Brasil desbanca a Grécia e está na segunda fase da Copa do Mundo

03/09/2019

O Brasil transformou o impossível em realidade. Há cerca de seis meses, quando foi realizado o sorteio dos grupos da Copa do Mundo de Basquete, todos os brasileiros, sem nenhuma exceção, ficaram extremamente preocupados com o chaveamento da Seleção Brasileira.

 

A equipe, que àquela altura ainda buscava a sua própria identidade, teria pela frente a Grécia. Além de contar com Giannis Antetokoumpo, o MVP da última temporada da NBA, os gregos possuem um elenco fortíssimo, recheado de bons jogadores e que possuem vasta experiência em competições internacionais.

 

Diante desse cenário, muito falaram, inclusive nós mesmos, da necessidade de buscar a classificação contra a Nova Zelândia e Montenegro, oponentes mais palpáveis. Mas o Brasil não se deu por vencido e contrariou todas as previsões, garantindo a classificação antecipada com uma vitória surpreendente sobre os gregos (79 a 78).

 

O triunfo foi consequência de uma estratégia bem planejada por Petrovic e seguida à risca por seus comandados. Com muita disciplina e organização tática, a Seleção Brasileira congestionou o garrafão, tirando volume ofensivo de Antetokoumpo. Vigiado de perto por Bruno Caboclo e Anderson Varejão, o ala-pivô do Milwaukee anotou apenas 13 pontos.

 

Trabalho defensivo em cima do astro grego foi determinante para o triunfo (FIBA) 

 

As constantes dobras sobre o jogador adversário, é claro, abriu espaços para outros atletas. Com certa liberdade no perímetro, Calathes e Printezis brilharam, fazendo com que a Grécia comandasse o ritmo de jogo no primeiro tempo.

 

Mas o domínio grego deu lugar a supremacia brasileira na etapa complementar. Com Antetokoumpo pendurado ainda no terceiro quarto, o Brasil não precisou se preocupar tanto com o volume interno, subindo a linha de marcação. Com vigor físico e bom posicionamento, Rafa Luz e Alex Garcia anularam a troca de passes do rival.

 

Na frente, a dupla soube explorar os bloqueios feitos por Anderson Varejão para trabalhar de maneira segura, em jogadas de pick-and-roll. Além de machucar a defesa adversária com seu já conhecido trabalho de pernas, Varejão ainda abriu espaços para que Marquinhos aparecesse livre na linha dos três pontos.

 

Com essa combinação de fatores, a Seleção Brasileira imprimiu sonoros 26 a 13 na parcial, não apenas virando a partida, como também assumindo o controle de jogo. No último período, o time canarinho manteve a compostura até os minutos finais da partida. Por mais que Rafa Luz e Didi tenha cometido erros bobos e o desempenho nos lances livres tenha deixado a desejar, teve forças para confirmar a vitória.

 

Apesar de já estar classificado, o Brasil sabe da importância do duelo da próxima quinta-feira, às 05:00, contra Montenegro. Como os resultados são carregados na próxima fase e a equipe provavelmente vai encarar o Estados Unidos, é imprescindível conquistar mais uma vitória diante dos montenegrinos para seguir com chances de avançar às quartas de final do torneio.

 

O JOGO

 

A Seleção Brasileira entrou em quadra com uma formação defensiva e a escolha de Petrovic, ao menos nos primeiros minutos, se mostrou eficiente. Com Varejão e Caboclo plantados no garrafão e Alex preenchendo a segunda linha defensiva, o Brasil conseguiu congestionar a área pintada, contendo o ímpeto ofensivo de Antetokoumpo.

 

Com a defesa bem estabelecida, a equipe brasileira passou a se preocupar com o ataque. Titular absoluto do time canarinho, Huertas deixou o banco de reservas para desafogar a produção ofensiva, colocando Varejão em ótimas condições de pontuar. Apesar da boa atuação parcial, a Grécia fechou o primeiro período em vantagem, após arremessos certeiros de Papanikolao e Printezis, 19 a 15.

O começo do segundo quarto foi animador para o Brasil. Com dois trabalhos defensivos limpos, a Seleção Brasileira anulou a movimentação grega e saiu em velocidade, chegando ao empate, em infiltrações letais de Leandrinho e de Didi. Mas o momento positivo da Seleção Brasileira parou por aí.

Com dificuldade para sair dos bloqueios realizados pelos pivôs adversários, os comandados de Petrovic viram a Grécia abrir dezessete pontos em um piscar de olhos, com grande contribuição de Calathes e Printezis, mortais no perímetro. Nos minutos finais do primeiro tempo, o Brasil teve mais tranquilidade para trabalhar no cinco contra cinco e conseguiu diminuir o prejuízo parcial, em arremessos cirúrgicos de Marquinhos, 40 a 30.

 

Com 22 pontos, Varejão foi o cestinha da partida (FIBA) 

 

Assim como aconteceu no período anterior e já tinha acontecido conta a Nova Zelândia, na estreia da competição, a Seleção Brasileira voltou muito bem do intervalo. Com uma formação composta por Rafa Luz, Alex, Marquinhos, Caboclo e Varejão, o Brasil apresentou uma defesa agressiva e teve organização no ataque, dominando completamente os gregos e consumando a virada.

 

Nem mesmo tempo pedido por Thanasis Skourtopoulos, técnico da Seleção Grega, devolveu o controle emocional e a organização à sua equipe. Com muita personalidade, a equipe brasileira seguiu controlando o adversário, com uma defesa intensa, que fez com que o time canarinho fosse para o último quarto vencendo por 56 a 53.
 

O começo do último período ficou marcado pelo equilíbrio. Com Antetokoumpo de volta à quadra, a Grécia melhorou não apenas a proteção na área pintada como também teve mais velocidade para sair na transição, onde Sloukas apareceu como desafogo ofensivo. Apesar da melhora do oponente, o Brasil manteve a liderança em bolas de segurança de Varejão e Leandrinho.

Com a proximidade do final da partida, a Seleção Brasileira tinha como principal objetivo manter o padrão defensivo, contendo o ímpeto ofensivo do rival, que veio para o tudo ou nada. Apesar de Rafa Luz e Didi terem cometidos erros infantis, que quase colocaram tudo a perder, Caboclo e Felício evitaram duas cestas praticamente certas do rival, confirmando a vitória brasileira, 79 a 78.

 

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