Na estreia no Novo Basquete Brasil, Bauru é dominado pelo Corinthians

22/10/2019

A expectativa era grande pelos lados da Cidade Sem Limites. Depois de uma queda precoce no Campeonato Paulista, o time teve um mês para trabalhar e recuperar jogadores, chegando para a estreia do Novo Basquete Brasil reforçado pelo retorno de Gabriel Jaú e contando com o elenco praticamente completo.

 

Mas como diz um velho ditado popular: "quanto maior a altura, maior a queda". Mesmo com todos esses elementos e encarando um adversário desgastado fisicamente, o Bauru Basket teve uma apresentação abaixo da crítica e deixou a quadra com uma derrota dura para um rival direto na briga por uma vaga no G4 da competição.

 

Na defesa, a equipe apresentou falhas de posicionamento e de rotação, sendo facilmente envolvida nas jogadas de pick-and-roll, que culminaram em uma enxurrada de bolas de três pontos de Felipe Vezaro. Formado na base do Dragão, o ala-armador converteu oito dos nove arremessos que tentou no perímetro.

 

Vezaro fez valer a "Lei do Ex" e deixou a quadra com 29 pontos anotados (Victor Lira/Bauru Basket)

 

Em entrevista para a DAZN, o jogador reconheceu que fez a melhor partida de sua carreira, mas dividiu os créditos com os demais companheiros da equipe e também aproveitou para destacar a importância do triunfo após uma sequência negativa do clube alvinegro.

 

"O time não se faz apenas de um jogador. Eu tenho que agradecer os meus companheiros, porque sem eles eu não teria conseguido ter esse desempenho. Nós vinhamos de quatro derrotas consecutivas e essa vitória é importante para virar a página."

A atuação mágica de Vezaro, não é fruto apenas da boa visão de jogo dos armadores, mas também da briga incessante dos pivôs da equipe para capturar rebotes ofensivos. Com mais vigor físico e agressividade, Johnson, Nesbitt e Wesley deitaram e rolaram para cima de Renato e Massey, dominando o garrafão.

 

Além do maior volume de jogo, o Timão teve também mais consciência na hora de construir as jogadas, atuando dentro do sistema de jogo implementado por Bruno Savignani. Do outro lado, Bauru não conseguia atuar em conjunto, ficando refém das infiltrações de Wiggins e da qualidade técnica de Jaú para tentar reagir.

 

Diante da baixa criatividade e distribuição no volume de jogo, a dupla bauruense nada pôde fazer para evitar mais um revés para o alvinegro, o quarto em seis partidas disputadas entre as equipes desde que o Corinthians retornou para a elite do basquete estadual e nacional, em meados de 2018.

 

Retrospecto negativo à parte, resta saber como o time vai digerir a atuação ruim já que volta às quadras já nessa quarta-feira, para encarar o Pinheiros, em duelo válido pela segunda rodada do Novo Basquete Brasil.

 

O Corinthians, por sua vez, terá um dia a mais de preparação, antes de medir forças contra o time do Mogi das Cruzes, no Ginásio do Hugo Ramos, fora de casa.

 

O JOGO

 

O Bauru Basket começou melhor a partida. Imprimindo um forte ritmo defensivo, os visitantes conseguiram recuperar três posses de bola e sair no contragolpe. Com velocidade e superioridade numérica, o time do interior paulista não teve dificuldades para concretizar as ações ofensivas, com Wiggins e Crescenzi.

 

Mas não demorou muito para o Corinthians se recuperar e assumir as rédeas da partida. Por mais que tivesse dificuldade na construção de jogo, os donos da casa dominaram a briga dentro da área pintada, conquistando cinco rebotes ofensivos. Com mais volume de jogo e contribuição precisa de Felipe Vezaro, o Timão fechou o primeiro quarto com cinco pontos de vantagem, 22 a 17.

 

No começo do segundo período, o Dragão voltou diferente para a quadra. Com Gabriel Jaú e Massey compondo a dupla de pivôs, o time bauruense ganhou mobilidade, aspecto fundamental para a equipe equilibrar a disputa pelos rebotes e sair em transição. Apesar de ter convertido quatro ataques consecutivos, recuperando a liderança, o clube da Cidade Sem Limites não aproveitou o bom momento.
 

Sem paciência para trabalhar a posse de bola, os jogadores do Bauru individualizaram as ações, facilitando o trabalho defensivo do adversário. Com inteligência, a equipe alvinegra trocou passes com velocidade, criando espaços para que Vezaro e Fuller aparecessem completamente livres no perímetro, colocando a diferença, pela primeira vez no confronto, na casa dos dígitos duplos, 43 a 32.

O panorama da partida seguiu o mesmo no começo do segundo tempo. Com mais velocidade na troca de passes e movimentação dos atletas, o Corinthians deitou e rolou para cima do Bauru Basket. Distribuindo o volume de jogo entre os arremessos precisos de Pecos e Vezaro, e as bolas de segurança de Wesley e Nesbitt, a equipe do Parque São Jorge anotou dezoito pontos em apenas cinco minutos.

 

Com a vantagem próxima dos vinte pontos, o Timão diminuiu a intensidade e passou a abusar dos lances individuais. Se aproveitando do relaxamento natural do oponente, o Dragão contou com o bom trabalho de pernas de Jaú e dois arremessos certeiros de Massey na linha dos três pontos, para reduzir a diferença pela metade, 67 a 58.

 

No seu retorno às quadras, Jaú teve os minutos reduzidos mas contribuiu com sete pontos e cinco rebotes (Victor Lira/Bauru Basket)

 

No começo do último quarto, os times tiveram dificuldade na construção de jogo, fazendo com que o placar permanecesse inalterado durante os dois primeiros minutos da parcial, onde ficou evidente a ansiedade dos atletas em concretizarem as ações, com direito a arremessos curtos, como o air ball de Wiggins, em arremesso precipitado de três pontos.

 

E o castigo alvinegro veio justamente do perímetro. Impulsionado pelo desempenho mágico de Vezaro, que converteu mais dois tiros longos, e suporte de Pecos e Fischer, os donos da casa recolocaram a diferença próxima dos vinte pontos, acabando com qualquer chance de reação do adversário, 87 a 71.

 

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