Mogi domina o Cearense e se aproxima da semifinal do NBB

20/04/2019

Uma vitória. É tudo que o Mogi das Cruzes precisa para garantir a classificação às semifinais do Novo Basquete Brasil. Depois de ter vencido o Basquete Cearense em Fortaleza, o time mogiano voltou a superar o Carcará, agora dentro do Ginásio Hugo Ramos, por 96 a 71, abrindo 2 a 0 na série.

 

O triunfo, como o placar já indica, foi construído período à período, de maneira natural, dada a superioridade técnica do quinteto mogiano. Com bom condicionamento físico, conseguiu imprimir forte sistema defensivo e permanecer grande parte do confronto dentro de quadra, explorando as virtudes ofensivas que possuem.

 

Sob batuta de Arthur Pecos, que se aproximou do duplo-duplo e regeu de maneira irretocável seus companheiros, os donos da casa castigaram o adversário, sendo dominando na área pintada, onde o aproveitamento foi altíssimo, sendo 74% nas bolas de dois pontos e 84% na linha do lance livre.

 

Pecos foi o grande nome da vitória mogiana ao anotar 22 pontos e distribuir 09 assistências (Antonio Penedo)

 

Quem auxiliou a alavancar esses números e fazer com que o duelo fosse fácil foram os pivôs da equipe paulista. Mantendo a regularidade dessa temporada, Gruber emplacou enterradas e arremessos da cabeça do garrafão durante o primeiro tempo. Na reta final da partida, foi João Pedro quem canalizou as ações pelo setor.

 

Do outro lado, o Basquete Cearense lutou contra suas próprias limitações e problemas de ordem médica para tentar beliscar um triunfo fora de casa. Além da menor profundidade do elenco, ainda teve o desfalque pontual de Alex e a partida de sacrifício de Brite e Paulo Lourenço, que estavam longe das condições ideais.

 

Em meio à tudo isso, o Carcará lutou bastante, mas com o baixo aproveitamento no perímetro, bem como a dificuldade de conter o trabalho interno mogiano, pesaram negativamente na proposta de jogo da equipe.

 

Agora, os comandados de Danyel Russo terão que juntar os cacos da dolorida derrota, para tentar escrever outro capítulo parra essa história. Nesse domingo, o Mogi das Cruzes volta a encarar o Basquete Cearense precisando apenas de uma vitória simples para avançar à semifinal, enquanto os nordestinos dependem da vitória para seguirem vivos na competição.

 

O JOGO

 

Mesmo com todos os problemas, o Basquete Cearense começou a partida liderando o marcador. Acostumado à momentos de decisão, Paulinho Boracini puxou a pontuação da equipe visitante. No entanto, a equipe nordestina não se atentou à recomposição defensiva e sofreu a resposta imediata, com Mogi pontuando em bolas de segurança de Gruber.

 

Aos poucos, os donos da casa intensificaram a marcação em cima do armador adversário, tirando a movimentação e o volume de jogo do Carcará. Com a bola em mãos, o time do Alto Tietê procurou as cestas fáceis, com Gruber sendo bastante acionado e Pecos aparecendo como coadjuvante do ala-pivô, 23 a 17.

 

A superioridade mogiana ficou ainda mais clara no começo do segundo quarto. Ainda que os norte-americanos tenham dado outra dinâmica ao ataque da equipe visitante, tiveram baixíssimo aproveitamento nos arremessos de fora. Além disso, o Basquete Cearense cedeu muitos rebotes ofensivos ao oponente, que colocou a diferença próxima dos dígitos duplos em pontos de segunda oportunidade.

 

Mas, aquela altura, nenhum dos dois bancos conseguiram manter o nível de jogo que os titulares vinham tendo. Por conta disso, Guerrinha e Danyel Russo trouxeram os principais jogadores de volta à quadra. Agressivo em direção à cesta e com arremesso certeiro no estouro do cronômetro, Pecos conduziu seus companheiros à abrirem quinze pontos de vantagem ao final do primeiro tempo, 42 a 27.

 

Visitantes não conseguiram acompanhar o ritmo dos donos da casa (Reprodução/LNB) 

 

O início da etapa complementar foi extremamente eletrizante. Imprimindo muita velocidade na saída para o ataque, os times levaram ampla vantagem sobre as defesas, proporcionando uma intensa troca de cestas, com destaque para o confronto entre JP Batista e Kurtz à frente do semi-círculo e de arremessos de longa distância de Gui Deodato e Pecos contra Rashaun.

 

Após a cobrança dos comandantes, as defesas intensificaram a marcação, oferecendo mais resistência aos ataques. Ainda assim, os rivais seguiram movimentando a bola com velocidade e tomando boas decisões ofensivas, em especial para as infiltrações de Pecos, para os mandantes, e de Paulo, para os visitantes, 69 a 52.

 

No último quarto, o Basquete Cearense tratou de acelerar o ritmo de jogo, trazendo os gringos para quadra. Mas em noite apagada dos estrangeiros, que contrastou com a regularidade mogiana, não ofereceu nenhum perigo aos paulistas, que administraram a vantagem construídas nos períodos anteriores, fechando o jogo em 96 a 71.

 

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