Franca dita o ritmo da partida e vence o Mogi das Cruzes

04/05/2019

Intensidade. Esta aí uma palavra quem tem sido recorrente na temporada francana e que define bem o triunfo francano nesse sábado. Com muita intensidade nos dois lados da quadra, o time comandado por Helinho Garcia foi até Mogi das Cruzes e derrotou os donos da casa, por 85 a 77, abrindo 1 a 0 nas semifinais do Novo Basquete Brasil.

 

O confronto, como muitos já esperavam, ficou marcado pela diferença na profundidade do elenco dos adversários. Com mais opções à disposição, Franca imprimiu um forte ritmo defensivo para conter o ímpeto inicial do clube mandante, que resistiu até o intervalo da partida, quando os visitantes abriram larga vantagem e encaminharam a vitória.

 

Dessa vez, quem saiu do banco de reservas para ajudar na construção do resultado foi o armador Alexey e o pivô Hettsheimeir. Embora tenha somado dez pontos, com direito a duas bolas de três pontos, o jovem atleta francano foi mais efetivo na marcação, dificultando as ações de Arthur Pecos.

 

Com atletas mais jovens e mais opções dentro do elenco, Franca castigou o Mogi das Cruzes no contragolpe (Willian Oliveira)

 

Cotado para começar o duelo como titular, Hettsheimeir não conseguiu conter o volume ofensivo de JP Batista na área pintada, mas respondeu à altura, espaçando a quadra e pontuando de média distância.

 

Além deles, David Jackson, Jimmy e Lucas Dias também pontuaram acima dos dez pontos, em uma clara demonstração de força do elenco francano, que contrastou com a fragilidade defensiva do oponente, especialmente na primeira metade, quando os visitantes se aproximaram dos cinquenta tentos.

 

Em meio a superioridade francana e os vacilos cometidos na recomposição defensiva, o Mogi das Cruzes mantinha-se vivo na partida graças ao grande trabalho de JP Batista. Mesmo sofrendo forte marcação do adversário, o pivô mogiano dominou a área pintada, terminando como cestinha do confronto com vinte pontos.

 

Quando não tinha condição de pontuar, ainda desequilibrava a defesa francana, servindo Gruber e João Pedro no trabalho de high-low. Mas sem ajuda dos alas, a equipe do Alto Tietê tornou-se previsível para o sistema defensivo do adversário.

 

Com a vitória fora de casa, o Franca coloca-se em uma posição ainda mais confortável, já que os dois próximos jogos da série serão dentro Pedrocão, onde os comandados de Helinho terão a oportunidade de carimbar à vaga para a decisão da competição.

 

Ao Mogi das Cruzes resta juntar os cacos de uma derrota dura e lutar por, pelo menos, um triunfo na casa do oponente, que faria com que a série voltasse para o Hugão, no quarto embate dos playoffs.

 

O JOGO

 

O Mogi das Cruzes começou melhor a partida. Imprimindo um forte ritmo defensivo, conseguiu anular as principais peças do adversário, tirando o volume ofensivo do rival e garantindo a captura de rebotes defensivos. Na frente, os donos da casa contaram com o brilho individual de JP Batista para comandar o marcador nos primeiros minutos.

 

Mesmo diante do domínio do pivô mogiano, Franca conseguiu equilibrar as ações. Com mais atenção na linha de passe, encaixou duas roubadas de bola que renderam contragolpes rápidos. Na transição, contou com arremessos precisos de Lucas Dias e Jimmy, bem como lances livres de David Jackson, para fechar o primeiro quarto em vantagem, 26 a 20.

 

O confronto ficou ainda mais quente no começo do segundo período. Com grande participação das duplas de armadores, formadas por Pecos e Lessa e Elinho e Alexey, os clubes paulistas trocaram figurinhas na linha dos três pontos, se alternando na liderança do marcador durante os três primeiros minutos da parcial.

 

Dali em diante, o equilíbrio deu lugar ao domínio francano. Com uma defesa agressiva e bem ajustada, que utilizou diversas vezes do recurso das dobras defensivas, os atuais campeões paulistas interceptaram quatro passes, colocando a diferença próxima dos dígitos duplos em saídas rápidas, em situações de superioridade numérica, 48 a 39.

 

JP Batista fez o possível e o impossível para manter o Mogi vivo na partida (Antonio Penedo/Mogi-Helbor) 

 

Na volta para o segundo tempo, o Mogi das Cruzes esboçou uma recuperação. Marcando de maneira mais agressiva, conseguiu neutralizar a troca de passes do arquirrival, ganhando a oportunidade de contra-atacar. Com JP dominante na área pintada e Gruber contribuindo à média distância, os donos da casa reduziram a desvantagem para apenas quatro pontos.

 

Apesar da melhora defensiva, o clube do Alto Tietê seguia refém do trabalho de seus pivôs, sentindo muita falta da contribuição de Shamell e Gui Deodato. Diante da partida discreta dos alas mogianos, Franca intensificou a marcação na área pintada, anulando JP e Gruber e castigando o oponente através dos contragolpes, em grande sequência de Elinho e Lucas Dias, 71 a 53.

 

A larga vantagem construída na reta final do terceiro quarto deu a condição para que Helinho promovesse algumas mudanças na sua equipe no começo do último quarto. Durante a primeira metade da parcial, os bancários francanos conseguiram administrar o resultado, dando a entender que o duelo estava liquidado.

 

Mas a falta de concentração dos visitantes, deu brecha para os donos da casa sonharem com uma reação. Mantendo a seriedade nos minutos finais da partida, o Mogi das Cruzes conseguiu frear um Franca já desinteressado na partida. No entanto, as tomadas de decisões equivocadas na construção ofensiva minaram a remota possibilidade de virada, 85 a 77.

 

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