Flamengo deslancha no segundo tempo e vence Corinthians em São Paulo

13/04/2019

O Flamengo deu um passo importantíssimo rumo às semifinais do Novo Basquete Brasil. A equipe rubronegra, que tem vantagem do mando de quadra por conta da campanha superior na temporada regular, superou o Corinthians, dentro do Ginásio Wlamir Marques, por 92 a 73, ficando em situação ainda mais confortável dentro da série.

 

No confronto entre os clubes de maiores torcidas do Brasil, prevaleceu a superioridade técnica dos cariocas. Com um elenco profundo, imprimiu mais intensidade e teve mais variações ao longo da partida, deslanchando no marcador após o intervalo, quando ficou evidente a disparidade técnica dos atletas da segunda unidade.

 

Vindo do banco, Nesbitt e Jhonatan Luz, que possuem como ponto forte a boa proteção defensiva, contribuíram de maneira efetiva no ataque. Aparecendo como elementos surpresa, combinaram para trinta pontos, dificultando a marcação adversária, que não conseguiu acompanhar o ritmo forte dos visitantes.

 

Maior arsenal ofensivo dos seus companheiros fez com que Balbi levasse a melhor no duelo particular com Parodi (João Pires/LNB)

 

Dessa maneira, o Mengão superou um time extramente aguerrido, que aguentou o quanto pôde, em apresentação sólida de Fuller e de muita entrega de Teichmann, que se desdobraram para manter o equilíbrio na etapa inicial. Mesmo quando o triunfo do rival estava assegurado, os paulistas não se entregaram, mostrando comprometimento do início ao fim da partida.

 

Agora a série migra para o Rio de Janeiro, onde os pentacampeões do NBB terão a oportunidade de sacramentar a classificação para as semifinais ao lado do seu torcedor, no Ginásio do Tijuca Tênis Clube, nos jogos de quarta-feira e do próximo sábado.

 

Ao time alvinegro, só a vitória interessa, já que duas derrotas em solo fluminense representam a eliminação da competição e fim de temporada para a equipe. Se conseguir beliscar ao menos um resultado positivo fora de casa, força a realização do quarto embate, ainda sem data definida, mas que aconteceria novamente na capital paulista.

 

O JOGO

 

Os primeiros minutos de partida ficaram marcados pelo domínio do Flamengo, mas, sobretudo, na monologia de Olivinha. Ocupando bem os espaços de quadra, capturou rebotes defensivos importantes e ainda apareceu de maneira efetiva no ataque, anotando os oito primeiros pontos da equipe rubro-negra.

 

Aos poucos, o Corinthians acertou o posicionamento defensivo na área pintada, estancando a produção do adversário, que ficou mais de quatro minutos sem pontuar. A solidez defensiva permitiu que o alvinegro saísse em velocidade e com certa liberdade no perímetro, Fuller encaçapou três bolas do perímetro, dando a liderança parcial à sua equipe, 22 a 20.

 

Mas, assim como no primeiro quarto, os visitantes iniciara melhor o período. Com mais opções dentro do elenco, se beneficiou da presença de dois armadores em quadra para atuar de maneira mais equilibrada, encontrando Nesbitt bem posicionado na linha dos três pontos, em uma sequência de oito pontos do ala-pivô que recolocou os cariocas à frente do placar.

 

De volta à quadra, Parodi conseguiu desafogar o ataque corinthiano, pontuando em arremessos de fora e servindo seus companheiros, como Shilton, por exemplo. No entanto, os paulistas seguiam dispersos na defesa, cedendo muitos rebotes ofensivos ao rival, que soube aproveitá-los e foi para os vestiários vencendo por 42 a 40.

 

Bom posicionamento defensivo permitiu que a defesa rubro-negra fosse agressiva e não cometesse muitas faltas (João Pires/LNB)

 

O Timão até chegou ao empate no primeiro ataque da etapa complementar mas os primeiros minutos do terceiro período foram completamente dominados pelo Flamengo. Bem municiados por Franco Balbi, Mineiro e Nesbitt deitaram e rolaram dentro do garrafão alvinegro, colocando a vantagem, pela primeira vez na partida, na casa dos dígitos duplos.

 

Depois do tempo técnico pedido por Bruno Savignani, os mandantes defenderam de maneira mais agressiva na área pintada, com destaque para o trabalho de pernas de Teichmann, e só não encostaram no marcador por conta de Deryk, que veio muito bem do banco de reservas, 65 a 59.

 

Mas toda a recuperação corinthiana foi por água abaixo no começo do último quarto. Além de individualizar demais as ações na contra-ofensiva, foi extremamente lento na recomposição, estendendo o tapete vermelho para o adversário. Com liberdade, Deryk e Jhonatan colocaram a vantagem rubro-negra em dezenove pontos, praticamente liquidando o confronto.

 

Em desvantagem no marcador, os donos da casa trataram de acelerar o ritmo de jogo, mas de nada adiantou. Mesmo dando espaços para os garotos da categoria de base, os cariocas mantiveram a intensidade e a vantagem, confirmando o triunfo com tranquilidade, 92 a 73.

 

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