Mogi vence o Vasco no estouro do cronômetro e se reabilita após eliminação na LDA

14/02/2019

O destino não poderia ser mais gentil com o Mogi das Cruzes. Pouco mais de uma semana após ser precocemente eliminado na Liga das Américas, com três derrotas em três partidas, o time paulista recebeu um adversário desfalcado, que vinha de três derrotas consecutivas.

 

Mas o time mogiano sofreu para confirmar o favoritismo e bater o Vasco da Gama. Diante de um público pequeno, que é fruto da má impressão deixada pela equipe na competição internacional, os comandados de Guerrinha ficaram longe de convencer aqueles que foram ao Ginásio Hugo Ramos. 

 

Sem intensidade, Mogi não aproveitou a rotação curta do rival, que atuou sem quatro titulares (Stocks, Okorie, Gemerson e Caio Torres) se tornando presa fácil para o sistema defensivo do cruz-maltino. Com o garrafão bem protegido das infiltrações dos mandantes, o time carioca foi se encontrando ofensivamente e enxergou a possibilidade real de vencer a partida.

 

Em seu retorno ao Hugão, Vithinho foi o maestro do Gigante da Colina. Com boa visão de jogo, deixou Duda, Rafael e Lupa em ótimas condições para pontuar e colocar sua equipe no controle das ações, colocando ainda mais pressão nos donos da casa. 

 

Dando claros sinais de ansiedade, o time paulistas só conseguiu reverter a situação através da individualidade de seus jogadores e do espírito de luta da equipe. Após boa sequência defensiva, o time aproveitou os poucos segundos que teve com a posse de bola e chegou a virada, com Pecos e JP Batista crescendo de produção na reta final e Gui Deodato convertendo o arremesso derradeiro, já no estouro do cronômetro.

 

Chamando a responsabilidade nos minutos finais, Pecos anotou 24 pontos e foi o cestinha mogiano (Arthur Penedo) 

 

Ainda que a exibição tenha deixado, e muito, a desejar, a vitória dá tranquilidade para Guerrinha e companhia trabalharem. Com quinze vitórias em vinte partidas, os paulistas seguem na quarta colocação, com certa gordura em relação ao Paulistano, primeiro time fora do G4.

 

Já o Vasco da Gama desperdiça outra oportunidade de se firmar na luta pelos playoffs da competição. Ainda que não fosse favorito, poderia ter conquistado um triunfo importante para se distanciar do Brasília e do Joinville, que disputam a décima segunda colocação com o cruz-maltino.

 

O JOGO

 

O primeiro quarto de partida entre Mogi das Cruzes e Vasco da Gama foi de muito equilíbrio. Mesmo com todos os desfalques, o cruz-maltino conseguiu imprimir um forte ritmo defensivo, sobretudo no garrafão, cortando a linha de passe mogiana. Dessa maneira, conseguiu sair em velocidade, pontuando através dos arremessos de fora de Duda Machado e das bolas de segurança de Lupa. Aos poucos, os mandantes foram encontrando uma maneira de romper o sistema defensivo adversário. Com velocidade na troca de passes, criou espaço no perímetro, bem aproveitados por Shamell e Cafferata, em uma sequência que deu a vitória parcial, 27 a 22.

 

A diferença técnica entre as equipes começou a aparecer no segundo período. Na primeira oportunidade que os treinadores deram descanso aos seus titulares, a segunda unidade dos paulistas se comportou melhor. Contando com grande participação de Cafferata, que deu dinâmica ao ataque mogiano, se responsabilizando também pela conclusão das jogadas, os donos da casa, rapidamente, colocaram a diferença na casa dos dígitos duplos. A vantagem, no entanto, poderia ser maior, não fosse a desatenção defensiva que permitiu aos cariocas capturarem inúmeros rebotes ofensivos, conseguindo diminuir o prejuízo ao final do primeiro tempo, 48 a 39.

 

Com sete bolas de fora, Duda anotou 32 pontos, quatro a menos que seu recorde pessoal na história do NBB (Arthur Penedo)

 

No segundo tempo, a tônica do confronto foi a mesma. Melhorando a proteção na disputa pelos rebotes, o Mogi conseguiu equilibrar o volume de jogo e ganhar confiança para trabalhar na contra-ofensiva, com Pecos e Gui saindo em velocidade e JP Batista entrando na partida. No entanto, o time paulista foi perdendo a intensidade e pagou caro por isso. Acumulando desperdícios ofensivos, como em erros de passes simples e faltas de ataque, devolveu de graça a posse de bola para o Vasco da Gama. Com mais agressividade e controle da posse de bola, Vithinho não apenas serviu seus companheiros, dentre eles Duda e Rafael, como também foi o responsável pela bola da virada, 66 a 65.

 

A situação, que não era das melhores para os mandantes, ficou ainda mais delicada no início do último quarto. Com seus principais jogadores bem monitorados e os coadjuvantes sem confiança, o time pouco produziu nos primeiros minutos, oscilação que permitiu ao cruz-maltino abrir seis pontos de vantagem após arremessos de Vithinho e Duda e assumir o controle do jogo. Sem tranquilidade para trabalhar a posse de bola, a equipe mogiana foi vendo o tempo passar e quando parecia que o adversário confirmaria a vitória com certa tranquilidade, os paulistas buscaram a virada. Com duas defesas segura no minuto final, Mogi descontou a diferença e, no estouro do cronômetro, sacramentou a vitória, em arremesso de três pontos de Gui Deodato, 90 a 88.

 

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