Na abertura das oitavas, dupla de pivôs brilha e Brasília vence o Corinthians

30/03/2019

No primeiro confronto das oitavas de final do Novo Basquete Brasil, o Brasília fez valer o mando de quadra e derrotou o Corinthians, por 87 a 78. Com o resultado positivo, os candangos abrem 1 a 0 na série, que agora será disputada na capital paulista por conta da campanha do Timão ter sido superior na primeira fase.

 

O confronto, como já era esperado, reuniu diversos elementos que valorizam o embate. Não faltaram lances de emoção, de qualidade e variação técnica, atletas que saíram do banco e mudaram o panorama da partida, dentre outros.

 

Em meio a tantas variantes, um personagem roubou a cena e foi fundamental para o triunfo candango. Em seu primeiro confronto de playoffs depois de mais de dois anos afastado por conta de uma suspensão por doping, Ronald formou uma dupla de pivôs extremamente dominante com Graterol.

 

Com versatilidade para espaçar a quadra, trocando de posições, Ronald e Graterol deitaram e rolaram na área pintada, combinando para trinta e quatro pontos e trinta rebotes, sendo os principais jogadores de uma equipe agressiva, consciente e bem equilibrada nas tomadas de decisões e no volume ofensivo.

 

Apesar do desempenho da dupla, Brasília contou com suporte coletivo para chegar à vitória (Reprodução/LNB)

 

À frente do marcador desde os primeiros minutos, o time chegou a abrir dezessete pontos de vantagem no início do segundo período, número impactante para essa etapa da competição e diante de um adversário que teve melhor campanha na primeira fase da competição.

 

Após o intervalo, o panorama da partida mudou completamente. Disperso até então, o Timão voltou de maneira mais agressiva e acertou o posicionamento defensivo, equilibrando um confronto que, até então, era de um time só.

 

Os donos da casa sentiram o momento adverso e passaram apuros na terceira parcial. No entanto, teve forças para colocar a cabeça no lugar e retomar o controle da partida, com sua dupla de pivôs desafogando o ataque candango.

 

O triunfo desse sábado é de vital importância para a equipe da Capital Federal, já que o clube, por ter feito uma campanha inferior à do oponente, tinha apenas essa partida dentro de casa. Com a vitória, joga a pressão para o outro lado, já que o alvinegro não poderá mais errar para seguir vivo na competição.

 

O JOGO

 

O início de partida entre Brasília e Corinthians foi muito equilibrado. Atuando ao lado do seu torcedor, o time da Capital Federal comandou as ações nos primeiros minutos, com Nezinho distribuindo o volume de jogo e a dupla de pivôs da equipe, formada por Graterol e Ronald, dominando o garrafão.

 

Aos poucos, os visitantes foram se encontrando. Com grande participação de Teichmann, que auxiliou nos dois lados da quadra, com roubadas de bola e assistências, o Timão chegou a assumir a liderança. Mas, na reta final do período, os candangos encaixaram três contragolpes rápidos e fecharam o período com oito pontos de vantagem, 22 a 14.

 

A superioridade dos mandantes ficou evidenciada no segundo quarto. No momento em que os comandantes precisaram recorrer aos reservas, os bancários do clube da Capital Federal fizeram a diferença. Com muita intensidade, estancaram a produção do adversário, chegando a ter mais do que o dobro de pontos do oponente, após sequência de Pedrinho Rava e Gui Santos no perímetro e bandeja de Pedro (35 a 17).

 

Sem outra alternativa, Bruno Savignani precisou recolocar os titulares em quadra imediatamente. Após o retorno do quinteto inicial, o ataque alvinegro voltou a pontuar, com Douglas Santos e Humberto sendo agressivos nas infiltrações. No entanto, a defesa seguiu dispersa e Nezinho tratou de manter a margem de segurança do Brasília, 44 a 34.

 

Logo no primeiro ataque da etapa complementar, a arbitragem se beneficiou do recurso de vídeo, disponível a partir das oitavas de final, para aplicar falta antidesportiva de Douglas em Graterol. Mas essa não foi a única novidade. Marcando de maneira mais agressiva, o Corinthians conseguiu neutralizar o adversário e sair em velocidade, reequilibrando a partida após arremessos precisos de Fuller e Giovannoni.

 

Apagados na etapa inicial, Fuller e Giovannoni explodiram na segunda metade, terminando o embate combinando para 37 pontos (Reprodução/LNB)

 

O crescimento alvinegro mexeu com a confiança dos donos da casa. Diferentemente do que vinha fazendo ao longo de todo o confronto, os candangos individualizaram as ações ofensivas, acumulando desperdícios ofensivos que foram bem aproveitados pelos paulistas. Ainda assim, os mandantes conseguiram manter a dianteira, graças às bolas de fora de Rafa Moreira, 60 a 57.

 

A partida ficou ainda mais dinâmica no último período. Apesar de apresentarem propostas diferentes, o Brasília escorava a produção ofensiva nos tiros do perímetro e o Corinthians nas bolas de segurança, os adversários foram extremamente eficientes nos primeiros minutos da parcial, proporcionando uma troca de cestas incessante.

 

No decorrer da parcial, o aproveitamento ofensivo das equipes foi diminuindo e foi aí que entrou em cena o aspecto mental. Com mais consciência, os candangos modificaram a maneira de atacar, direcionando as ações para dentro do garrafão, onde Graterol e Ronald deitaram e rolaram em cima dos defensores alvinegros, construindo vantagem suficiente para administrá-la nos minutos finais, 87 a 78.

 

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