De virada, Franca elimina São Paulo e avança à final do Paulista

30/09/2019

O Franca é a primeira equipe classificada para a final do Campeonato Paulista de 2019. Nesse domingo, o time francano voltou a superar o São Paulo, agora dentro de casa e pelo placar de 92 a 88, fechando a série em 2 a 0.

 

Apesar da classificação ter vindo de maneira antecipada, ainda no segundo confronto entre as equipes, Franca teve sérias dificuldades ao longo da partida. Isso porque a equipe entrou em quadra de maneira relaxada, sem a mesma intensidade de outras exibições.

 

Em função disso, acabou sendo atropelado São Paulo no primeiro tempo. Apostando em uma defesa por zona, o tricolor paulista não teve a menor dificuldade para neutralizar os donos da casa e castigá-los no contragolpe, com direito a uma chuva de bola de três pontos.

 

Contando com a mão precisa de Jefferson William, Shamell e Renan Lenz no perímetro, além do suporte de Jones e Kurtz nas bolas de segurança, o time da capital paulista chegou a abrir vinte e seis pontos de diferença no decorrer do segundo quarto, para desespero da torcida local, que observa tudo isso de maneira incrédula.

 

A larga vantagem construída nos dois primeiros períodos, somada ao equilíbrio na terceira parcial, dava a impressão de que os visitantes venceriam a partida, empatando a série e forçando a realização do terceiro e decisivo confronto, previamente agendado para essa segunda-feira.

 

Mas não foi isso que aconteceu. Com uma defesa mais agressiva, Franca conseguiu anular a troca de passes do rival, forçando-o a atuar no improviso e queimar alguns arremessos quase no estouro do cronômetro. 

 

A compactação defensiva reascendeu a torcida e deu confiança para a equipe trabalhar na frente. Com paciência para selecionar os melhores arremessos, os donos da casa exploraram o vigor físico de Hettsheimeir na área pintada e o crescimento de produção de Jimmy para buscar uma virada heroica.

 

Jimmy entrou no lugar de Schattmann e desafogou o ataque francano (Reprodução/Franca Basquete)

 

Enquanto aguarda a definição do seu adversário na decisão, o time francano deixa de lado o Campeonato Paulista e foca as atenções na disputa do amistoso contra a equipe do Brooklyn Nets, marcado para a próxima sexta-feira, pela pré-temporada da NBA. 

 

Já o São Paulo terá quinze dias para refletir sobre o que funcionou nesse início de temporada e buscar alternativas para repor a perda de Holloway, de molho por cerca de quatro meses, de modo que entre no Novo Basquete Brasil com um elenco mais equilibrado.

 

O JOGO

 

O São Paulo dominou completamente o primeiro quarto. Apostando em uma defesa por zona, o time visitante conteve a movimentação dos donos da casa, ganhando a opção de sair no contragolpe. Com liberdade, Jefferson, Shamell e companhia converteram sete arremessos praticamente consecutivos de três pontos, abrindo 24 a 08 logo nos primeiros minutos de partida.

 

Após o tempo técnico solicitado por Helinho Garcia, Franca imprimiu mais velocidade na troca de passes, encontrando espaços e convertendo arremessos da zona morta, com David Jackson e Schatmann. No entanto, os donos da casa seguiram dispersos na defesa, especialmente na área pintada, por onde Jefferson e Cassiano converteram bandejas simples para manter a vantagem no placar, 37 a 19.

 

O panorama do jogo não se alterou no começo do segundo período. Por mais que a equipe francana tenha convertido os três primeiros ataques da parcial, não apresentava consciência ofensiva e muito menos compactação defensiva. Com baixa intensidade, viu o adversário abrir vinte e seis pontos de frente após rebotes ofensivos de Georginho e Cassiano, além do belo trabalho de Kurtz em ações de pick-and-roll.

Nos minutos finais do primeiro tempo, os donos da casa mudaram a postura. Pressionando a saída de bola do rival, Franca conseguiu tirar o São Paulo de sua zona de conforto e sustentar uma pequena, mas importante, sequência defensiva. Ainda que tenha precipitado alguns arremessos longos na contra-ofensiva, conseguiu diminuir o prejuízo parcial através das bolas de segurança dos homens de garrafão, 59 a 37.

 

Hettsheimeir dominou a disputa pelo garrafão, sendo decisivo para a virada francana (Newton Nogueira) 

 

Mas foi na volta dos vestiários que os mandantes viveram seu melhor momento na partida. Com uma defesa mais agressiva, a equipe francana conteve o arsenal do adversário e pôde, pela primeira vez no jogo, sair na transição. Explorando a velocidade de Parodi e David Jackson, além da imposição física de Cipolini na área pintada, Franca aplicou uma corrida de 11 a 04.

 

Só que o São Paulo conseguiu controlar a reação francana. Se aproveitando da experiência e frieza dos seus jogadores, o Soberano não deixou os donos da casa encostarem no marcador. Com bom controle de bola e agressividade em direção à cesta, Georginho tranquilizou a situação, equilibrando a parcial e fazendo com que os visitantes entrassem no último quarto vencendo por 75 a 60.

 

O Franca veio para o último período para o tudo ou nada. Consciente da superioridade física de sua equipe perante ao oponente, tratou de intensificar a marcação e acelerar o ritmo de jogo, apostando em ataques rápidos. Aproveitando os bloqueios realizados por Hettsheimeir, Jimmy apareceu completamente livre na zona morta para converter dois arremessos no setor e cortar a diferença pela metade.

 

Diante da queda de rendimento de toda a equipe visitante, Georginho colocou a bola de baixo do braço e tentou recolocar recolocar o time nos trilhos. Mas o ala-armador ficou sobrecarregado e os donos da casa foram descontando a diferença até consumar a virada, em grande sequência de Hettsheimeir dentro do garrafão, 92 a 88.

 

Please reload

Postagens Recentes
Please reload

Arquivo
Please reload

Procurar por tags