Mogi consuma varrida e avança às semifinais do NBB

22/04/2019

Certas emoções somente o esporte pode proporcionar. Em um duelo de tirar o fôlego, que foi decidido apenas no estouro do cronômetro, o Mogi das Cruzes derrotou o Basquete Cearense, por 73 a 71, fechando a série em 3 a 0 e garantindo vaga nas semifinais do Novo Basquete Brasil.

 

O triunfo sobre os nordestinos e a classificação à próxima fase da competição vem para ratificar o excelente momento vivido pelos paulistas. Depois de um grande processo de reformulação no início da temporada, diretoria, comissão e jogadores tiveram seu trabalho questionado.

 

Com o passar do tempo, os jogadores foram assimilando as ideias e o plano de jogo imposto por Guerrinha e adquirindo entrosamento, combinação que foi dando mostras da força da equipe do Alto Tietê.

 

Ainda que tenha sofrido com problemas extra-quadra, como as punições à Shamell, Fabrício e ao próprio treinador, Mogi não se deixou a abater e seguiu trabalhando firme e forte, fazendo uma temporada regular consistente.

 

Agora, mostra que mesmo em noites de dificuldades, em que o sistema de jogo não funciona da maneira habitual, tem repertório ofensivo para resolver às partidas, como foi no duelo desse domingo, que Shamell e Gui Deodato chamaram a responsabilidade, combinando para 41 pontos.

 

Ala norte-americano contribuiu com 26 pontos, seis rebotes e seis assistências (Reprodução/LNB)

 

Já classificado, aguarda a definição do seu adversário na semifinal, que sai do vencedor do clássico nacional entre Franca Basquete e Bauru Basket. No momento, os francanos vão superando o arquirrival por 1 a 0.

 

Apesar de ter sido varrido pelos paulistas, o Carcará também merece todo o reconhecimento. Isso porque a equipe sofreu com problemas financeiros, sendo montada ás vésperas do início da competição, quando grande parte dos times já haviam montados seus elencos.

 

Por conta disso e também das inúmeras lesões que tiraram alguns jogadores de quadra por longo tempo, a temporada regular dos nordestinos foi bem discreta. No entanto, o time provou seu valor na pós-temporada.

 

Credenciado por ter eliminado o Paulistano, atual campeão nacional, chegou com grande expectativa para as quartas de final. Nos dois primeiros jogos da série, sofreu com o desgaste físico e não teve o mesmo nível de apresentação.

 

Mas nesse domingo de Páscoa, os comandados de Danyel Russo estiveram em grande forma. Ciente de suas limitações, se entregaram ao máximo defensivamente, conseguindo neutralizar a principal jogada mogiana, envolvendo o pick-and-roll entre Arthur Pecos e JP Batista.

 

Anulando as duas peças, o Basquete Cearense conteve o volume de jogo dos mandantes, condição que lhe deu confiança para atacar. Longe das condições físicas ideais, contou com a experiência de Paulinho Boracini para cadenciar o ritmo de jogo, buscando sempre um companheiro melhor posicionado.

 

Experiência do armador foi fundamental nos momentos de dificuldade encontrados pelo Carcará (Reprodução/LNB)

 

A agressividade defensiva somada ao equilíbrio ofensivo fez com que os visitantes equilibrassem as ações, se alternando na liderança do marcador do início ao final da partida. Os poucos momentos de dificuldade do time aconteceram quando os atletas partiam para a individualidade, situação que, naturalmente, o adversário, por ser mais qualificado, levava ampla vantagem.

 

Ainda assim, sempre que a equipe tomava decisões equivocadas no ataque, tinha força e comprometimento para recuperar o prejuízo, como aconteceu na reta final da partida. Depois de grande sequência de Shamell, que cresceu de rendimento na etapa complementar, o Mogi das Cruzes abriu sete pontos de vantagem e parecia ter a vitória assegurada.

 

Ledo engano. Impulsionado pela estrela de Paulinho, pelo auxílio de Paulo Lourenço e pelo espírito de luta de Kurtz, o Carcará não só buscou o empate como também teve a oportunidade de consumar a virada, em arremesso derradeiro do armador no estouro do cronômetro.

 

Por mais que a eliminação tenha vindo de maneira cruel, com direito à "varrida", os jogadores deixaram a quadra com a cabeça erguida, cientes de que deixaram tudo em quadra, honrando toda a região nordestina, que tem o Cearense como único representante.

 

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