Bauru quebra a invencibilidade do Mogi e se reabilita no NBB

09/11/2019

O Bauru Basket conseguiu se reabilitar no Novo Basquete Brasil. Nesse sábado, o time bauruense fez valer o mando de quadra e derrotou o Mogi das Cruzes, por 87 a 75. Com o resultado positivo, os donos da casa não apenas se reabilitaram da derrota sofrida para o São José como também quebraram a invencibilidade do arquirrival.

 

Durante grande parte do confronto, o time bauruense apresentou uma basquete mais agressivo e consciente do que vinha mostrando em partidas anteriores, quando acumulou quatro derrotas em cinco duelos disputados.

 

Prova disso, é que o clube conseguiu recuperar treze posses de bola e induzir o adversário a cometer dezessete erros ofensivos, diminuindo - e muito - o volume de jogo da equipe comandada por Guerrinha.

 

A agressividade defensiva permitiu que o time da Cidade Sem Limites tivesse condições de sair no contragolpe, explorando os passes precisos de Faggiano e a velocidade de atletas como Nick Wiggins, Brito, Samuel Pará e Gabriel Jaú.

 

No entanto, os mandantes ainda apresentaram algumas oscilações no decorrer do confronto, principalmente no início das parciais, quando os visitantes conseguiam encostar no marcador através de tramas envolvendo Fúlvio e Gruber, dominante no garrafão.

 

Para conter o volume ofensivo do ala-pivô adversário, o Dragão recorreu a intensidade dos jovens para cortar a linha de passe, evitando que a bola chegasse para o camisa 20 na área pintada.

 

Só que os garotos não se destacaram apenas na quadra de defesa. Com muita personalidade, Pará e Jaú desafogaram o ataque bauruense, auxiliando Faggiano e Nick Wiggins na distribuição do volume de jogo.

 

Com os quinze pontos anotados diante do Mogi das Cruzes, ala-armador bateu recorde pessoal de pontos em uma partida no NBB (Victor Lira/Bauru Basket) 

 

Ao final da partida, Pará comentou sobre a sua atuação individual, fundamental para que o clube conquistasse o resultado positivo, aliviando o clima conturbado que pairava na Cidade Sem Limites.

 

"Eu entro para ajudar na parte defensiva, mas a comissão técnica também me deixa bem à vontade para flutuar dentro de casa e, quando for preciso, decidir. Hoje eu tive um pouco mais de personalidade para partir em direção à cesta, ajudando o time a conquistar essa vitória."

 

Enquanto o sentimento bauruense é de alívio e de esperança de dias melhores, pelo lado mogiano deve ser encarado apenas com um percalço no meio do caminho, como confirma o armador Fúlvio depois da primeira derrota sofrida na competição.

 

"Toda derrota é ruim, mas não podemos lamentar muito porque temos dois jogos na sequência. Essa derrota não estava nas nossa conta porque vínhamos de um bom momento e Bauru não estava tão bem. Mas no último quarto cometemos alguns erros bobos e eles imprimiram muita velocidade no último quarto."

 

Sem muito tempo para lamentar o revés sofrido fora de casa, Mogi se prepara agora para mais dois confrontos diretos pela liderança da competição, já que na segunda encara o Franca e na sexta mede forças contra o Flamengo, ambos na condição de visitante.

 

O Bauru, por sua vez, terá mais um duelo dentro de casa antes de encarar uma longa sequência fora dos seus domínios. Na quarta-feira, o time bauruense recebe o Paulistano, em um combate de grande importância para as pretensões dos comandados do técnico Demétrius Ferracciú.

 

O JOGO

 

O Mogi das Cruzes iniciou melhor a partida. Com tranquilidade para trabalhar a posse de bola, Fúlvio soube esperar a movimentação dos seus companheiros para municiá-los. O atleta mais acionado pelo armador foi o ala-pivô Gruber. Com repertório ofensivo variado, o camisa 20 puxou a pontuação dos visitantes nos primeiros minutos de jogo.

 

Aos poucos, os donos da casa acertaram a marcação em cima da dupla mogiana e ganharam condições para trabalhar no ataque. À princípio, o Bauru Basket recorreu a infiltrações de Nick Wiggins para reequilibrar o duelo. Conforme foram adquirindo confiança, Gabriel Jaú e Brito ajudaram na distribuição do volume de jogo, fazendo com que o clube assumisse o controle das ações, 29 a 17.

 

Mas toda a vantagem construída pelo Dragão nos minutos finais do primeiro quarto foi aniquilada pelo adversário no início do segundo período. Sem Faggiano em quadra, o time da Cidade Sem Limites perdeu a organização, cometendo três desperdícios consecutivos. Atento aos erros cometido pelo rival, o clube do Alto Tietê imprimiu velocidade na transição, cortando para apenas dois pontos de diferença após grande sequência de Fuzaro.

 

Após o retorno de Faggiano, Bauru voltou a cuidar melhor da posse de bola, sendo efetivo na construção de jogo, principalmente para os arremessos de três pontos de Crescenzi na zona morta. O time bauruense só não conseguiu deslanchar no placar porque seguiu cometendo erros defensivos, sobretudo em relação aos rebotes defensivos, bem explorados pelo time visitante, 46 a 40.

 

Wiggins, mais uma vez, foi o cestinha do time bauruense ao computar 25 pontos (Victor Lira/Bauru Basket)

 

Assim como aconteceu no período anterior, os donos da casa voltaram extremamente desligados para a quadra, se tornando uma presa fácil para a marcação do Mogi das Cruzes. Na frente, os visitantes trocaram passes com velocidade, deixando Gruber em ótimas condições para decidir. Com muito mais intensidade do que Renato e mais estatura do que Wiggins, o ala-pivô mogiana deitou e rolou no garrafão bauruense.

 

Na tentativa de recolocar a equipe nos trilhos, Fagianno e Wiggins chamaram a responsabilidade, desafogando o ataque do Bauru Basket. No entanto, os demais companheiros não acompanharam o ritmo da dupla. Além de não auxiliarem na distribuição do volume ofensivo, ainda seguiam dispersos na defesa, sendo facilmente envolvidos pelo jovem Lucas Lacerda, 60 a 59.

 

Diante de mais uma partida pouco inspirada dos principais medalhões da equipe, o Dragão recorreu à postura agressiva dos jovens para vencer o clássico contra o Mogi das Cruzes. Imprimindo forte marcação em cima de Fúlvio e Gruber, Pará e Jaú conseguiram neutralizar a principal arma ofensiva do adversário, limitando-o a apenas quatro pontos nos primeiros cinco minutos da parcial.

 

No ataque, o ala-armador aproveitou os bloqueios realizados pelo ala-pivô para romper a defesa mogiana, convertendo uma infiltração atrás da outra. Nos instantes finais do duelo, o Mogi das Cruzes tentou reagir. Apesar dos arremessos precisos de Colina e Fabrício na linha dos três pontos, o time bauruense soube administrar a vantagem construída no início do período, sacramentando a vitória na linha do lance livre, 87 a 75.

 

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