Bauru domina o Corinthians e assume a vice-liderança do Grupo B

02/09/2019

O clima chuvoso que tomou conta da Cidade Sem Limites nesse domingo pode ter afastado alguns torcedores do Ginásio Panela de Pressão. Quem trocou o basquete pelo conforto de sua casa ou uma sessão de cinema perdeu uma das melhores partidas do Campeonato Paulista.

 

Com jogadores experientes e qualificados nos dois lados da quadra, Bauru e Corinthians proporcionaram um verdadeiro espetáculo, decidido apenas na etapa complementar, quando o time da casa foi superior ao alvinegro.

 

A superioridade bauruense foi reflexo de mais uma atuação de gala de Faggiano. Com controle total da posse de bola, o argentino rasgou a defesa adversária e deixou seus companheiros em ótimas condições de pontuar, sobretudo no perímetro.

 

Liderado pelos arremessos certeiros de Crescenzi, que converteu cinco das sete tentativas pelo setor, o Dragão protagonizou uma chuva de bola de três pontos. O time mandante terminou a partida com 56% de aproveitamento nos tiros de fora (13/23).

 

Com o elenco praticamente inteiro à disposição, Crescenzi ganhou liberdade para concluir as jogadas e tem correspondido às expectativas (Victor Lira/Bauru Basket) 

 

Ao final do confronto, o ala norte-americano naturalizado brasileiro creditou o desempenho individual à atuação consistente de toda a equipe.

 

"Tem dias que a bola entra e o jogo acaba ficando mais fácil, os cortes acontecem com mais naturalidade. Era um jogo muito importante para nós. Estamos disputando o primeiro lugar com o Corinthians e dá um ânimo ver a evolução da equipe. Perdemos para o São João mas mostramos que estamos no caminho certo."

 

Além de Crescenzi, Nick Wiggins e Renato Carbonari também tiveram atuação positiva, ajudando na distribuição do volume de jogo dos donos da casa. Juntos, a trinca anotou 59 dos 84 pontos do Bauru na partida.

 

Só que não foi apenas no ataque que o time da casa se destacou. Com bom posicionamento e muita entrega, os jogadores do Dragão sufocaram o rival, não dando espaços para o oponente pensar.

 

Ainda assim, o Timão encontrou uma maneira de atacar. Com os laterais bem vigiados pela defesa bauruense, os visitantes apostaram no vigor físico dos seus pivôs. Durante praticamente todo o duelo, o clube da capital paulista manteve dois jogadores de garrafão.

 

Por mais que Renato Carbonari tenha se desdobrado para proteger a área pintada, Nesbitt e Teichmann conseguiram causar certo estrago ofensivo. Ainda assim, foi insuficiente para acompanhar o rendimento do Bauru ao longo do confronto, como destacou Fuller ao final da partida.

 

"A nossa bola não estava caindo mas eles jogaram muito bem. Temos de dar parabéns para eles por isso. Agora precisamos ganhar o último jogo contra Rio Claro. Para nós é um duelo de mata-mata, porque queremos ficar com a primeira colocação."

 

Fuller começou a partida do banco de reservas mas assim que deixou o banco de reservas mostrou que a escolha do comandante alvinegro foi equivocada (Victor Lira/Bauru Basket)

 

Com a vitória diante de sua torcida, o time bauruense ultrapassou o Paulistano e entrou na zona de classificação direta às quartas de final. Como depende apenas de suas forças para se manter na zona de classificação, o Dragão encara os dois próximos jogos como finais de campeonato. Na terça-feira, o time recebe o São José e na última rodada encara o Paulistano, em um confronto direto pela vaga.

 

Apesar de não perder a liderança da competição, o Corinthians liga o sinal de alerta. Com as duas derrotas sofridas nos últimos três jogos, o time perdeu a gordura que tinha na tabela de classificação e viu os rivais se aproximarem. Na última rodada, o Timão recebe o Rio Claro e, para não depender de outros resultados, precisa superar o time do interior paulista.

 

O JOGO

 

As equipes começaram a partida abrindo a caixinha de ferramentas. Com boa leitura de jogo e categoria de sobra, Lucas Faggiano e Ricardo Fischer orquestraram o ataque de suas equipes com muita maestria. Se beneficiando das assistências cirúrgicas dos armadores, Renato e Nesbitt protagonizaram um duelo acirrado no garrafão.

 

Aos poucos, as defesas intensificaram a marcação em cima dos pivôs, o que acabou dando espaço para outros nomes brilharem. Apesar de Tracy Robinson demonstrar boa pontaria nos arremessos de média e longa distância, Crescenzi teve mais regularidade no fundamento e o Bauru Basket fechou o primeiro quarto na frente, 23 a 20.

 

Por conta da alta intensidade aplicada no período inicial, os comandantes deram descanso aos titulares e colocaram em quadra uma formação repleta de reservas. Com atletas mais experientes e com mais ritmo de jogo, a segunda unidade alvinegra foi ligeiramente superior à bauruense, chegando a virada após bolas de segurança de Teichamnn.

 

Mas o Timão não sustentou a liderança por muito tempo. Com os titulares de volta, o Dragão retomou o padrão de jogo, se defendendo melhor das jogadas de pick-and-roll do adversário. Na frente, contou com grande sequência de Wiggins e o arremesso certeiro de Crescenzi, no estouro do cronômetro, para retomar a dianteira, 44 a 41.

 

Em sua estreia pelo Dragão, Massey atuou por oito minutos e anotou cinco pontos (Victor Lira/Bauru Basket)

 

Os donos da casa seguiram melhores na volta dos vestiários. Bem posicionados, conseguiram garantir rebotes defensivos e sair no contragolpe. Na transição, apresentou boa variação ofensiva, pontuando com Faggiano, Crescenzi e Wiggins para colocar, pela primeira vez na partida, a diferença acima dos dez pontos.

 

A sequência abalou a equipe do Corinthians. Mesmo depois do tempo técnico, o clube visitante seguiu dando espaços ao rival, que aproveitou para aumentar a diferença em dois lances individuais de Renato. Com uma infiltração letal e um arremesso preciso de três pontos, o pivô ajudou o time bauruense a desgarrar no marcador, 70 a 55.

 

Os dois minutos regulamentares que separam os quartos, no caso do terceiro para o quarto período, fez bem ao Timão. Pressionando a saída de bola, os visitantes conseguiram dificultar a criação de jogadas do Dragão. Com a melhora defensiva, ganhou confiança para trabalhar no ataque, direcionando as ações para Fuller.

 

Apesar do Camisa 2 ter crescido de rendimento, os visitantes não conseguiram chegar à virada. Demonstrando ter aprendido com os erros cometidos em partidas anteriores, os donos da casa trabalharam com o relógio à seu favor, confirmando o resultado positivo sem maiores sustos, 84 a 77.

 

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