Paulistano dita o ritmo da partida, elimina o Franca e se garante no Final Four da LDA

11/03/2019

A expectativa dos dois brasileiros se classificarem ao Final Four da Liga das Américas foi quebrada na noite desse domingo. Com a vitória do Paulistano sobre o Franca, em pleno Pedrocão, por 87 a 82, somada ao triunfo do Capitanes diante do Atenas, os donos da casa foram eliminados da competição.

 

Assim como na partida de sábado, contra os mexicanos, o time francano teve muitas dificuldades de impor seu ritmo de jogo. Ainda que tenha começado o confronto muito bem, chegando a colocar dez pontos de vantagem no marcador, seguiu disperso nos dois lados da quadra, em mais uma partida ruim de seus principais jogadores.

 

Nem mesmo a melhora defensiva vivenciada após o intervalo foi capaz de recolocar o time nos trilhos. Sem confiança para trabalhar a posse de bola, Franca tentou-se manter vivo na partida através de lances isolados de David Jackson e Lucas Dias, que se sobressaíram em relação à seus companheiros.

 

Do outro lado, o Paulistano esbanjava tranquilidade e frieza. Movimentando a bola com velocidade e explorando muito bem a virtude de cada peça do seu elenco, machucou a defesa francana de todas as maneiras, tendo o controle das ações durante praticamente todo o confronto.

 

Impulsionado pelo desempenho de Roquemore e Georginho, bancários do CAP anotaram 62 pontos contra apenas 09 da segunda unidade francana (FIBA Américas)

 

Dessa maneira, os visitantes não tiveram dificuldades para administrar a vantagem construída no decorrer da partida, contendo a tentativa de reação dos donos da casa, que acabaram eliminados de maneira um tanto quanto decepcionante, dado o investimento feito na montagem do elenco, no esforço da diretoria e prefeitura para sediar o Grupo E, como também pela grande fase da equipe.

 

Agora o Paulistano aguarda a definição do seu adversário. Líder da chave e invicto com seis vitórias, terá pela frente o segundo colocado do Grupo F, que será realizado em Buenos Aires, entre os dias 15 e 17 de março.

 

O JOGO

 

É bem verdade que a tensão tomava conta da partida, mas os primeiros minutos de jogo foram de baixíssimo nível técnico, com o placar permanecendo inalterado por mais de dois minutos e meio. Quem se encontrou primeiro foi o Franca. Trabalhando de maneira coletiva, desmontou a defesa do adversário, criando espaços no perímetro, onde David Jackson e Cipolini deitaram e rolaram, fazendo com que os donos da casa abrissem dez pontos de vantagem. Depois de mudar praticamente todo seu quinteto, o Paulistano se acertou, buscando o empate com grande participação de Roquemore e de Georginho, 20 a 20.

 

Os visitantes voltaram melhor para o segundo quarto. Mantendo a intensidade defensiva, com a cobertura chegando no tempo certo do passe, estancou a produção do rival, levando a cometer desperdícios ofensivos. Com a bola em mãos, se beneficiou da individualidade de Roquemore e da imposição física de Renan Lenz para abrir nove pontos de frente. Apesar de ter voltado a pontuar, após três minutos de seca, o Franca não conseguiu retomar o padrão defensivo do início do duelo e os atuais campeões nacionais foram para os vestiários com vantagem no marcador, 38 a 33.

 

Outro fator de desequilíbrio foram em relação aos rebotes, dominados pelos visitantes, com 46 sobras à 33 dos mandantes (FIBA Américas)

 

Os donos da casa demoraram mas conseguiram reequilibrar a partida. Depois de um início de segundo tempo equilibrado, Franca direcionou todas as jogadas para Lucas Dias trabalhar dentro do garrafão. Mesmo com aproveitamento irrisório nos arremessos de quadra, buscou incessantemente os contatos para cavar faltas. Aproveitando bem as oportunidades que teve na linha do lance livre, recolocou sua equipe, depois de muito tempo, na liderança do marcador. A sequência do ala-pivô mexeu com a confiança dos visitantes, que só não tiveram um prejuízo parcial maior em função da entrada de Georginho, 59 a 58.

 

Com a classificação praticamente garantida, o Paulistano teve mais tranquilidade para trabalhar a posse de bola no último quarto. Atuando dentro do seu sistema de jogo, explorou o bloqueios dos pivôs para que seus armadores e laterias pudessem infiltrar, retomando o controle de jogo após boa sequência de Georginho e Roquemore. Em mais uma noite discreta de seus armadores, Franca tentava se manter vivo na partida, mas ficou refém da individualidade de David Jackson e do espírito de luta da equipe, que se entregou até o último minuto, quando apostou em faltas rápidas para trocar lances livres por ataques rápidos. Com bom aproveitamento, Roquemore e Yago decretaram o triunfo dos visitantes, 87 a 82.

 

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