Brasília domina as ações, sustenta pressão alvinegra e vence a segunda consecutiva

01/02/2019

O Brasília conquistou, pela primeira vez no campeonato, a segunda vitória consecutiva. Depois de derrotar o Bauru, na última terça-feira, no interior paulista, o time recebeu o Corinthians e fez valer o mando de quadra, derrotando o alvinegro por 84 a 82.

 

O placar apertado, no entanto, não reflete o que foi a partida. Depois de um primeiro quarto extremamente equilibrado, os candangos se impuseram. Com uma defesa agressiva, protegeu muito bem o garrafão das habituais infiltrações de Parodi e Fuller. A segurança defensiva deu tranquilidade para o time trabalhar na contra-ofensiva.

 

Com Nezinho distribuindo bem as ações e aparecendo de maneira efetiva no perímetro, os mandantes foram abrindo frente. Além do volume ofensivo do armador, a dupla de norte-americanos, formada por Graham e Graterol, também contribuiu de maneira significativa no plano de jogo dos donos da casa.

 

A superioridade foi tão grande que, durante grande parte do duelo, ficou acima dos dez pontos. Mas, sem poder dar descanso a trinca destacada, a equipe foi perdendo intensidade e o Timão, que passou o confronto todo atrás no marcador, conseguiu reequilibrar a partida, dando emoções aos minutos finais.

 

Ainda que tenha sofrido essa oscilação, Brasília mostrou que aprendeu com os erros recentes e, com muita frieza, soube fechar a partida, conquistando um triunfo importante na luta por uma vaga aos playoffs. Com cinco vitórias e dezesseis jogos, igualou a campanha do Vasco da Gama, último clube que estaria classificado à pós temporada.

 

Na próxima terça-feira, os candangos recebem o Basquete Cearense, concorrente direto por uma vaga aos playoffs do Novo Basquete Brasil. Com uma pequena gordurinha em relação aos times que estão atrás na tabela de classificação, o Corinthians só retorna às quadras no próximo dia 15, quando recebe o lanterna Joinville.

 

O JOGO

 

O primeiro quarto de partida foi extremamente equilibrado. Com boa distribuição de Nezinho, presença física de Graterol e arremessos precisos de Zach Graham à meia distância, o Brasília liderou o marcador nos primeiros minutos. Sem a mesma velocidade na troca de passes, o Corinthians não conseguiu entrar no garrafão dos mandantes, bem protegido pela dupla de pivôs dos donos da casa. Ainda assim, os paulistas seguiram na cola do adversário graças ao talento individual de seus dois principais atletas, Parodi e Fuller. Com duas bolas do perímetro cada, combinaram para dezessete pontos, impedindo que o adversário abrisse frente, 24 a 22.

 

Assim como no primeiro período, os candangos iniciaram melhor a segunda parcial. Porém, dessa vez, o domínio foi absoluto. Com defesa segura, Graterol ativo no ataque e Nezinho letal nas bolas de três (converteu quatro em cinco tentativas), o time da casa aplicou uma corrida de 20 a 06, colocando a diferença em dezesseis pontos, sequência que obrigou Bruno Savignani a parar o jogo duas vezes. Aos poucos, o alvinegro foi se reencontrando. Garantindo os rebotes defensivos, aproveitou o espaço que teve no contragolpe, para cortar drasticamente a desvantagem, com destaque para a precisão de Parodi nos arremessos de fora e as infiltrações de Aguiar, 51 a 44.

 

No duelo particular entre os cestinhas do NBB, Fuller anotou 28 pontos, contra 24 de Graham (Reprodução/NBB) 

 

Os adversários voltaram do intervalo imprimindo um forte ritmo de jogo. A velocidade, no entanto, não surtiu o efeito esperado. Sem paciência para trabalhar mais a posse de bola e selecionar melhor o arremesso, acumularam erros infantis, produzindo pouco na primeira metade da parcial. Com muita lucidez, Brasília tirou a velocidade da partida, priorizando um estilo de jogo mais cadenciado, com Nezinho orquestrando ataque da equipe. Na segurança das jogadas de pick-and-roll, serviu Graterol com maestria. Parado apenas com faltas, o pivô foi diversas vezes para a linha do lance livre e, por lá, recolou a diferença na casa dos dígitos duplos, 73 a 58.

 

Os candangos, no entanto, não voltaram bem para o último quarto. Disperso, precipitou alguns arremessos e cometeu várias violações ofensivas, desperdiçando inúmeros ataques. Sentindo o momento negativo do adversário, o Corinthians subiu a marcação e conseguiu recuperar duas posses de bola, reduzindo a diferença para apenas dois pontos após grande sequência de Fuller.

 

Para sair da pressão do adversário, Germano apostou em uma formação com três armadores. De fato, o time levou a bola para a quadra de ataque com segurança, mas chegando lá seguiu estático, com dificuldade para criar. Ainda assim, mantinha a liderança devido ao bom trabalho defensivo. No minuto final, o Timão chegou a empatar a partida, na tradicional troca de lances livres. Mas, praticamente no estouro do cronômetro, Nezinho bateu para dentro e, com uma bandeja, garantiu o triunfo dos mandantes, 84 a 82.

 

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