Bauru domina Paulistano e assume a vice-liderança do Grupo B

19/08/2019

O Bauru Basket conquistou um resultado importantíssimo nesse domingo. Na briga por uma das duas vagas diretas às quartas de final do Campeonato Paulista, o Dragão venceu o Paulistano, por 67 a 53, ultrapassando o rival e assumindo a segunda colocação do Grupo B.

 

Como tem sido frequente nesse início de temporada, o time do interior paulista teve um ótimo desempenho defensivo. Bem distribuído dentro de quadra e com uma postura agressiva, conseguiu anular os pontos fortes do oponente, baixando a média de pontos do adversário de 84 para apenas 53 pontos.

 

É bem verdade que os visitantes estavam desfalcados de quatro atletas importantes dentro do sistema de jogo de Régis Marrelli (Yago, Ruivo, Beto e Dikembe), mas os jovens que ganharam oportunidade ficaram bem abaixo do que podem oferecer, sobretudo pelo rendimento que tiveram na última rodada, quando a equipe fez grande jogo e foi superado pelo Corinthians apenas na última bola.

 

Ao final da partida, o comandante do CAP reconheceu o impacto que a marcação bauruense teve na queda brusca de rendimento de sua equipe em relação ao último jogo.

"Sabemos da dificuldade que era encarar Bauru. Nós não tínhamos nenhum armador de origem disponível para a partida. Mas temos feitos bons jogos dentro dessa situação e hoje começamos muito mal. Não marcando ninguém e não tendo inteligência para atacar. Méritos totais para o Bauru."

 

Além da segurança defensiva, o Dragão também mostrou evolução na parte ofensiva. Depois de mais de uma semana livre para trabalhar, os jogadores assimilaram melhor as instruções e jogadas propostas por Demétrius, facilitando a construção de jogo bauruense.

 

Orquestrado por Faggiano, Bauru liderou o marcador do início ao final da partida (Victor Lira/Bauru Basket) 

 

Em virtude disso, o clube da Cidade Sem Limites teve o volume de jogo diluído entre diversos jogadores, inclusive os do banco de reservas. Impulsionado pelo arsenal de Wiggins, a segunda unidade contribuiu com vinte e cinco pontos (37% da pontuação total), fundamentais para que a equipe não caísse de rendimento no decorrer do confronto.

 

Por meio da assessoria de imprensa do Dragão, o ala norteamericano falou sobre a emoção de atuar pela primeira vez diante do torcedor bauruense, no Ginásio Panela de Pressão.

 

“Foi muito bom sentir a adrenalina de jogar em casa, perto da torcida. Eles fizeram a diferença e fiquei muito feliz em ver isso. Ainda é o meu segundo jogo com o time e espero evoluir a cada treino e a cada jogo.”

 

A expectativa de Wiggins passa por dois elementos importantes. A começar pela tabela do Campeonato Paulista. Assim como aconteceu nessa semana, o Bauru terá mais uma semana livre para aperfeiçoar o sistema de jogo antes de encarar o São João da Boa Vista, no próximo domingo.

 

Além disso, o time conseguiu protocolar os documentos à tempo e Massey foi inscrito para a disputa do estadual. Embora chegue à Cidade Sem Limites apenas no meio de setembro, o ala-pivô vai reforçar o Dragão na disputa dos playoffs da competição.

 

O JOGO

 

O Bauru Basket dominou completamente as ações no primeiro tempo da partida. Com uma defesa agressiva, os donos da casa se defenderam muito bem, estancando a produção do adversário e se sobressaindo na disputa pelos rebotes, com grande participação da dupla de pivôs, formada por Renato Carbonari e Gabriel Mendes.

 

O equilíbrio defensivo deu condições do Dragão sair no contragolpe. Com velocidade, Faggiano e Crescenzi cruzaram a quadra em poucos segundos, pontuando de costas a costas. No decorrer da parcial, os técnicos foram modificando as equipes. Apesar de não ter o mesmo rendimento dos titulares, os reservas do time bauruense deram conta do recado, mantendo a vantagem após arremessos certeiros de Larry Taylor, 22 a 11.

 

No início do segundo período, a segunda unidade bauruense trocou passes com mais velocidade, o que facilitou a construção ofensiva. Impulsionado pelas bolas de três pontos dos jovens Brito e Emanuel, o time da casa aplicou uma corrida de dez a zero que fez com que a vantagem chegasse aos vinte e dois pontos de diferença.

 

Na tentativa de conter o ímpeto do adversário e voltar para a partida, o Paulistano pressionou a saída de bola dos mandantes. Mesmo com duas recuperações na quadra de ataque, os visitantes desperdiçaram bandejas e até mesmo uma enterrada. Mais atento à essa situação, Faggiano protegeu melhor a posse de bola e guardou mais dois pontos para dar números finais ao primeiro tempo, 38 a 20.

 

Em sua estreia dentro de casa, Wiggins anotou 09 pontos e distribuiu 03 assistências (Victor Lira/Bauru Basket)

 

Os adversários não voltaram bem para o segundo tempo. Demonstrando certa ansiedade para construir e concluir as ações ofensivas, os oponentes abusaram da individualidade, se tornando presa fácil para os sistemas defensivos, em cinco minutos de baixíssima pontuação (03 a 02 para os mandantes).

 

Aos poucos, os times foram retomando a postura coletiva. Movimentando mais a posse de bola, encontraram refúgio em dois jogadores com potencial para desequilibrar as partidas. Fazendo sua estreia no Ginásio Panela de Pressão, Wiggins emplacou três infiltrações consecutivas, levantando o torcedor bauruense. Mas a cada jogada do norteamericano, Guilherme Hubner respondia imediatamente, mantendo o equilíbrio parcial, 51 a 35.

 

O começo do último período não foi tão truncado quanto o anterior, mas também ficou marcado pela superioridade das defesas perante os ataques. Escorado muito mais no espírito de luta do que propriamente na técnica, o CAP conseguiu capturar rebotes ofensivos e chegou a reduzir a desvantagem para apenas dez pontos, a um minuto do final do confronto.

 

Embora a vitória estivesse encaminhada, Demétrius sabia que tinha muito mais coisas em jogo. De olho em um eventual empate ao final da fase de classificação, o técnico colocou em quadra o que tinha de melhor. Com boa leitura de jogo, os titulares do Dragão desafogaram o ataque, fazendo com que a equipe vencesse a partida com uma diferença mais significativa, 67 a 53.

 

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