Na prorrogação, Corinthians avança às quarta de final do NBB

07/04/2019

É natural que os clubes tracem objetivos para cada temporada, alguns mais ousados, outros mais modestos, de acordo com a realidade de cada equipe, dado os investimentos e a concorrência dos demais adversários.

 

Nesse cenário é possível que dizer que Corinthians e Brasília já cumpriram seus objetivos nessa temporada. Com a vitória desse sábado sobre os candangos, por 83 a 74, o Timão carimbou à classificação às quartas de final do Novo Basquete Brasil, principal objetivo da diretoria no primeiro ano do alvinegro na elite do basquete nacional.

 

Mesmo com a derrota e consequente eliminação, o time da Capital Federal fez bonito e em seu retorno ao NBB, chegou a pós temporada, mesmo com todos os problemas financeiros que atrapalharam o planejamento e a montagem do elenco, feito às vésperas do início da competição.

 

No confronto entre paulistas e brasilienses, prevaleceu o mando de quadra e o impacto dos jogadores experientes do clube do Parque São Jorge, mais efetivos no momento de definição da partida, como já havia acontecido no segundo embate da série, na última quinta-feira.

 

Depois de muitas mudanças no panorama da partida, o Brasília abriu vantagem e esteve mais próximo do triunfo. No entanto, o time sentiu a pressão da torcida alvinegra e não simplesmente parou, se tornando presa fácil para os donos da casa, mais frios na reta final do jogo.

 

Dessa vez, quem comandou a reação corinthiana foram os pivôs da equipe, Guilherme Giovannoni e Teichmann. Com bom posicionamento e entrosamento, tiveram uma sintonia ímpar, fundamental para vencer um confronto acirrado contra as torres gêmeas dos candangos, composta por Ronald e Graterol.

 

Teichmann não teve o mesmo volume ofensivo de Giovannoni mas foi cirúrgico nos dois lados da quadra (Reprodução/LNB)

 

Agora, a missão do Timão é um pouco mais complicada, já que nas quartas de final terá pela frente ninguém menos que o Flamengo, pentacampeão do Novo Basquete Brasil, em uma série melhor de cinco jogos, em que o rubro-negro terá vantagem do mando de quadra por ter feito melhor campanha na temporada regular.

 


Ao Brasilia resta quitar as pendências financeiras com os atuais jogadores, angariar novos patrocinadores e começar o planejamento da próxima temporada, para que os resultados sejam ainda mais satisfatório para uma torcida acostumada com as glórias.

 

 

O JOGO

 

O primeiro quarto de partida entre Corinthians e Brasília foi de muito equilíbrio. Os donos da casa tiveram um desempenho melhor nos primeiros minutos, com trabalho coletivo, de maneira natural, com Humberto e Giovannoni chamando a responsabilidade. Sem a mesma velocidade na troca de passes, os candangos mantinham próximos do marcador graças à jogadas individuais.

 

Com o passar do tempo, o Timão foi assumindo o controle de jogo. Protegendo muito bem a área pintada, conteve todas as tentativas de infiltração dos visitantes. O bom trabalho defensivo permitiu que o clube tivesse maior volume de jogo e através dos contragolpes puxados por Humberto ou das bolas de segurança de Teichmann, fechou o quarto com vantagem, 18 a 15.

 

O clube da Capital Federal melhorou no começo do segundo período. Após a entrada de Pedrinho Rava e Gui Santos, teve mais agressividade defensiva, conseguindo recuperar três posses de bola e sair em velocidade. Embora tenha demorado a aproveitar as chances no contragolpe, virou a partida após sequência de lances livres e bandeja de Graham.

 

O pedido de tempo feito por Bruno Savignani foi cirúrgico. Após a intervenção do comandante alvinegro, os donos da casa voltaram para quadra com mais agressividade defensiva e consciência ofensiva, retomando não apenas a liderança, como também o controle das ações, com grande participação da trinca formada por Humberto, Giovannoni e Teichmann, 33 a 27.

 

O panorama da partida permaneceu o mesmo na volta para o segundo tempo. Além dos adversários serem liderados pelos mesmos atletas que se destacaram na etapa inicial, o equilíbrio também seguiu dando as caras, em uma incessante troca de cestas dentro da área pintada.

 

Até então abaixo do seu volume de jogo, Fuller e Graham tentaram encontrar seu espaço dentro de quadra, mas foi um outro atleta, que não tem o mesmo protagonismo, quem roubou à cena. Com bom tempo de bola, Abner conquistou rebotes ofensivos importantes, que fizeram com que os donos da casa mantivessem à liderança, 49 a 46.

 

Mas nem o bom momento pelo pivô alvinegro foi suficiente para frear a reação candanga no início do último quarto. Decisivos no primeiro confronto da série, Ronald e Graterol dominaram o garrafão, anulando o volume ofensivo do Timão e o castigando-o através de lances livres oriundos de rebotes ofensivos.

 

O problema, para o time visitante, é que logo na sequência, Ronald acabou cometendo duas faltas consecutivas, sendo ejetado da partida. Sem ele, Brasília perdeu o balanço defensivo, situação bem aproveitada pelo clube do Parque São Jorge, agressivo em direção à cesta. Nos segundos finais, os times tiveram a oportunidade de liquidar a parada, mas desperdiçaram os arremessos e o jogo foi para a prorrogação, 60 a 60.

 

PRORROGAÇÃO

 

No tempo extra brilhou a estrela de Giovannoni. Em uma de suas melhores atuações com a camisa alvinegra, anotou sete pontos praticamente consecutivos, colocando os donos da casa em situação extremamente confortável. Com seis pontos de vantagem ainda nos primeiros minutos da prorrogação, o Timão teve apenas o trabalho de administrar o resultado, consolidando a classificação na linha do lance livre, 83 a 74.

 

Please reload

Postagens Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload