À frente do placar desde o início, Paulistano bate o Osasco

17/10/2020

O Paulistano conquistou a sua segunda vitória no Campeonato Paulista. Após estrear com uma vitória surpreendente sobre o São Paulo, o Tigre confirmou o favoritismo e derrotou o Osasco, por 73 a 54, em confronto disputado no Ginásio Antônio Prado Jr.

O placar elástico não reflete muito bem a história da partida. Apesar de liderar o marcador desde o primeiro minuto, os donos da casa encontraram um adversário muito bem organizado nos dois lados da quadra, sobretudo na área pintada, onde o clube teve domínio na partida anterior.

 

Com dificuldades para atuar próximo à cesta, o CAP contou com a boa movimentação de bola dos armadores e a artilharia pesada no período para aumentar a produção ofensiva ao decorrer do duelo e assumir o controle das ações, mantendo sempre a diferença na casa dos dígitos duplos.

 

Além disso, o Paulistano também teve como ponto de desequilíbrio o aspecto físico. Com um elenco mais profundo do que o adversário, imprimiu muita velocidade no início do último período, liquidando o jogo através de contragolpes rápidos puxados por Ruivo e Jimmy e concluídos por Du Sommer.

 

Com 13 pontos e 08 assistências, Ruivo foi o grande nome da partida (Willian Oliveira/Paulistano)

 

Com o triunfo dessa sexta-feira, o Tigre chegou à segunda vitória na competição e ficou muito próximo de garantir a primeira colocação do Grupo B, já que depende apenas de suas próprias forças para terminar na liderança. Para isso, precisar fazer valer a sua experiência e qualidade e derrotar o Pinheiros e o Corinthians nas próximas rodadas.

 

Embora esteja hoje na lanterna da chave, o Osasco vive situação curiosa. Isso porque mesmo que não vença a sua última partida, diante do São Paulo, a Coruja ainda pode ultrapassar o Corinthians e o Pinheiros, caso os clubes tropecem pelo caminho, pois leva vantagem nos critérios de desempate.

 

O JOGO

 

Embalado pela vitória sobre o São Paulo na estreia da competição, o Paulistano começou a partida imprimindo um forte ritmo defensivo que lhe permitiu sair em transição. Com Jimmy puxando os contragolpes e a dupla de pivôs correndo a quadra, os donos da casa assumiram a liderança logo no primeiro minuto.

 

Apesar de sair na frente e trabalhar a posse de bola com velocidade, selecionando muito bem os arremessos, o Tigre não estava com a mão quente e a concentração necessária para traduzir a superioridade técnica. Somente nos instantes finais do período que o armador Felipe Ruivo converteu seis pontos e abriu vantagem para o clube, 13 a 06.

 

No começo do segundo período, o Osasco modificou a sua formação e, mais uma vez, contou com o bom posicionamento e comprometimento de Lupa para equilibrar a briga pelos rebotes defensivos e distribuir o volume de jogo da sua equipe, que conseguiu descontar a desvantagem parcial.

 

Após o retorno de Ruivo e Jimmy à quadra, o CAP retomou o ímpeto defensivo, marcando o adversário ainda na quadra de ataque, onde conseguiu recuperar posses de bola e pontuar com facilidade através de bandejas e enterradas, que fizeram os mandantes desgarrarem no marcador, 38 a 24.

 

Osasco até equilibrou a disputa no garrafão, mas não converteu nenhuma bola de três, enquanto Pinheiros anotou onze (Willian Oliveira/Paulistano) 

 

Assim como no período anterior, a Coruja iniciou melhor a parcial. Com muita aplicação tática dos pivôs e ajuda dos laterais na cobertura defensiva, os visitantes povoaram a área pintada, tirando os espaços para as infiltrações do rival. Na frente, o time da Grande São Paulo contou com boa distribuição de Thiaguinho para cortar a diferença para apenas seis pontos.

 

Após o pedido de tempo técnico de Régis Marrelli, o Paulistano mostrou mais agressividade na defesa e cuidou melhor da posse de bola na quadra de ataque, voltando a pontuar após mais de quatro minutos em branco. Mesmo com a grande oscilação, os donos da casa mantiveram a vantagem na casa dos dígitos duplos, 53 a 42.

 

No início da última parcial, prevaleceu a superioridade física do Tigre. Com mais opções no banco de reservas, Régis colocou em quadra uma formação atlética e revigorada, que sufocou a saída de bola do rival e castigou através de contragolpes puxados por Ruivo e concluídos por Du Sommer.

 

Com pontaria calibrada nos arremessos de média distância, o jovem ala-pivô explodiu de rendimento e liquidou o confronto, dando condições do comandante descansar os titulares e dar minutos de jogo para atletas formados na categoria de base do clube, 73 a 54.

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