Na prorrogação, Corinthians elimina Mogi e avança à final

05/10/2019

O Corinthians está na final do Campeonato Paulista de 2019. Nesse sábado (04), a equipe comandada pelo técnico Bruno Savignani levou a melhor sobre o Mogi das Cruzes, derrotando o adversário por 67 a 59 e se classificando à final da competição.

 

O duelo, mais uma vez, foi marcado pelo equilíbrio entre as equipes. Mas, dessa vez, o nível técnico do confronto deixou a desejar. Embora houvesse uma carga emocional muito grande por se tratar de um jogo decisivo e eliminatório, os times contam com jogadores experientes, que deveriam ter mais tranquilidade nesse momento.

 

A começar pelos armadores titulares na partida de hoje. Com pouca movimentação e sem paciência para trabalhar a posse de bola, Ricardo Fischer e Fúlvio precipitaram muitos arremessos e não conseguiram envolver seus companheiros no jogo.

 

Como a insistência de Bruno Savignani em manter Fischer em quadra e a necessidade de Guerrinha de seguir com Fúlvio no quinteto da equipe, já que Alexey não teve condições de jogo e não havia outro armador de origem à disposição, a armação das equipes ficou comprometida.

 

Fischer não teve intensidade para armar as jogadas do Timão na partida (Beto Miller/Agência Corinthians) 

 

Para compensar a noite pouca criativa dos seus principais articuladores, os adversários apostaram todas as fichas no jogo de transição. Mas como não nenhum atleta teve regularidade, o que se viu foi uma verdadeira pelada, com erros infantis dos dois lados.

 

No final das contas, prevaleceu a maior profundidade do elenco do Timão. Saindo do banco de reservas, Pecos e Teichmann deram um toque de qualidade ao ataque alvinegro, que se comportava de maneira estática e previsível.

 

Em entrevista à Federação Paulista de Basquete, o camisa 23, responsável por duas bolas de três pontos no início da prorrogação, minimizou sua atuação individual, creditando a vitória e a classificação à união do grupo.

 

"Felicidade à mil. Foi um jogo muito duro, como já tinha sido a partida anterior. Na reta final eu tive a felicidade de acertar algumas bolas de três pontos, mas não foi essa a chave para a vitória. Foi através do conjunto da equipe. Agora vamos trabalhar para chegar bem na final."

 

Agora, o Corinthians terá alguns dias para se recuperar fisicamente e trabalhar aspectos táticos e técnicos antes da equipe encarar o Franca. Como a equipe francana ainda está nos Estados Unidos, onde disputou um amistoso contra o Brooklyn Nets, ainda não há uma data para o início das finais do Campeonato Paulista.

 

O JOGO

 

O Mogi das Cruzes dominou completamente os primeiros minutos de partida. Com uma defesa agressiva em cima de Ricardo Fischer, os visitantes conseguiram anular a movimentação alvinegra e sair no contragolpe. Com velocidade e agressividade em direção à cesta, Danilo Fuzaro deu o controle de jogo à sua equipe.

 

Após as entradas de Pecos e Wesley, o Timão ganhou mais mobilidade no ataque. Com condições de espaçar a quadra, o camisa 21 abriu espaços para que Nesbitt pudesse trabalhar na área pintada. Com belo trabalho de pernas e enterradas imponentes, o jogador nascido nas Bahamas decretou o empate parcial, 13 a 13.

 

O jogo caiu drasticamente de rendimento no segundo quarto. Em noite pouco inspirada de Ricardo Fischer e com Fúlvio sobrecarregado no outro lado, os adversários tiveram muitas dificuldades para construir as jogadas ofensivas, o que resultou em baixa pontuação nos primeiros cinco minutos do período.

 

No decorrer da parcial as equipes apresentaram uma ligeira melhora na construção de jogo, sobretudo por conta das saídas em velocidade, puxadas por Robinson, para os mandantes, e de Lucas, para os visitantes. Ainda assim, os rivais ficaram muito abaixo do que podem produzir, como ficou evidenciado no placar ao final do primeiro tempo, com vitória alvinegra por 26 a 25.

 

Com mais qualidade e vigor físico, Nesbitt deitou e rolou para cima de Paranhos (Beto Miller/Agência Corinthians)

 

O Mogi das Cruzes voltou melhor dos vestiários. Mantendo a postura agressiva na defesa mas tendo mais paciência para trabalhar a posse de bola na quadra de ataque, conseguiu abrir sete pontos de vantagem após grande sequência de Gruber na área pintada e arremesso de fora de Fuzaro.

 

A diferença, inclusive, poderia ser ainda maior, não fosse as inúmeras oportunidades desperdiçadas por Paranhos em baixo da cesta. Como não tinha nada a ver com isso, o Corinthians se aproveitou dos erros do pivô mogiano e foi buscar o empate, em lances individuais de Fuller, 40 a 40.

 

O Timão deu sequência ao bom momento no começo do último quarto. Com a defesa bem postada e imprimindo alta velocidade na saída para o ataque, Pecos e Humberto deixaram Teichmann numa boa. Com técnica de sobra, o ala-pivô anotou duas bolas de segurança, dando cinco pontos de vantagem à sua equipe.

 

A diferença no placar deveria dar tranquilidade aos mandantes, mas não foi isso que aconteceu. Fazendo a leitura de jogo de maneira equivocada, os donos da casa precipitaram arremessos de fora e desperdiçaram lances livres, com Fuller e Fischer. Assim, deram oportunidade do Mogi buscar o empate e levar o duelo para a prorrogação após bandeja de André Góes, 53 a 53.

 

No tempo extra, o Corinthians construiu a vitória justamente através do perímetro. Diferentemente do que aconteceu nos minutos finais do tempo regulamentar, os arremessos foram construídos de maneira natural. Impulsionado pela mão quente de Arthur Pecos, os donos da casa abriram dez pontos de frente logo nos dois primeiros minutos da prorrogação.

 

O Mogi das Cruzes ainda tentou responder, abaixando a diferença para apenas quatro pontos, após sustentar três ataques do adversário. Mas a reação parou por aí. Com pouco tempo no relógio, os visitantes tentaram trocar faltas por ataques rápidos, mas o Timão teve bom aproveitamento na linha do lance livre, sacramentando a vitória, 67 a 59.

 

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