Botafogo desbanca o Flamengo e força realização do quarto jogo

11/05/2019

O Botafogo está vivo no Novo Basquete Brasil. Mesmo atuando fora de casa, diante de um Tijuca Tênis Clube abarrotado de torcedores rubro-negros, o alvinegro desbancou o Flamengo, por 81 a 77, resultado que força a realização do quarto confronto entre os clubes.

 

Diferentemente dos outros jogos em que a equipe sofreu oscilação na etapa complementar, dessa vez o clube de General Severiano teve mais regularidade ao longo do embate, impondo um ritmo de jogo que lhe foi favorável.

 

Por ter um arsenal ofensivo menos potente que o do Mais Querido, o Fogão tratou de redobrar as atenções na defesa, protegendo bem o miolo defensivo e tirando a saída em velocidade do adversário, que possui atletas extremamente atléticos, como Marquinhos, Jhonatan e Nesbitt.

 

Com a posse de bola, o Botafogo contou com a organização de jogo e agressividade de Cauê Borges, extremamente eficaz nas infiltrações, se aproveitando dos bloqueios bem feitos pelos homens de garrafão da equipe, especialmente Arthur Bernardi.

 

Cauê contribuiu com 21 pontos, 6 rebotes e 5 assistências (Reprodução/LNB) 

 

Além disso, o clube alvinegro teve frieza e personalidade na linha do lance livre, não dando ouvidos a pressão da arquibancada e convertendo arremessos precisos nos minutos finais da partida, quando a proximidade do fim de jogo e também no marcador, aumentou ainda mais a tensão.

 

À efeito de comparação, o Botafogo teve 90,5% de aproveitamento no fundamento, anotando 19 dos 21 lances livres, enquanto os donos da casa não passaram dos 65% de aproveitamento, tendo convertido apenas 26 das 40 oportunidades que teve na linha do lance livre.

 

Com a vitória, os comandados de Léo Figueiró diminuem a desvantagem na série para 2 a 1, ganhando sobrevida na competição, uma vez que força, ao menos, a realização do quarto embate, que será disputado na próxima terça-feira, no Ginásio Oscar Zelaya.

 

O JOGO

 

O início de jogo do Botafogo foi avassalador. Pressionado pela desvantagem na série, o alvinegro imprimiu um forte ritmo defensivo, com rotação bem ajustada para conter o ímpeto rubro-negro. Na contra-ofensiva explorou os bloqueios feitos por Arthur para criar espaços para arremessos de média e longa distância, abrindo nove pontos de frente após boa sequência de Cauê Borges e Ansaloni. 

 

Descontente com o rendimento de sua equipe, Gustavinho modificou praticamente todo o quinteto, mantendo apenas Balbi em quadra. Os bancários, de fato, melhoraram a marcação em cima do trabalho de pick-and-roll adversário, mas não conseguiram consumar a reação por conta da má seleção de arremessos e de alguns desperdícios na linha do lance livre, 19 a 14.

 

No começo do segundo período, Marquinhos tentou compensar a falta de dinamismo ofensivo com o trabalho de pernas, levando ampla vantagem sobre seu marcador (Mogi). Apesar da contribuição do ala da seleção brasileira, o controle da partida seguia nas mãos do Fogão, que colocou a diferença na casa dos dígitos duplos através das tramas envolvendo Cauê Borges e Murilo.

 

O Mais Querido só conseguiu reagir na reta final do primeiro tempo. Com uma formação com dois armadores (Balbi e Davi) e outros dois homens de garrafão, mas que conseguem espaçar a quadra - Olivinha e Varejão - , o rubro-negro encaixou a marcação e teve mais versatilidade no ataque, reduzindo a desvantagem para apenas um ponto após quatro arremessos praticamente consecutivos do perímetro, 40 a 39.

 

Marquinhos esteve longe de seus melhores dias, chamando mais atenção pelos erros e reclamações do que pelos arremessos certeiros (Marcelo Cortes/Flamengo)

 

Na volta para a etapa complementar, os adversários mantiveram a intensidade mas demoraram a encontrar uma maneira de atacar, protagonizando três minutos de muita disputa mas de pouca produção ofensiva. Aos poucos, o Flamengo fez a leitura correta, direcionando as ações para a área pintada, onde Nesbitt e Varejão converteram bolas de segurança que deram o controle de jogo aos mandantes.

 

Nos minutos finais do terceiro período, o Botafogo retomou a agressividade ofensiva, voltando a pontuar em tiros de fora, de Diego e Jamaal. No entanto, os visitantes foram para o último período em desvantagem, uma vez que a equipe da casa manteve a produção ofensiva, saindo em velocidade com Balbi, 60 a 56.

 

O clube de General Severiano não se abateu com a parcial ruim e reequilibrou a partida no início do último quarto. Com uma defesa agressiva, conteve o volume ofensivo dos pivôs adversários, ganhando confiança para atacar. Sob batuta de Cauê Borges, o alvinegro buscou as bolas de segurança, com infiltração de Guga e suporte de Arthur e Maique.

 

Durante determinado momento, os adversários trocaram cestas, se alternando na liderança do marcador. No entanto, os líderes botafoguenses estavam mais concentrados na partida e souberam aproveitar as oportunidades, tanto no perímetro quanto na linha do lance livre, para desbancar o Flamengo, vencendo a partida por 81 a 77.

 

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