Flamengo interrompe sequência do Mogi das Cruzes e assume terceira colocação no NBB

26/01/2019

O Flamengo conquistou um resultado importante nesse sábado (26). Atuando dentro do Ginásio Hugo Ramos, colocou fim a sequência do Mogi das Cruzes, que já perdurava há oito jogos, derrotando os paulistas por 81 a 74, em um confronto direto por uma das vagas ao G4 do Novo Basquete Brasil.

 

O duelo, como de costume nos últimos anos, foi bastante acirrado. É bem verdade que o controle da partida foi inteiro do rubro-negro, mas os mandantes estiveram sempre próximos no marcador, com condições de buscar o resultado, o que deixou o confronto indefinido até os minutos finais.

 

O fator preponderante para o Mais Querido ter o controle das ações e vencer a partida, foi o sistema defensivo, especialmente na área pintada. Com Varejão e Nesbitt brigando por cada rebote e colaborações dos alas, o time carioca conseguiu anular, dentro do possível, a participação de JP Batista. 

 

Principal favorito ao troféu de MVP da competição, foi bem monitorado, tendo pouco espaço para atacar. Assim, suas médias, que são de 17,8 pontos, 9,7 rebotes e 21,7 de eficiência, foram limitadas a 13 tentos, 7 sobras e 9 de eficiência.

 

Ainda que o ataque não tenha sido o mesmo de outras partidas, em que funcionou coletivamente, com os jogadores da segunda unidade se tornando elementos "surpresas" no plano de jogo de Gustavinho, a consistência defensiva, somada ao desempenho dos titulares, responsáveis por 68 pontos da equipe, foi suficiente para bater o rival.

 

Com o triunfo diante do concorrente direto, o rubro-negro ultrapassou a equipe do Alto Tietê, assumindo o terceiro lugar e ganhando uma partida fundamental para as suas pretensões, já que abre duas vitórias em cima do adversário, por conta, também, da vitória no primeiro turno.

 

O JOGO

 

Como de costume, Mogi das Cruzes e Flamengo fizeram um confronto equilibrado desde os primeiros minutos. Com boa organização de Balbi e precisão dos pivôs na área pintada, o rubro-negro iniciou a partida abrindo pequena vantagem, mas não demorou para os donos da casa se encontrarem. Deslocando Gui Deodato para vigiar o argentino, Guerrinha conseguiu melhorar o sistema defensivo, dando tranquilidade para a equipe atacar no outro lado da quadra, com Gruber e JP Batista aparecendo bem nos arremessos de média distância. Na reta final do período, os paulistas precipitaram muitos arremessos de três pontos, enquanto os cariocas foram precisos nas infiltrações, diferença expressa no marcador, 24 a 16.

 

Os mandantes voltaram para o segundo período com uma defesa mais agressiva, principalmente na área pintada. Assim, conteve o volume ofensivo dos pivôs adversários, garantindo rebotes importantes que permitiram ao time atuar na transição. Trocando passes rápidos, conseguiu retomar a dianteira ainda nos primeiros minutos, em boa sequência de Cafferata nos arremessos longos. Mas o armador não apareceu apenas na pontuação e conseguiu fazer o que dele se espera, criar boas oportunidades para seus companheiros, dentre eles Shamell. Apesar do desempenho dos paulistas, foi o Mengão quem foi para os vestiários na frente, graças ao talento de Balbi, cestinha do primeiro tempo com 14 pontos, 36 a 35.

 

Infiltrações de Balbi e bolas de segurança de Varejão embalaram o ataque rubro-negro, que teve 70% nos arremessos de dois pontos (Antonio Penedo)

 

No começo da etapa complementar os times tiveram uma queda de rendimento. Ainda que os bloqueios e a troca de passes tenha funcionado bem, com os pivôs recebendo a bola na cabeça do garrafão, a definição não foi das melhores. Isso porque, de um lado, JP Batista, atleta mais regular desse NBB, não estava em seus melhores dias e, do outro, a insistência em bolas de três não surtiu efeito. Aos poucos, os rivais perceberam a necessidade de mudar a maneira de atacar. Antes responsáveis por receber a bola e procurar companheiros livres no perímetro, Varejão e Mineiro partiram em direção à cesta, mesma leitura feita por Gui Deodato, que passou a explorar o poste baixo, se tornando fundamental para diminuir o prejuízo parcial dos mogianos, 57 a 52.

 

O Flamengo voltou melhor no último quarto. Com muita lucidez, selecionou bem os arremessos, distribuindo o volume ofensivo entre setores e peças, equilíbrio que fez a equipe abrir onze pontos de frente, jogando toda a pressão para o Mogi, que estava sem paciência para trabalhar a posse de bola. No entanto, foi o próprio rubro-negro quem recolocou os mandantes de volta no jogo. Depois de desperdiçar o ataque, Mineiro cometeu falta antidesportiva, ascendendo a torcida e, por tabela, o time mogiano. Liderado por Shamell, os donos da casa chegaram a reduzir a desvantagem para apenas dois pontos, mas não tiveram forças para buscar a virada. Com poucas opções no banco de reservas, chegaram ao final do confronto extenuados, desperdiçando bolas fáceis e se tornando presa fácil para o Mais Querido, 81 a 74.

 

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