Bauru vence o Minas e decisão da vaga fica para segunda-feira

06/04/2019

Quanto tempo dura uma partida de basquete? Bom, de acordo com as regras atuais da FIBA, um confronto tem quatro períodos de dez minutos cada, podendo ser necessária a realização de outras parciais em caso de igualdade no marcador.

 

Mas quem acompanhou o duelo entre Bauru Basket e Minas Tênis Clube teve a nítida sensação de que o embate durou bem mais que isso. Devido à tensão que tomava conta da partida e a irregularidade das equipes, que fizeram um jogo fraco tecnicamente, o confronto se tornou angustiante, arrastado.

 

Em meio à tantos aspectos negativos, como desperdícios de posse de bola, erros de arremessos livres ou até mesmo de lances livres - os mandantes tiveram 60% de aproveitamento e os visitantes 50% -, houve dois jogadores que vieram do banco e destoaram dos demais, proporcionando uma melhora técnica para os dois times.

 

No confronto "individual" entre Gustavo Basílio e Jefferson Campos, o ala-armador bauruense acabou levando a melhor. Incumbido de neutralizar ninguém menos que Leandrinho, Gustavo também apareceu de maneira efetiva na contra-ofensiva, desafogando o ataque travado do Dragão.

 

Ao final da partida, o camisa 21 minimizou a atuação individual, dividindo os créditos com os companheiros. Além disso, reforçou a necessidade da equipe manter a agressividade defensiva para o confronto decisivo de segunda-feira.

 

"Hoje, graças à Deus, eu pude ajudar a equipe. Mas todo mundo se doou ao máximo, até porque sabíamos que a partida valia a nossa sobrevivência. Agora a série está empatada, então precisamos entrar novamente com essa característica para sairmos com essa vitória."

 

A entrega bauruense foi tão grande que os jogadores deixaram a quadra extenuados, como Larry Taylor (Victor Lira/Bauru Basket)

 

Com volume de jogo bem parecido que o do rival, Jefferson bem que tentou conduzir seu time à recuperação no último quarto, mas sem grandes coadjuvantes, acabou ficando sobrecarregado. Apesar do revés, o camisa 7 minastenista gostou da intensidade do clube dentro de quadra e alertou sobre a importância dos estudos para o próximo confronto. 

 

"Já esperávamos uma postura diferente da equipe de Bauru, porque eles estavam com a corda no pescoço. Além dos clubes terem se enfrentado seis vezes na temporada, tem jogadores experientes, que se enfrentaram a vida toda. Precisamos estar atentos aos detalhes e explorar os deficit's deles para liquidar a série na segunda-feira."

 

Como nessa altura da temporada, sobretudo após a derrota em Belo Horizonte, é mais interessante vencer os compromissos do que ter uma atuação vistosa, Bauru pode-se dizer que teve um sábado positivo, especialmente pela solidez defensiva, bastante comemorada pelo técnico bauruense, Demétrius Ferracciú.

 

"Hoje soubemos suportar a pressão. Por mais que não fizemos muitos pontos, tivemos uma garantia defensiva, minimizando os pontos fortes do Minas e construindo, consequentemente, uma vitória importante. Mas não podemos nos iludir, nem relaxar, porque segunda-feira tem mais."

 

Como os personagens das partidas já disseram, Bauru Basket e Minas Tênis Clube voltam a se encontrar nessa segunda-feira, no terceiro e decisivo confronto da série. Por ter feito melhor campanha na primeira fase,  o duelo será disputado novamente no Ginásio Panela de Pressão, às 21:00.

 

O JOGO

 

Desde o começo da partida, as limitações das equipes ficaram evidentes. Com dificuldade para trabalhar coletivamente, lançaram mão do bom e velho trabalho de pick-and-roll para movimentar o marcador, depois de três minutos sem que nenhum clube convertesse uma cesta sequer.

 

À princípio, foram os visitantes quem saíram na frente. Responsável por levar a bola na ausência de Gegê, o ala da Seleção Brasileira encontrou o equilíbrio entre produzir e servir seus companheiros, com Coleman sendo preciso nas bolas de fora. A resposta bauruense foi imediata, com Lucas Mariano emplacando dois arremessos de três pontos, 16 a 16.

 

No começo do segundo período, Bauru ditou o ritmo da partida. Com as entradas de Larry Taylor e Alex, os donos da casa tiveram mais dinamismo nas ações, anotando os mesmo dezesseis pontos da parcial anterior mas em apenas quatro minutos e meio.

 

O domínio do Dragão, no entanto, não demorou muito tempo. Após a saída da dupla, o time ficou muito estático e previsível, se tornando presa fácil para a marcação adversária. Assim, mesmo sem ser muito brilhante, os minastenistas foram reduzindo a diferença e conseguiram ir para os vestiários na cola do oponente, 35 a 33.

 

Em determinado momento da partida, Bauru não pôde contar com Alex e Enzo, que sofreram pancadas no dedo e na costela (Victor Lira/Bauru Basket)

 

Por incrível que pareça, o segundo tempo foi ainda mais fraco do que a etapa inicial. Individualizando as ações ofensivas, Bauru e Minas acumularam diversos erros de passe, ficando mais de quatro minutos sem pontuar, para desespero dos comandantes e de todos que assistiam à partida.

 

A mudança no panorama do duelo se deu com a entrada de Gustavo Basílio. Vindo do banco, o ala-armador incendiou o ginásio com sua agressividade para capturar rebotes, recuperar duas bolas e anotar arremesso do perímetro. O desempenho do camisa 21 foi suficiente para que o Dragão abrisse seis pontos de vantagem, 47 a 41.

 

O último quarto foi um verdadeiro "estica e puxa". Logo no minuto inicial, o Minas emplacou oito pontos consecutivos, sendo seis deles em duas bolas de Jefferson, na zona morta, reequilibrando o confronto.

 

Apesar de viver um momento melhor na partida e cuidar melhor da posse de bola, o time de Belo Horizonte não teve forças para concluir corretamente as tramas ofensivas, dando oportunidade dos mandantes reagirem e confirmarem o triunfo, em sequência decisiva de Lucas Mariano, 66 a 59.

 

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