Brasil estreia com vitória na Copa do Mundo de Basquete

01/09/2019

O Brasil penou mas estreou na Copa do Mundo com o pé direito. Depois de um primeiro tempo difícil, a Seleção Brasileira acertou o posicionamento defensivo e bateu a Nova Zelândia, por 102 a 94. 

 

A mudança no panorama da partida se deu pela intensidade aplicada no inicio da etapa complementar. Apostando em uma trinca formada por Rafa Luz, Alex e Leandrinho, o Brasil teve mais velocidade na recomposição e conseguiu conter o ímpeto ofensivo do adversário, que vinha castigando a Seleção Brasileira nas bolas de três pontos.

Os neozelandeses haviam anotado dez arremessos do perímetro em vinte e três tentativas na primeira etapa e converteram apenas mais dois tiros em todo o segundo tempo, tendo uma queda drástica de rendimento (43% para 33%).

 

Além de ajudaram na defesa, o trio também contribuiu de maneira efetiva no ataque. Com experiência de sobra, os jogadores tiveram discernimento para compreender o momento exato de partir para as infiltrações ou arremessos de longa distância, contabilizando 51 pontos, exatamente metade de toda a produção ofensiva do Brasil na partida.

 

 

 

Quem também apareceu de maneira cirúrgica no ataque foi o ala Marquinhos. Sem o mesmo brilho dos outros jogadores, mas com precisão ímpar nas tomadas de decisão, o jogador do Flamengo contribuiu com 12 pontos, ajudando na distribuição ofensiva da equipe, que contou com 64 pontos vindos do banco de reservas.

 

O desempenho positivo dos bancários compensou a partida discreta de peças importantes do sistema de jogo de Petrovic. Principais expoentes ofensivos da Seleção Brasileira já há algum tempo, Huertas e Anderson Varejão ficaram encaixotados na defesa adversária, extremamente efetiva nas trocas defensivas e na proteção do garrafão.

 

Rendimento individual à parte, a vitória foi fundamental para as pretensões do Brasil na Copa do Mundo. Isso porque na próxima terça-feira, às 09:00, a Seleção Brasileira encara a Grécia, uma das favoritas ao título da competição.

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O JOGO

 

A Seleção Brasileira se comportou muito bem nos primeiros minutos de partida. Com Huertas no comando das jogadas, o Brasil conseguiu envolver a defesa da Nova Zelândia, abrindo espaços para o trabalho interno de Anderson Varejão e arremessos de média distância de Rafa Luz, que correspondeu às expectativas de Petrovic, funcionando como um desafogo ofensivo.

 

Apesar de cuidar da posse de bola e ter o controle da partida, a Seleção Brasileira não conseguiu deslanchar no marcador. Isso porque, o time não ofereceu resistência na briga pelos rebotes ofensivos. Aproveitando a velocidade de Tai Webster e Shea Ili, os All Black responderam imediatamente, mantendo-se na cola do Brasil, 21 a 20.

 

No começo do segundo período, a Nova Zelândia tomou conta do jogo. Agressiva na defesa, conseguiu anular a movimentação brasileira e sair em transição. Em superioridade numérica, rodou a bola até encontrar um companheiro melhor posicionado, em uma chuva de bola de três pontos de Corey Webster, Smith-Milner e Rusbatch.

 

Na tentativa de conter o arsenal ofensivo do adversario, Petrovic modificou o posicionamento defensivo e parou o jogo por duas vezes. Embora as medidas não tenham surtido o efeito esperado, o Brasil conseguiu se recuperar, empatando a partida em jogadas individuais de Leandrinho e pontos de segunda chance anotados por Felício, 50 a 50.

 

Seleção Brasileira incorporou o espírito do Brabo e comandou a partida a partir do terceiro quarto (FIBA)

 

Na volta do intervalo, as duas equipes apresentaram dificuldades de articular as jogadas, o que deixou o placar inalterado nos dois primeiros minutos da parcial. Apesar do oponente se encontrar primeiro e anotar seis pontos consecutivos, a Seleção Brasileira não se desestabilizou e protagonizou uma grande reviravolta. 

 

Em quadra pela primeira vez nesse Mundial, Alex melhorou o posicionamento defensivo do Brasil, tirando os espaços da Nova Zelândia na linha dos três pontos. Com a defesa bem protegida, o time teve condições de trabalhar do outro lado da quadra. Aproveitando a verticalidade do Brabo e de Rafa Luz na transição e os arremessos certeiros de Marquinhos no trabalho de cinco contra cinco, a Seleção Brasileira fechou o terceiro quarto com larga vantagem no marcador, 78 a 62.

 

Sem outra alternativa, os All Black trataram de acelerar o ritmo de jogo no último quarto. Com cortes secos e busca pelas cestas fáceis, Shea Ili rasgou a defesa brasileira, convertendo bandejas e servindo Fotu. Em um primeiro momento, a Seleção Brasileira conseguiu responder, mantendo uma diferença segura no marcador devido aos pontos anotados por Leandrinho.

 

No entanto, a situação ficou delicada no final da partida. Com pouca troca de passes no ataque, o Brasil se tornou previsível, facilitando o trabalho defensivo da Nova Zelândia. Enquanto isso, o time neozelandês voltou a converter bolas de fora, com o o pivô Rob Loe, cortando a desvantagem para apenas seis pontos. No entanto, a reação do adversário parou por aí. Com tranquilidade, Leandrinho e Didi converteram seus lances livres, sacramentando a vitória brasileira, 102 a 94.

 

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