Bauru sofre mas vence o Rio Claro e retoma o caminho das vitórias

28/08/2019

Depois de ser surpreendido pela equipe do São João da Boa Vista na última rodada, o Bauru Basket contou com o apoio de sua torcida para vencer a equipe do Rio Claro, por 71 a 70, retomando o caminho das vitórias.

 

Mas a vitória poderia ter vindo de maneira mais tranquila. Disposto a apagar a má imagem deixada diante dos são-joanistas, o Dragão entrou com outra postura em quadra.

 

Agressivo na defesa, o clube da Capital Sem Limites conseguiu anular a movimentação ofensiva do adversário e construir seu jogo de maneira fluida, com grande atuação da dupla de armadores.

 

Grande destaque da equipe nesse início de temporada, Faggiano, mais uma vez, orquestrou o time bauruense, distribuindo assistências e aparecendo como desafogo ofensivo quando havia dobras defensivas em cima de seus companheiros.

 

Argentino tem sido o dono da bola no Dragão (Victor Lira/Bauru Basket) 

 

Além dele, Larry Taylor também deu o ar da graça, rasgando a defesa rio-clarense com cortes secos e fazendo jus ao apelido de Alienígena. A sintonia da dupla, responsável por 32 pontos, fez com que os donos da casa dominassem o confronto quase por completo.

 

Em um momento de desconcentração, o Bauru diminuiu a intensidade e o resultado quase ficou comprometido, para desespero do técnico Demétrius Ferracciú.

 

"É um resultado positivo, mas não podemos jogar um excelente basquete, por trinta e oito minutos, e colocar quase tudo a perder em um minuto de jogo. Temos de ter mais atenção. É inaceitável cometer os erros que cometemos hoje."

 

O descontentamento do comandante tem fundamento. Ainda que o relaxamento não tenha custado a derrota, faz com que o Leão leve vantagem sobre o Dragão em um eventual empate, já que no primeiro turno superou os bauruenses por quatro pontos de diferença (68 a 64).

 

É justamente nesse ponto que o ala Enzo Ruiz se apega para minimizar a irregularidade do Rio Claro na derrota para o Bauru. O argentino também aproveitou para comentar sobre o sentimento que nutre pela Cidade Sem Limites e a expectativa de dias melhores para a equipe rioclarense.

"É muito bom voltar, eu tenho amigos aqui e é uma cidade que eu gosto muito. Erramos muito no começo da partida mas melhoramos bastante o posicionamento defensivo no segundo tempo e acho que, se começarmos os jogos desse jeito, vamos conquistar mais vitórias."

 

Na próxima rodada os times tem compromissos importantes. No domingo, o Dragão recebe a equipe do Corinthians em um duelo que é visto como a última cartada bauruense para garantir uma vaga antecipada às quartas de final. No dia seguinte, o Leão recebe o São João para se manter na cola do Bauru Basket.

 

O JOGO

 

O Bauru Basket dominou completamente os primeiros minutos da partida. Com uma postura agressiva, os donos da casa anularam a movimentação ofensiva do rival e dominaram a disputa pelos rebotes defensivos. Dessa maneira, teve condições de atuar na transição, abrindo logo, de cara, dez pontos de vantagem, em arremessos de três pontos de Crescenzi, Renato e Faggiano.

 

O Rio Claro só acordou após o tempo técnico pedido por Fernando Penna. Até então estático, os visitantes exploraram melhor os bloqueios realizados por Ansaloni para que Lucious, Tatum e Enzo convertessem arremessos da zona morta. Apesar das bolas certeiras dos gringos, o Dragão fechou a parcial em vantagem, após arremessos cirúrgicos de Samuel e Renato, 24 a 18.

 

Por conta do desempenho avassalador das equipes na linha dos três pontos, as defesas adiantaram a marcação, contendo o espaço dos atiradores. Conscientes disso, os oponentes modificaram a maneira de atacar, trabalhando mais próximos da cesta, com destaque para as infiltrações de Larry e Enzo Ruiz, em cinco minutos de muito equilíbrio.

 

No decorrer da parcial, os times caíram de rendimento e o placar permaneceu inalterado por alguns minutos, até Faggiano começar o seu show particular. Com Brito e Samuel ao seu lado, o armador teve liberdade para atacar, emplacando duas bolas consecutivas do perímetro para recolocar a diferença na casa dos dígitos duplos, 41 a 31.

 

Com 17 pontos, Renato teve sua melhor atuação com a camisa bauruense (Victor Lira/Bauru Basket)

 

Na volta dos vestiários, os times até movimentaram melhor a posse de bola, envolvendo todos os jogadores em quadra, mas a pontaria das equipes não estava calibrada, o que explica o placar de cinco a cinco na metade da parcial.

 

Aos poucos, o Bauru conseguiu se reencontrar. Bem posicionado, Larry e Wiggins capturaram rebotes defensivos importantes para o time sair em velocidade. Em superioridade numérica, os mandantes rodaram a bola com inteligência, explorando a individualidade dos estrangeiros e o trabalho de pernas de Renato, 57 a 41.

 

No último quarto, o Rio Claro veio para o tudo o nada. Apostando todas suas fichas na dupla de norteamericanos e no trabalho interno de Ansaloni, o Leão emplacou uma boa sequência ofensiva e cortou a diferença para apenas nove pontos, a quatro minutos do final da partida.

 

O crescimento de produção dos visitantes deveria ascender o sinal de alerta no time da casa, mas não foi isso que aconteceu. Visivelmente nervoso, precipitou muitos arremessos longos para alegria do oponente. De ponto em ponto, o Rio Claro encostou no marcador e só não consumou a virada porque o tempo se esgotou, 71 a 70.

 

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