Brasil perde para os Estados Unidos e dá adeus à Copa do Mundo

09/09/2019

Errar custa caro. Por conta de um tropeço inesperado diante da República Tcheca, a Seleção Brasileira perdeu a margem de segurança que tinha adquirido na primeira fase e entrou em quadra precisando, a todo custo, de uma vitória sobre os Estados Unidos.

 

Por mais que Lebron, Curry, Durant e companhia tenha pedido dispensa da Copa do Mundo, os norte-americanos contam com jogadores extremamente qualificados, o que exige dos oponentes, um nível altíssimo de concentração e combatividade.

 

A missão, era um pouco parecida, com que os canarinhos já tinham vivenciado diante da Grécia. Mas se naquela ocasião, tudo fluiu à pleno vapor, dessa vez, as coisas foram bem diferentes.

 

No início do embate, a seleção se comportou muito bem. Com cadência na construção de jogo e equilíbrio na briga pelos rebotes, foi efetiva no ataque e conseguiu conter o jogo de transição do adversário, fazendo um grande primeiro quarto.

 

Mas o destempero do técnico Aleksandar Petrovic colocou tudo a perder. No início do segundo período, o comandante, que já havia sido penalizado com uma falta técnica, se revoltou com uma marcação da arbitragem, invadiu a quadra e foi, merecidamente, excluído da partida.

 

Na ausência do croata, César Guidetti assumiu o comando da equipe. Por mais que o técnico do Pinheiros tenha tentado passar tranquilidade à equipe, os jogadores se abalaram com a exclusão de Petrovic e foram caindo de rendimento.

 

Sem o mesmo nível de concentração, o Brasil começou a deixar espaços em sua defesa, facilitando as infiltrações de Kemba Walker, Khris Middleton e o trabalho de pernas de Myles Turner.

 

 Armador do Charlotte foi o motorzinho da seleção norte-americana (FIBA)

 

Na frente, o time não apresentou o mesmo repertório ofensivo de outras partidas, ficando refém das jogadas de pick-and-roll de Huertas e dos arremessos de longa distância de Benite, o único a ter desempenho seguro nas bolas de três.

 

Com a dupla recebendo atenção especial da defesa norte-americana, a Seleção Brasileira não apresentou outra alternativa ofensiva e acabou dominada pelos Estados Unidos na etapa complementar (46 a 34), se despedindo do Mundial de maneira melancólica.

 

Como os norte-americanos ficaram com a liderança do Grupo e a Argentina já havia carimbado sua classificação às quartas de final na sexta-feira, o Brasil terá de disputar o Pré-Olímpico para brigar por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

 

O JOGO

 

O Brasil entrou em quadra com uma configuração diferente. Com mais experiência e controle da posse de bola, Huertas assumiu a armação da Seleção Brasileira. Consciente, explorou os bloqueios realizados por Felício, em jogadas de pick-and-roll, para romper a defesa norte-americana e pontuar em arremessos de média distância.

 

Aos poucos, os Estados Unidos foram encaixando a marcação em cima do armador, estancando a produção do time brasileiro e saindo no contragolpe. Em velocidade, contou com a visão apurada de Kemba Walker e a mão quente de Myles Turner na cabeça do garrafão para abrir uma pequena vantagem ao final do primeiro quarto, 21 a 18.

 

Por conta da alta intensidade da partida, os técnicos modificaram bastante as equipes no começo do segundo período. E os reservas da Seleção Brasileira se comportaram melhor nos primeiros minutos da parcial. Mantendo a organização defensiva e agredindo um pouco mais na frente, conseguiu, por duas vezes, beliscar o empate, em bolas de segurança de Varejão.

 

Mas quando tudo parecia caminhar para que o time chegasse à virada, Petrovic se descontrolou, invadiu a quadra para reclamar de uma falta e acabou excluído da partida. A exclusão do treinador mexeu com a confiança da equipe. Em três lances muito parecidos, o Brasil cometeu erros de passe e foi castigado pelo oponente. O prejuízo brasileiro só não foi maior, porque Benite encaçapou três bolas do perímetro, mantendo a seleção na cola do rival, 43 a 39.

 

Benite bem que tentou devolver a confiança à equipe, mas ficou sobrecarregado e não pode evitar a eliminação brasileira (FIBA)

 

Com baixo aproveitamento na linha dos três pontos, os times voltaram para o segundo tempo prezando pelas bolas de segurança. Após alguns minutos de equilíbrio, com direito a um confronto particular entre Turner e Varejão, os Estados Unidos se sobressaíram. Imprimindo mais velocidade na troca de passes e aplicando cortes secos em cima da marcação, Kemba Walker e Khris Middleton romperam a defesa brasileira.

 

Na tentativa de conter o volume ofensivo da dupla, que vinha emplacando uma infiltração atrás da outra, o Brasil começou a parar o jogo com falta. Mas como estourou o limite coletivo ainda muito cedo, colocou o adversário na linha do lance livre. De ponto em ponto, os norte-americanos desgarram no marcador, fechando o terceiro quarto com onze pontos de vantagem, 67 a 56.

 

Qualquer tentativa de reação da Seleção Brasileira foi aniquilada com o péssimo início de último quarto. Aproveitando a avenida instaurada na defesa brasileira, Jaylen Brown deu um show à parte. Agressivo no duelo de um contra um, emplacou duas enterradas e ainda deixou Harris e Kemba Walker numa boa para os Estados Unidos abrirem vinte e um pontos de diferença.

 

Dali em diante, os norte-americanos não tiveram a menor dificuldade para administrar o resultado. Mantendo a intensidade na defesa e atuando com o relógio a seu favor, confirmaram a vitória por 89 a 73.

 

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