Paulistano domina Rio Claro e chega a segunda vitória na competição

06/08/2019

O Paulistano chegou a sua segunda vitória no Campeonato Paulista. Em sua primeira partida dentro de casa nessa temporada, o time do Jardim Europa não tomou conhecimento do Rio Claro, derrotando a equipe do interior por 82 a 68.

 

O domínio do CAP foi muito maior do que o placar final. Em um estágio mais avançado de preparação física e com certo entrosamento, fruto da manutenção de alguns jogadores que permaneceram em relação à temporada passada, o time da capital paulista sobrou em quadra, construindo uma vitória tranquila.

 

Mas para confirmar o favoritismo e dominar o adversário, o Paulistano precisou ter uma postura agressiva. Pressionando o adversário desde a saída de bola, conseguiu anular a movimentação ofensiva do adversário que pouco trocou passes, ficando refém de lances individuais de Enzo e Lucious.

 

Enquanto os visitantes penavam para construir suas jogadas, o CAP atuava de maneira leve, explorando a verticalidade de seus atletas em lances de contragolpe. Priorizando o aspecto coletivo, os donos da casa distribuíram 24 assistências, mais do que o dobro de passes certeiros do rival (11).

 

Mesmo em atuação discreta de dois dos seus jogadores titulares, Coleman e Hubner, o time da capital paulista mostrou que possui bons valores no banco de reservas e que os jovens da segunda unidade podem sim modificar o panorama de uma partida. Liderado por Maique e Dikembe, os suplentes do Paulistano anotaram 39 pontos, quinze a mais do que o banco do Rio Claro.

 

Boa movimentação de bola dos armadores criou espaços no garrafão para os pivôs (Willian Oliveira)

 

Ao final da partida, em entrevista para a GCS Sports, o técnico Régis Marrellli valorizou a intensidade dos seus jogadores e minimizou o desfalque que irá sofrer a partir da próxima rodada quando não poderá contar com Ruivo, Beto e Dikembe, convocados para a Seleção Brasileira sub21.


"Não tem jogo fácil, todos os jogos são difíceis. A equipe de Rio Claro é uma boa equipe, marca muito forte, é intensa, mas nosso time fez uma boa partida e está de parabéns. Amanhã perdemos três jogadores, mas a filosofia do Paulistano é usar a garotada e vamos colocá-los para jogar."

Quem não deve ter ficado nem um pouco satisfeito com o rendimento da sua equipe foi o técnico Fernando Penna. Diferentemente da
estreia, quando demonstrou espírito combativo, pressionando o time de Bauru, o Rio Claro não ofereceu nenhuma resistência ao rival.

Desatento, não conseguiu imprimir uma sequência defensiva que compensasse a falta de criatividade e de movimentação do ataque. Dessa maneira, os visitantes sequer ameaçaram os donos da casa, ficando apenas trocando cestas durante grande parte do confronto.

 

Ao final da partida, o comandante minimizou a exibição ruim de sua equipe, creditando o revés à falta de tempo para a realização da pré-temporada, uma vez que o time rioclarense foi uma das últimas equipes a serem montadas para essa temporada.

 

"O Paulistano é um time muito jovem, que está treinando há mais tempo que nós. Precisávamos inibir a moral que eles começariam a partida mas não conseguimos e depois ficamos correndo atrás deles o tempo todo. Foi uma derrota dolorida mas precisamos pensar degrau a degrau."


Na próxima rodada, os dois times terão o mesmo adversário pela frente. Nessa quarta-feira, o Paulistano volta a atuar dentro de casa diante de um adversário que também segue invicto na competição, o São José. Na próxima segunda-feira é a vez do Leão encarar a Águia, em confronto que será disputado no Ginásio Felipe Karam.

 

O JOGO

 

As equipes entraram em quadra em sintonia completamente distintas. Ligado no jogo, o Paulistano pressionou a saída de bola do Rio Claro, recuperando duas posses de bola que culminaram em arremessos precisos de Eddy. Além do ala-armador, Coleman também converteu tiro de três pontos, dando o controle das ações aos mandantes.

 

Nem mesmo as instruções dadas por Fernando Penna no tempo técnico serviram para despertar os visitantes. Embora tenha cuidado melhor da posse de bola, o Leão seguia sem inspiração ofensiva, ficando refém do arsenal de Enzo Ruiz para conseguir pontuar. Atento a essa situação, o CAP intensificou a marcação em cima do argentino e castigou o adversário no contragolpe, em grande sequência de Maique, 25 a 12.

A vantagem dos donos da casa ficou ainda maior no começo do segundo período. Mantendo a postura agressiva na defesa, o clube da capital paulista seguiu anulando as principais peças do oponente, tendo confiança e quadra para atacar. Com velocidade e consciência coletiva, os jovens da segunda unidade do Paulistano capricharam no contragolpe, colocando, pela primeira vez na partida, a diferença na casa dos vinte pontos.

 

Somente nos minutos finais do primeiro tempo que o Rio Claro começou a se encontrar. Com uma formação mais alta, o Leão conseguiu se defender melhor das investidas do rival. Na frente contou com arremessos precisos de Márcio Dornelles e Pastor, assim como infiltrações de Enzo Ruiz, para buscar o empate parcial, 39 a 26.

 

Com 18 pontos, Enzo foi o cestinha do Rio Claro na partida (Willian Oliveira) 

 

O início da etapa complementar ficou marcado pelo equilíbrio. Apesar de adotarem estratégias distintas - o Paulistano trabalhava mais próximo à cesta e o Rio Claro povoava o perímetro -, os adversários obtiveram êxito nas construção e na conclusão das jogadas, movimentando o marcador e protagonizando uma grande troca de cestas.

 

No decorrer da parcial, os donos da casa não apenas tiraram o espaço dos visitantes na linha dos três pontos como também o castigaram justamente por aquele setor. Com mobilidade, Victão espaçou a quadra e emplacou duas bolas consecutivas, recolocando a diferença e vinte pontos. Nos minutos finais da parcial o duelo ficou truncado mas como os rivais tiveram aproveitamento parecido na linha do lance livre, o cenário seguiu o mesmo, 62 a 45.

 

O Paulistano tratou de liquidar o confronto no começo do último quarto. Se beneficiando do vigor físico de seus atletas mais jovens, os mandantes colocaram velocidade na saída para o ataque, convertendo duas bolas de fora, com Ruivo e Beto, e mandando uma enterrada, com Dikembe.

 

Apesar da partida estar decidida há algum tempo, as equipes mantiveram a intensidade nos minutos finais para que os técnicos pudessem fazer observações que devem auxiliar na evolução dos clubes para a sequência do campeonato, 82 a 68.

 

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