Franca e Flamengo decidem o Novo Basquete Brasil nesse sábado

07/06/2019

Chegou o tão aguardado momento. Depois de quatro partidas extremamente equilibradas, com direito a duas vitórias para cada lado, Franca e Flamengo fazem o quinto e decisivo confronto da final do Novo Basquete Brasil, nesse sábado, às 14:30, no Ginásio do Pedrocão, no interior paulista.

 

O duelo será uma espécie de tira-teima, em que os adversários não terão direito ao erro, já que um descuido nessa altura do campeonato pode e deve representar a perda do título nacional, cobiçado pelas duas equipes.

 

Para os paulistas, faturar o caneco do NBB representa conquistar a tríplice coroa, preenchendo, de quebra, uma lacuna na extensa e rica história do clube. Maior campeão nacional com onze conquistas, Franca ainda não conquistou o nacional desde que a Liga Nacional de Basquete passou a chancelar a competição.

 

Os cariocas, por sua vez, são os terceiros maiores vencedores de títulos nacionais, sendo que cinco dos seis títulos foram conquistados após a chancela da LNB. No entanto, o rubro-negro amarga um jejum de dois anos sem sequer chegar a decisão do campeonato, o que gerou uma série de mudanças na comissão técnica e no elenco da equipe.

 

Quando a bola subir, todo esse retrospecto ficará em segundo plano. Isso porque, a história dessa temporada será escrita nos quarenta minutos de partida. E, se tratando de jogo 5, alguns ingredientes ganham ainda mais evidência, se tornando fundamentais para a vitória e consequente, conquista do título nacional.

 

Com Balbi mais participativo, Flamengo tem tido mais organização de jogo nos confrontos anteriores (Marcelo Cortes/Flamengo)

 

Talvez o aspecto mais determinante na partida de amanhã seja o equilíbrio mental. Com elencos bastante parecidos, saber lidar melhor com os momentos adversos dentro da partida, tendo personalidade para recuperar o padrão de jogo rapidamente será decisivo no embate.

 

Nos outros jogos, os times demonstraram força mental de sobra para sair de situações adversas, com destaque para a virada francana no terceiro jogo e a partida segura do Mais Querido no quarto duelo, quando estava contra a parede.

 

Outro fator que vem ditando o rumo da série é a agressividade defensiva. O time que tem conseguido impor um ritmo mais forte na defesa tem conseguido diminui o volume ofensivo do adversário e atuar na transição, onde, naturalmente, a construção de jogo acaba transcorrendo com mais facilidade.

 

Nesse quesito, a equipe de Gustavinho tem levado uma pequena vantagem, já que tem sofrido apenas 73,75 pontos por partida, enquanto o esquadrão de Helinho sofreu 77 tentos por jogo.

 

Um aspecto que passa pela agressividade defensiva e compreende a diminuição no volume de jogo, é o domínio dos rebotes. Em um confronto parelho garantir as sobras, sejam elas de defesa ou de ataque, acaba garantindo que as equipes tenham mais chances de pontuar. Nos confrontos anteriores os cariocas também foram superiores, capturando 41,5 rebotes por jogo, contra 36,25 dos paulistas.

 

Mas não se pode falar de números sem falar dos personagens da partida, começando pelos três principais pontuadores de cada equipe. Antes do começo das finais, David Jackson, Lucas Dias e Cipolini combinavam para 43,5 pontos por jogo, número superior ao do trio do Flamengo, formado por Balbi, Marquinhos e Varejão, responsáveis por 36,1 tentos por partida.

 

Acontece que nas finais, os números praticamente se inverteram, com a trinca rubro-negra somando 41,25 pontos contra 33,25 dos francanos. Essa mudança se deve a dois atenuantes. Bem vigiado por Varejão, Olivinha e até mesmo Mineiro, Cipolini teve uma queda drástica de rendimento. Além disso, o domínio rubro-negro é explicado pela atuação discrepante no último confronto, quando o trio carioca somou 52 pontos contra apenas 27 do rival.

 

Olivinha tem sido o atleta rubro-negro mais eficiente na decisão e Alexey tem roubado a cena no lado francano (Marcelo Cortes/Flamengo)

 

Em desvantagem em todos os aspectos, Franca tem conseguido equilibrar a decisão graças a contribuição dos jogadores do banco de reservas. Impulsionado pelo desempenho de Alexey, que tem média de 12 pontos por partida na decisão, sendo eleito MVP de dois confrontos, os suplentes do time paulista tem média de 27,25 pontos, dez tentos a mais do que os bancários do Mengão, que estão limitados a 17,25 pontos.

 

Resta saber, agora, quem irá se sobressair no embate desse sábado, já que tudo que aconteceu até aqui fica de lado e uma nova e decisiva história será escrita para contar a história do novo campeão do Novo Basquete Brasil.

 

Vale lembrar que o duelo será terá transmissão da Band, Espn, Fox Sports e também do Facebook da Liga Nacional.

 

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