Botafogo domina o terceiro quarto e força realização do quinto jogo

27/04/2019

A definição do último semifinalista do Novo Basquete Brasil ficou para a próxima terça-feira. Em duelo disputado no Ginásio Oscar Zelaya, o Botafogo fez a lição de casa e superou o Pinheiros, por 88 a 73, empatando a série de quartas de final em 2 a 2.

 

O triunfo botafoguense é fruto de um terceiro quarto muito forte, vencido por 33 a 17. Depois de um primeiro tempo bastante equilibrado, em que os sistemas defensivos prevaleceram, com o time paulista ditando o ritmo das ações mas seguido de perto pelos cariocas, o Fogão dominou as ações no início da etapa complementar.

 

A diferença no panorama da partida se deu por conta da manutenção da agressividade dos mandantes na proteção defensiva e da maior velocidade na saída para o contragolpe, até então controlada pelos visitantes, que faziam um bom trabalho de recomposição na volta para a quadra de defesa.

 

Imprimindo velocidade na saída para para o ataque, Coelho e Cauê Borges comandaram o ataque botafoguense, não apenas por serem a válvula de escape, mas por concentrarem grande parte do volume de jogo do Botafogo, sendo responsáveis por 48 pontos, ou 54% dos tentos anotados pelos donos da casa.

 

Com 29 pontos, Coelho teve a melhor atuação de sua carreira contra o Pinheiros (Vítor Silva/SS Press/BFR)

 

Os números da dupla foram impulsionados pelo grande desempenho que tiveram nas bolas de três pontos. Com os seis arremessos precisos de Coelho e os outros dois de Cauê, o alvinegro converteu treze tiros do setor, número bem superior ao do adversário, que anotou apenas seis bolas de fora.

 

Sem o mesmo volume ofensivo dos botafoguenses, os pinheirenses não tiveram a menor chance de se recuperarem no último período. Movimentando a bola com inteligência, o clube de General Severiano apenas trocou cestas com o oponente, administrando a vantagem construída na parcial anterior.

 

Os dois pontos negativos do embate ficaram por conta da ausência do relógio dos 24 segundos e pelo entrevero que aconteceu logo após o final da partida, quando as equipes iam deixando a quadra rumo aos vestiários.

 

Com o triunfo desse sábado, o Botafogo empatou a série em 2 a 2, empurrando a decisão para o quinto e último jogo, marcado para a próxima terça-feira, no Ginásio Henrique Villaboim, em São Paulo. 

 

O JOGO

 

O Botafogo não começou bem a partida. Com lentidão na troca de passes, os donos da casa se tornaram presa fácil para a marcação adversária, que sustentou o ataque alvinegro por mais de quatro minutos. Na transição, o Pinheiros contou com a liderança de Betinho e os arremessos de média e longa distância de Dawkins, para abrir sete a zero.

 

Aos poucos, os cariocas foram se encontrando, sobretudo pela postura agressiva de Cauê Borges. Com dribles rápidos, o ala-armador botafoguense desestruturou a defesa paulista, criando condições para que Coelho e Diego convertessem quatro bolas do perímetro, empatando a partida, 14 a 14.

 

Bem posicionadas, as defesas prevaleceram sobre os ataques durante os dois primeiros minutos do segundo período. Passado os minutos inciais, os visitantes encaixaram contragolpes rápidos, abrindo seis pontos de vantagem após infiltração de Bennett e lances livres certeiros de Isaac.

 

Após o tempo técnico solicitado por Léo Figueiro, o Fogão voltou com mais vibração para a quadra. A energia passada pelo comandante contagiou os atletas, que passaram a pressionar a troca de passes, recuperando posses de bola e atuando na transição, com destaque para a verticalidade de Coelho e a imposição física de Maique, fundamentais para que os donos da casa encostassem no marcador, 32 a 31.

 

Pinheiros teve mais volume de jogo mas Botafogo foi mais eficiente com a bola em mãos (Vítor Silva/SS Press/BFR)

 

O crescimento de produção do alvinegro ficou evidenciado no começo da etapa complementar. Mais à vontade dentro de quadra, os botafoguenses contaram com a pontaria afiada de Coelho e de Cauê Borges no perímetro, abrindo sete pontos de frente e assumindo, pela primeira vez no confronto, o controle da partida.

 

Com dificuldade nos dois lados da quadra, César Guidetti apostou em uma formação com quatro atletas mais baixos para dar mais mobilidade ao time pinheirense. Na contra-ofensiva, a estratégia surtiu efeito, criando espaços para Isaac pontuar com tranquilidade. No entanto, defensivamente os comandados de Cesinha seguiram dispersos, cedendo muitos rebotes ofensivos ao oponente, que soube aproveitar as oportunidades para colocar a diferença na casa dos quinze pontos, 64 a 49.

 

No início do último quarto o nervosismo tomou conta das duas equipes. Diante de defesas bem postadas, os ataques não tiveram a dinâmica e leitura necessária para serem efetivos, acumulando faltas de ataque e desperdícios de posse de bola, em dois minutos e meio de baixa pontuação (2 a 2).

 

Sem outra alternativa, o Pinheiros apostou em dobras ofensivas e em ataques rápidos, única saída cabível para reverter uma desvantagem tão grande no marcador. Movimentando a bola com velocidade, o Botafogo conseguiu se safar da marcação dobrada do adversário, confirmando a vitória com muita tranquilidade, 88 a 73.

 

 

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