Flamengo domina a partida e conquista o hexacampeonato do NBB

08/06/2019

O Flamengo voltou a fazer a festa dentro do Ginásio do Pedrocão. Assim como já tinha acontecido na final da Copa Super 8, o time rubro-negro não se intimidou com o fato de atuar diante de mais de cinco mil torcedores, venceu o Franca, por 81 a 72, e faturou o hexacampeonato do Novo Basquete Brasil.

 

O título veio para coroar o trabalho exaustivo do técnico Gustavinho. Depois de perder o segundo e o terceiro confronto da série, o comandante reorganizou a defesa do Mengão, neutralizando as principais peças do adversário, sobretudo a trinca formada por David Jackson, Lucas Dias e Alexey, que cresceu de rendimento na decisão.

 

Nesse sábado, não foi diferente. Com um quinteto mais agressivo e com consciência defensiva, o Mengão estancou a produção do adversário, sobretudo no primeiro quarto, quando limitou os mandantes a apenas dez pontos, sendo que seis deles vieram da linha do lance livre.

 

Gustavinho, provou, mais uma vez que sabe extrair o melhor de cada peça do seu elenco (FotoJump/LNB)

 

Dessa maneira, o time ganhou confiança para trabalhar no ataque, onde prevaleceu a frieza e experiência de um elenco acostumado com decisões e sedento por voltar a conquistar o nacional, após duas temporadas em que sequer marcou presença nas finais, sendo surpreendido por equipes com investimentos menores.

 

Multicampeões com a camisa rubro-negra, Marquinhos e Olivinha foram os principais expoentes ofensivos dos visitantes. Mas o clube da Gávea não contou "apenas" com a dupla. Concorrente ao título de MVP da temporada regular, Balbi deu a dinâmica necessária para que a engrenagem funcionasse à pleno vapor.

 

Discretos ao longo da temporada, Deryk Ramos e Nesbitt foram precisos no arremesso de quadra, ajudando a desafogar o ataque do Flamengo, quando os francanos apostaram em dobras defensivas para conter o ímpeto da trinca composta por Balbi, Marquinhos e Olivinha.

 

 

 

Do outro lado, Franca sentiu o peso da decisão. Em tarde de pouca inspiração ofensiva, os donos da casa ficaram restritos à garra dos atletas que tiveram apoio total das arquibancadas, mesmo tendo ficado em desvantagem do início ao final da partida. No entanto, essa sinergia time e torcida foi insuficiente para encarar um adversário qualificado e aplicado.

 

O JOGO

 

Como esperado, o começo da partida ficou marcado pelo nervosismo e consequente baixo aproveitamento das equipes. Mais experiente, o Flamengo rapidamente se encontrou de quadra. Agressivo na defesa e contando com arremessos precisos da linha dos três pontos de sua dupla de pivôs, assumiu o controle das ações logo nos primeiros minutos.

 

Com seus principais atletas bem vigiados pela defesa rubro-negra, o Franca só conseguiu pontuar através da linha do lance livre, com Didi sendo a válvula de escape da equipe. Ainda assim, era muito pouco perante ao trabalho irretocável do adversário. Cadenciando o ritmo de jogo, Balbi colocou Marquinhos em excelente condições para desequilibrar, 24 a 10.

 

No começo do segundo período o ala francano conseguiu criar bons arremessos e capturar rebotes ofensivos importantes. No entanto, a cada boa investida de Didi, havia uma resposta imediata dos visitantes, sobretudo com Mineiro, que veio muito bem do banco de reservas. O duelo entre os adversários foi tão intenso que a arbitragem precisou intervir, punindo ambos com falta técnica.

 

Na jogada seguinte, durante uma disputa de bola no garrafão, o camisa 7 sofreu uma pancada e deixou a quadra imediatamente. Sem seu principal pontuador até o momento, Franca perdeu força ofensiva, se tornando extremamente previsível, o que acarretou em um festival de tocos dados por Mineiro e Nesbitt. Na frente, Davi e Crescenzi converteram dois arremessos, aumentando a vantagem do Mais Querido, 45 a 29.

 

Dominante nos minutos finais, Olivinha foi eleito MVP das finais (FotoJump/LNB)

 

A vantagem rubro-negra, no entanto, desmoronou na volta do intervalo. Com muita intensidade defensiva, os donos da casa neutralizaram o ataque do Flamengo, criando condições de atuar na transição. Com David Jackson puxando o contragolpe e Hettsheimeir dominando as ações na área pintada, Franca diminuiu a diferença para apenas dois pontos.

 

Após o tempo técnico pedido por Gustavinho, o Flamengo se assentou. Apostando em uma formação com dois armadores, composta por Balbi e Davi, os cariocas tiveram mais organização, fugindo das dobras defensivas impostas pelo rival. Distribuindo bem o volume de jogo, o Flamengo voltou a colocar a diferença na casa dos dígitos duplos, 56 a 44.

 

O começo do último quarto ficou marcado pelo equilíbrio. Sob batuta de Balbi e Marquinhos, os visitantes iam controlando a partida, em uma trocação de cestas que favorecia a equipe, já que o tempo ia passando e a vitória se aproximava. Diante da superioridade rubro-negra, Gustavinho deu descanso aos seus titulares.

 

Vendo o título escapar de suas mãos, Helinho mudou todo o time e Cipolini, que não vinha fazendo uma série boa, mudou o panorama da partida. Versátil, emplacou sete pontos consecutivos, colocando fogo no jogo. Imediatamente, Gustavinho recolocou os titulares em quadra. Com boa organização de Balbi e protagonismo de Olivinha, o Mengão deslanchou, consolidando o trabalho de toda a temporada com mais um título, 81 a 72.

 

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