl para atuar ao lado de Yago e Victão. De fato, os mandantes tornaram-se mais agressivos após as mudanças. Pressionando quadra todas e dobrando a marcação em jogadas de bloqueio, neutralizaram o volume ofensivo do adversário, conseguindo reduzir drasticamente a diferença com um show de Yago. Mas, àquela altura, já era tarde demais e o clube não pôde evitar a derrota para o Pinheiros, por 91 a 85.


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