Brasil encerra participação nas eliminatórias com vitória sobre República Dominicana

26/02/2019

A Seleção Brasileira encerrou sua participação nas eliminatórias para a Copa do Mundo da China com uma vitória sobre a República Dominicana, em Santo Domingo, por 71 a 63. O resultado garantiu a manutenção da terceira colocação no Grupo F, com nove triunfos em doze partidas.

 

Apesar das equipes já entrarem em quadras classificadas ao Mundial, encararam o confronto com muita seriedade, como uma espécie de laboratório, até por conta de se tratar do último compromisso oficial da competição e pela possibilidade de se enfrentarem no torneio que será disputado em setembro.

 

Com velocidade em direção à cesta e controle de bola, Yago mostrou porque tem a confiança de Petrovic e deverá fazer parte do grupo que irá representar o país no Mundial (FIBA Américas)

 

Além do adversário comprometido com a partida, a Seleção Brasileira também teve de lidar com o apoio da torcida local, que transformou o Ginásio Palácio dos Esportes em um verdadeiro caldeirão, o que exigiu um nível de concentração maior por parte dos jogadores.

 

Com uma defesa agressiva, o Brasil conseguiu controlar as investidas do rival no perímetro, onde o aproveitamento dos dominicanos foi irrisório, com apenas duas bolas convertidas em quinze tentativas (13%).

 

A maior dificuldade defensiva da Seleção Brasileira foi para conter o volume interno do rival. Embora tenha oferecido mais resistência às infiltrações do rival, que, assim como as Ilhas Virgens explora a individualidade de seus armadores, o time brasileiro não se posicionou bem na disputa pelos rebotes, dando nova oportunidade para os donos da casa concluírem seus ataques.

 

Intensos, Varejão e Vargas travaram um duelo acirrado dentro do garrafão, com o brasileiro alcançando um duplo-duplo e o rival ficando a um rebote do feito (FIBA Américas) 

 

Para a sorte dos canarinhos, os mandantes não estavam em suas melhores noites e mesmo com um volume maior de jogo, teve dificuldade de se impor jogando dentro de casa. Para falar à verdade, foi o Brasil quem ditou o ritmo de jogo, tendo, na maior parte do confronto, a vantagem no marcador.

 

O domínio, ainda que discreto, passou pela evolução que a equipe demonstrou em relação aos últimos jogos. Trabalhando de maneira coletiva, com mais velocidade na troca de passes, a Seleção Brasileira conseguiu envolver todas as suas peças e oferecer mais perigo ao adversário, que não pode se descuidar de nenhum atleta brasileiro.

 

A diferença na distribuição do volume de jogo poderia ficar mais clara no marcador não fosse a noite pouco inspirada dos principais arremessadores de três pontos da equipe, Benite, Marquinhos e Leandrinho. Especialistas no fundamento, converteram apenas duas bolas em oito tentativas, aproveitamento de 25 %.

 

Outro aspecto que deixou a desejar e que deve preocupar ainda mais Petrovic e a comissão técnica, foi o número de lances livres desperdiçados. Por conta de sua agressividade em direção à cesta e da boa seleção de jogadas que acarretou em inúmeras situações de desequilíbrio na defesa adversária, o Brasil foi parado constantemente com faltas.

 

Mas, das trinta vezes que esteve na linha do lance livre, converteu apenas dezesseis arremessos, tendo um aproveitamento de apenas 53% no fundamento. O número ascende o sinal de alerta pois em confrontos equilibrados e de alto nível técnico, como será na Copa do Mundo, esses pontos deixados na linha do lance livre podem fazer falta à Seleção Brasileira.

 

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