De ponta a ponta, Pinheiros vence o Botafogo e empata a série

19/04/2019

O Pinheiros aproveitou muito bem o fator casa e empatou a série quartas de final contra o Botafogo. Depois de ter perdido para o alvinegro no Rio de Janeiro, a equipe paulista fez a lição de casa e superou o adversário, por 67 a 58, deixando tudo igual no confronto (1 a 1).

 

A chave para o triunfo pinheirense foi a consciência. Mesmo em desvantagem na série e com dificuldades de trabalhar de maneira coletiva, até em função da falta de ritmo de jogo e da noite apagada de nomes importantes do elenco, soube explorar outras peças, castigando o adversário.

 

Fazendo a leitura correta do que a partida pedia, direcionou as ações para a área pintada, onde a equipe tinha mais opções de revezamento. Com Renato, Toledo e Ware à disposição, os donos da casa imprimiram mais intensidade na disputa interna, dominando a tábua com bolas de segurança e captura de rebotes.

 

A diferença na captura das sobras fez com que o Pinheiros tivesse mais volume de jogo. Assim, mesmo com as dificuldades de criação já mencionadas, o time teve novas possibilidades de ataque, sendo muitas delas pegando a defesa adversária desprotegida, o que facilitou a vida dos donos da casa.

 

Outro ponto importante na vitória dos donos da casa atende pelo nome de Ruivo. O jovem armador pinheirense saiu do banco de reservas e deu nova cara ao clube paulista. Imprimindo mais velocidade na troca de passes, criou espaços para si mesmo pontuar, sendo mortal nos arremessos do perímetro (100% de aproveitamento).

 

Com 13 pontos, Ruivo foi o cestinha dos mandantes (Reprodução/LNB)

 

Do outro lado, o Botafogo fazia o que podia para se manter vivo na partida. A equipe, que já não tinha opções na segunda unidade para equilibrar a disputa interna, ainda perdeu Cauê Borges logo no primeiro quarto, por conta de uma entorse no joelho.

 

Mais do que nunca, o alvinegro depositou as esperanças nas mãos de Jamaal. O armador, de fato, fez um belo jogo, sendo o expoente dos visitantes na contra-ofensiva, mas ele também estava longe das condições físicas ideias.

 

Além de ter passado mal no decorrer do terceiro período, chegando a vomitar no banco de reservas, sentiu câimbra no início da última parcial e precisou deixar a quadra para receber tratamento médico. Nesse meio tempo que ficou de fora de combate, o Pinheiros matou a partida.

 

Resta saber quais as condições da dupla botafoguense, já que nesse sábado as equipes voltam a se encontrar para um confronto que tem grande peso para a sequência da série. Quem se sair melhor no próximo duelo, fica a apenas um triunfo da classificação às semifinais da competição.

 

O JOGO

 

O começo de partida entre Pinheiros e Botafogo ficou marcado pelo equilíbrio. Ainda que tivesse maior volume de jogo por conta do melhor controle de bola e do domínio dos rebotes ofensivos, os mandantes lideravam o marcador, mas demoraram para construir uma vantagem que fizesse jus à superioridade da equipe.

 

Somente nos minutos finais, o time paulista conseguiu desgarrar. Mantendo a postura agressiva, encaixou boa sequência defensiva, tendo o contragolpe à disposição. Em superioridade numérica, soube espaçar a quadra, criando espaços para Ruivo desequilibrar, fechando o primeiro quarto em 21 a 14.

 

No início do segundo período, os visitantes voltaram mais ligados e conseguiram equilibrar a partida, graças a melhor proteção do rebote defensivo e bolas de segurança de Maique e Arthur. No entanto, não teve forças para consumar a virada, desperdiçando muitas oportunidades de passar à frente.

 

Depois de alguns minutos em que o placar se manteve inalterado, o alvinegro chegou a beliscar o empate, em grande sequência de Jamaal, desafogando o ataque do Fogão com duas bolas do perímetro. Mas, na última ação do primeiro tempo, Bennett encaçapou de média distância, mantendo os donos da casa em vantagem, 36 a 33.

 

Múltiplo esforço foi fundamental para os mandantes diminuírem o volume ofensivo do adversário (Reprodução/LNB)

 

O cenário se manteve o mesmo na etapa complementar. Os times seguiram acelerando as ações para surpreender o adversário, mas as tomadas de decisões equivocas na conclusão das jogadas deixaram o duelo amarrado. Os dois únicos atletas a terem destaque nos primeiros minutos foram Dawkins e Isaac, cirúrgicos nas infiltrações.

 

Vendo o tempo passar e nada de diferente acontecer, Léo Figueiró parou o jogo. Na volta, nem a equipe carioca, nem a paulista tiveram boas escolhas, acumulando desperdícios e faltas de ataque. Somente no minuto final da parcial que os ataques desencantaram, com Ruivo anotando cinco pontos consecutivos e Coelho e Arthur respondendo em arremessos de três pontos, 50 a 44.

 

A sequência de tiros de longa distância deu uma sobrevida ao Botafogo, mas o mau início de último quarto colocou fim à expectativa da equipe dentro da partida. Sem muitas opções para o garrafão, sofreu nas jogadas de poste baixo de Toledo e Ware. Através das bolas de segurança e passes para os laterais, os pinheirenses colocaram a diferença na casa dos dígitos duplos.

 

Na reta final do confronto, os visitantes até tentaram correr atrás do prejuízo, mas àquela altura, era tarde demais. Com arremesso certeiro de Ware e de Ruivo, os donos da casa sacramentaram o triunfo por 67 a 58.

 

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