Na estreia da Liga das Américas, Mogi é dominado pelo San Lorenzo e se complica

02/02/2019

A missão não era nada fácil. Na redição da última decisão da Liga das Américas, o Mogi das Cruzes bem que tentou mas não foi páreo para o San Lorenzo, sofrendo uma dura derrota, por 103 a 78, que faz com que a equipe brasileira não tenha mais o direito de errar nessa primeira fase da competição.

 

Diante de um time extremamente qualificado, que reúne vários atletas da seleção argentina e outros gringos que também tiveram passagens por suas seleções, como Anthony e Calfani, os brasileiros abusaram dos erros nos dois lados da quadra.

 

Com uma linha defensiva baixa, deu muita liberdade para Aguirre, Tucker, Mata e companhia fazerem a festa na linha dos três pontos Ao todo, o time argentino encaçapou quinze bolas das trinta e duas bolas do perímetro, aproveitamento altíssimo de 46%.

 

Agressivo em direção à cesta, norte-americano Tucker anotou 19 pontos e foi o cestinha da partida (FIBA Américas)

 

Na frente, a equipe não teve tranquilidade para trabalhar coletivamente, forçando muitas jogadas individuais que raramente surtiram algum efeito. Na maioria das vezes, resultavam em violações que davam o contragolpe ao rival. 

 

Sem grande opções no banco de reservas, Guerrinha não teve muito o que fazer. Mantendo os titulares em quadra durante praticamente todo o primeiro tempo, viu a diferença subir consideravelmente após o intervalo, quando a sua equipe se desgastou e o rival, com algumas trocas, manteve a intensidade, confirmando a vitória com tranquilidade.

 

O triunfo elástico coloca os hermanos em ótima situação no Grupo C. Independentemente do resultado da partida de fundo, entre San Martin e Las Animas, a equipe precisa apenas de mais uma vitória para carimbar o passaporte às semifinais do torneio.

 

Em contrapartida, o Mogi ficou em uma situação delicada. Para seguir vivo na Liga das Américas sem depender de uma combinação de resultados, terá de bater os anfitriões, amanhã a noite, e derrotar o San Martin no domingo. Caso tropece mais uma vez, terá de torcer por um tríplice empate e buscar a classificação no saldo de cestas.

 

O JOGO

 

O duelo entre os dois últimos finalistas da Liga das Américas começou quente. Com intensidade e boa organização por parte de seus armadores, os adversários priorizaram, durante os primeiros minutos, as bolas de segurança. Depois de muitas trocas de liderança, os argentinos assumiram o controle do jogo. Responsável por orquestrar o ataque de sua equipe, Aguirre aproveitou a liberdade que lhe foi concebida e castigou os brasileiros, convertendo três arremessos do perímetro. Sem o mesmo arsenal na linha dos três pontos, Mogi respondeu à altura, com JP Batista e Gruber mantendo a equipe na cola do marcador, 24 a 23.

 

No início do segundo quarto os paulistas redobraram as atenções em cima de Aguirre e Mata, principais atiradores do San Lorenzo nos arremessos de fora, mas a rotação lenta abriu espaços na área pintada, onde Anthony deitou e rolou. Mesmo com todas as dificuldades, durante metade da parcial, a equipe do Alto Tietê não deixou o adversário desgarrar, com Pecos e Gui chamando a responsabilidade. Mas nos minutos finais do primeiro tempo, os hermanos encaixaram boa sequência defensiva e foram cirúrgicos no contragolpe. Com superioridade numérica, selecionaram bem os arremessos, indo para o intervalo com uma vantagem maior, após bolas da cabeça do garrafão de Fjellerup, 48 a 41.

 

Depois de um primeiro tempo equilibrado, San Lorenzo se impôs e confirmou o favoritismo (FIBA Américas)

 

Assim como nos períodos anteriores, os brasileiros tiveram dificuldades nos primeiros minutos. Com uma defesa baixa e até certo ponto passiva, deu muita liberdade para o adversário no perímetro. Recheado de bons atletas, o San Lorenzo aproveitou os espaços, colocando a diferença na casa dos dígitos duplos com tiros precisos de Tucker, Mata e Aguirre. Em determinado momento da parcial, os brasileiros chegaram a reduzir a diferença para apenas seis pontos, em grande sequência de Gruber à média distância, mas o time não teve a consistência necessária para reagir. Acumulando erros de passes, viu o adversário pontuar na transição e desgarrar no marcador, entrando no último período com uma diferença segura, 80 a 65.

 

O cenário da partida não se alterou no último quarto. Mesmo dando espaços para jovens da segunda unidade, os argentinos seguiram imprimindo um forte ritmo de jogo, que limitava o arsenal mogiano na mesma velocidade que abria caminho para o San Lorenzo na contra-ofensiva, combinação que assegurou não apenas a manutenção da liderança, como também permitiu que os hermanos dilatassem a diferença no marcador, com Vildoza e Fjellerup canalizando as investidas da equipe portenha. Assim, sem maiores dificuldades, derrotou os brasileiros com placar centenário, que reflete bem a superioridade dos azul-grenás, 103 a 78.

 

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