Flamengo vence confronto direto contra Franca e Pinheiros assume a liderança do NBB

06/02/2019

O Novo Basquete Brasil tem um novo líder. Vindo de onze vitórias consecutivas, recorde da franquia na história da competição, o Pinheiros se beneficiou da derrota do Franca para o Flamengo, no Rio de Janeiro, por 79 a 74, para ultrapassar o rival e chegar ao topo da tabela de classificação.

 

Mas voltando ao falar propriamente do confronto direto entre cariocas e paulistas, a prévia já indicava que seria um duelo pegado. De um lado o maior campeão da competição, com cinco títulos nacionais, e que também faturou o Super 8. Do outro a equipe que mais investiu nas últimas temporadas e que começa a colher frutos, com a conquista do Paulista e da Liga Sulamericana.

 

Ainda que os times tenham ficado abaixo do seu real potencial, não faltaram ingredientes e personagens para contar a história do clássico nacional. Depois de um início ruim, em que apostou nas bolas de três, com aproveitamento pífio nos arremessos longos, o Mais Querido precisou se encontrar na partida.

 

Conhecida do torcedor brasileiro, a Lei do Ex fez mais uma vítima nessa terça-feira. Isso porque três atletas que possuem ligação direta com Franca ajudaram a equipe a voltar ao jogo. Com passagem pela Capital do Basquete, Jhonatan saiu do banco para acertar o posicionamento defensivo do Mengão, condição que devolveu a tranquilidade para a equipe atacar. 

 

Além de servir seus companheiros, Balbi foi letal na infiltrações, terminando o confronto com 16 pontos (Marcelo Cortes/Flamengo)

 

É bem verdade o time contou com a boa organização de jogo de Balbi, um dos concorrentes ao título individual de MVP, mas foi após o crescimento de produção de Varejão e Mineiro na área pintada, que o rubro-negro assumiu o controle das ações, controle esse que se manteve até o final da partida.

 

O crescimento de produção acentuado dos mandantes, contrasta com a queda vertiginosa de rendimento dos visitantes. Depois de um primeiro quarto consistente, com forte sistema defensivo e velocidade na transição, Franca, que possui uma rotação mais curta que o rival, perdeu a intensidade e não conseguiu ter o contragolpe à seu dispor.

 

Ainda que Elinho tenha somado nove assistências, o time movimentou pouco a posse de bola, ficando refém das jogadas de pick-and-roll e da individualidade de David Jackson, estrela solitária no ataque francano no último período.

 

Na terceira colocação, mas bem mais próximo dos líderes, o Flamengo terá um longo período sem jogos no NBB. Por conta do Jogo das Estrelas e das Eliminatórias da Copa do Mundo de Basquete, o rubro-negro só volta às quadras no dia 28, quando terá o clássico contra o Botafogo.

 

Por conta de sua participação na Liga das Américas, o Franca tem dois jogos atrasados para cumprir nesse período que o Mais Querido não entrará em quadra. Na próxima segunda-feira, o time recebe o Brasília e, no sábado, visita o Minas Tênis Clube.

 

O JOGO

 

O Franca se impôs no começo da partida. Com boa leitura de jogo, percebeu que o Flamengo estava descalibrado nas bolas de três pontos, dando liberdade para a equipe rubro-negra atuar no perímetro, principalmente com seus homens de garrafão. Fora de sua característica, os pivôs produziram pouco e sequer disputaram os rebotes, fundamento primordial para os paulistas construírem o resultado parcial. Garantindo as sobras defensivas, tirou vantagem da velocidade de Jimmy e David Jackson na saída do contragolpe, para dominas ar ações do primeiro quarto, 25 a 14.

 

O Mais Querido voltou mais consciente no segundo período. Ciente do aproveitamento pífio nos arremessos longos, direcionou as ações para o garrafão, onde Nesbitt e Mineiro levaram ampla vantagem sobre os marcadores, mais baixos, imprimindo um forte início de parcial. Ainda que o rival tenha melhorado e aproveitado as oportunidades dadas pelo rubro-negro à atletas que não tem tanta regularidade nos tiros de fora, como André Góes e Elinho, os donos da casa se reencontraram. Por meio das infiltrações de Balbi e da solidez defensiva de Jhonatan, foram para o intervalo na cola do adversário, 45 a 40.

 

Experiência de atletas como Marquinhos foi fundamental na reta final da partida (Marcelo Cortes/Flamengo) 

 

Na volta do intervalo o equilíbrio prevaleceu, mas foram alguns minutos de queda do nível técnico. Imprimindo muita velocidade, em certos momentos até excessiva, Flamengo e Franca tomaram algumas decisões equivocadas, resultando em baixa produção ofensiva, que ficou refém da individualidade de Cipolini e Varejão, até então discretos. Aos poucos, as equipes foram cadenciando mais o ritmo de jogo, especialmente os donos da casa, que atuaram com dois armadores de origem. Apesar da melhor organização ofensiva e mais troca de passes, a equipe não conseguiu buscar o empate devido à desatenção defensiva, que cedeu inúmeros rebotes ao rival, 61 a 56.

 

O crescimento de produção do Flamengo ficou evidenciado no começo do último período. Vivendo seu melhor momento dentro da partida, intensificou a marcação e contou com boa articulação de Balbi e presença de garrafão de Mineiro, para assumir a liderança do confronto. Enquanto os visitantes acusavam o golpe, ficando extremamente refém da individualidade de Jackson, os mandantes foram diversificando o volume ofensivo, com Marquinhos e Olivinha aparecendo no momento decisivo para confirmar a vitória rubro-negra, sem maiores sustos, por 79 a 74.

 

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