Na abertura do Campeonato Paulista, São Paulo vence o Osasco

01/08/2019

O São Paulo começou a sua trajetória no Campeonato Paulista com vitória. Nessa quarta-feira, dia 31, o time comandado pelo técnico Cláudio Mortari foi até Osasco e derrotou os donos da casa, por 72 a 64.

 

A partida, como era de se esperar, esteve longe de ser um primor técnico. Em seu primeiro jogo oficial da temporada, o tricolor paulista apresentou muitas falhas técnicas e táticas, além de defasagem física.

 

Apesar das dificuldades naturais do início de trabalho, a equipe conseguiu controlar o ritmo da partida e comandou as ações, ficando à frente do marcador do começo ao fim do duelo, não passando grandes sustos.

 

O domínio do Soberano pode ser explicado por um conjunto de fatores. A começar pela superioridade técnica dos seus atletas, que possuem passagens pelos principais clubes do país e pela Seleção Brasileira.

 

Mesmo com inúmeros erros nas tomadas de decisão, Shamell foi o cestinha da partida com 16 pontos (Bruno Ulivieri/Basquete Osasco) 

 

Além disso, os visitantes venceram a briga pelos rebotes (54 a 45), fundamento que permitiu ao time ter mais posses de bola e, consequentemente, maior volume de jogo. Com a bola em mãos, o tricolor teve melhor aproveitamento em todos os setores de quadra, principalmente na linha do lance livre, onde a diferença foi discrepante (77% a 51%). 

 

Dessa maneira, a vitória foi construída de maneira natural e agradou o comandante, que deixou a quadra satisfeito com o triunfo conquistado na estreia do campeonato estadual.

 

"A temporada será muita longa. Começamos a trabalhar praticamente essa semana e ainda perdemos o Kurtz, que não pode atuar hoje. A equipe vai se moldando ao longo da temporada e o mais importante hoje foi a vitória."

 

Quem não deixou a quadra contente foram os donos da casa. Mesmo em um estágio mais avançado de preparação física, o Osasco não conseguiu impor seu ritmo de jogo, tendo poucos contragolpes à seu favor ao longo do embate.

 

Pior do que não ter explorado muito a transição, é ter desperdiçado arremessos livres, sejam eles da linha do lance livre ou do perímetro, em momentos chave da partida, quando a diferença estava em apenas uma posse de bola.

 

Brite teve grande atuação mas não conseguiu evitar a derrota da sua equipe (Bruno Ulivieri/Basquete Osasco) 

 

Ao final da partida, em entrevista para a GCS Sports, Robinho mostrou consciência para reconhecer a grande quantidade de erros de sua equipe.

 

"Começamos muito bem, mas pecamos muito nos lances livres e nas bolas de três pontos. Mas temos confiança em nossos atletas, nossa torcida é presente e eles vão nos dar força para a sequência do Campeonato Paulista."

 

Na próxima rodada os rivais atuarão fora de casa e diante de adversários qualificados. Na sexta-feira, o Osasco vai até a capital paulista encarar o Pinheiros. No sábado é a vez do São Paulo pegar estrada e desafiar o Mogi das Cruzes.

 

O JOGO

 

Desde os primeiros minutos ficou evidente que os times estão longe das condições físicas e técnicas ideais. Até por conta disso, os atletas evitaram muitas trocas de passe e infiltrações, apostando nas bolas de três pontos. Com mais qualidade técnica, o São Paulo assumiu o controle da partida após dois arremessos certeiros de Renan Lenz.

 

A sequência do ala-pivô são paulino obrigou o técnico João Ricardo a parar o jogo. Na volta do tempo técnico, os donos da casa voltaram mais agressivos na defesa, tirando o espaço do principal jogador adversário até o momento. Com isso, o Osasco passou a atuar no contragolpe, tirando proveito da velocidade de Brite e do suporte de Robinho para encostar no placar, 15 a 14.

 

A Coruja seguiu melhor no começo do segundo período. Mantendo a intensidade defensiva, conseguiu neutralizar o ataque tricolor e assumir a liderança da partida nos minutos iniciais da parcial, após bom trabalho defensivo de Robinho e sequência positiva de Igor do outro lado da quadra.

 

Ciente da exibição discreta de sua equipe até o momento, o técnico Mortari resolveu mudar a configuração do time, apostando em uma trinca de armadores formada por Cassiano, Jones e Holloway. Com eles em quadra, o Soberano protegeu melhor seu garrafão das infiltrações do adversário, além de ganhar verticalidade na transição, recuperando a dianteira ao final do primeiro tempo, 31 a 26.

 

Renan distribuiu tocos na defesa e ainda apareceu de maneira segura no ataque (Bruno Ulivieri/Basquete Osasco)

 

Os adversários voltaram mais à vontade na etapa complementar. Com mais tempo de preparação na pré-temporada, o Osasco mostrou mais entrosamento, concluindo duas tramas ofensivas com enterradas de Igor e Lele. Mas a cada investida dos donos da casa, havia uma resposta imediata dos visitantes.

 

Assumindo a articulação tricolor, Shamell conseguiu envolver seus companheiros, colocando-os em ótimas condições para pontuar, especialmente na área pintada. Com arremessos precisos de Georginho, Renan e Jefferson, o São Paulo chegou a abrir onze pontos de vantagem. Nos últimos segundos, Brite encaçapou uma bola da zona morta, diminuindo a diferença, 56 a 48.

 

Com uma margem de segurança no marcador, o técnico Mortari promoveu algumas trocas no time titular. Em um primeiro momento, os suplentes conseguiram administrar a vantagem construída ao longo da partida. Mas, aos poucos, o adversário foi se reencontrando e o duelo ganhou contornos dramáticos.

 

Em um estágio mais avançado de preparação, a Coruja aumentou a intensidade defensiva, pressionando a saída de bola dos visitantes e conseguindo recuperar duas posses de bola, fundamentais para que o Osasco cortasse a diferença para apenas quatro pontos. A reação, no entanto, parou por aí. Com atletas experientes em seu elenco, o São Paulo voltou a pontuar e confirmou a vitória, 72 a 64.

 

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